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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

O calor do beijo do Anderson selou definitivamente a paz entre nós, preenchendo o meu coração com a certeza de que ele estava de volta. Eu nunca mais queria sentir o vazio da sua ausência. Nunca mais eu queria experimentar a sensação de quase perdê-lo, porque doeu demais.

Nós ficamos ali, abraçados no meio da sala por longos minutos, ouvindo apenas o som da respiração um do outro. Eu conseguia sentir os ombros dele relaxando sob os meus braços, na mesma medida em que o meu coração se acalmava.

- Eu passei a noite sentada nesse sofá, enquanto você estava sentado no corredor frio do outro lado da porta. - Eu comentei, pensando nas horas que poderíamos ter estado juntos.

- Por que você estava no sofá? - Ele perguntou baixinho, dando um beijo na lateral da minha cabeça.

- Por que eu ainda tinha um restinho de esperança que você ia entrar pela porta. Você deveria ter usado a sua chave, teria nos poupado dehoras de sofrimento. - Eu coloquei para fora o que estava na minha cabeça.

- Eu não podia, Ferinha. Você estava chateada comigo.

- Não importa o quanto eu esteja chateada, Anderson, você tem a chave, você entra e conversa comigo. Ou toca a campainha. Sabia que esse dispositivo sonoro maravilhoso que consiste em apertar um botão que emite um sinal sonoro para avisar que tem alguém na porta já foi inventado?! - Eu tentei soar leve.

- Nossa, que coisa moderna! - Ele riu e passou os dedos pelo meu cabelo.- Eu não toquei a campainha porque eu não queria te acordar. Eu já rinha sido um idiota com você, não tinha o direito de acordá-la no meio da noite.

- Eu não dormi. Eu estou exausta! Nós precisamos descansar, Gracinha. - Eu sussurrei contra o peito dele, acariciando os seus cabelos. - Você passou metade da noite no trabalho e a outra metade em claro no chão frio.

- Eu não conseguiria dormir sem resolver isso com você. Eu estou cansado, mas eu preciso de um banho primeiro, Ferinha. - Ele respondeu, a voz abafada contra o meu pescoço, soltando um suspiro longo. - Preciso tirar a fumaça do bar, o suor e o peso de tudo o que aconteceu ontem. Parece que eu passei por uma guerra.

- Nós passamos. - Eu sorri de leve, afastando-me o suficiente para olhar o seu rosto cansado. - Vai tomar um banho, eu vou preparar o café da manhã.

- Você não vem comigo?

- Não, Gracinha, nós precisamos de café.

- Eu acho que eu preciso do meu moletom. - Ele olhou para o meu corpo, segurando o meu queixo delicadamente.

- Sinto muito, não vou devolver. Ele é quente, confortável e tem o seu cheiro. Foi tudo o que eu tive de você enquanto você estava longe. - Eu expliquei e ele riu e me puxou de volta para o seu peito.

- Ferinha, você teve e sempre terá mais do que esse moletom, porque o meu corpo estava longe, mas o meu coração sempre esteve com você... e sempre estará!

- Eu não quero sentir esse desespero que eu senti nunca mais, Gracinha.

- Nunca mais. - O Anderson assentiu. - Eu vou tomar um banho, ainda tem uma coisa que eu preciso te contar.

- Se você disser que deixou aquela galinha da Maya te... - Eu tentei me afastar, mas ele me puxou de volta.

- Eu já disse, Ferinha, ela é menos que nada e ela me pegou desprevenido, foi só isso e nunca mais vai acontecer.

- Ela sempre te pega desprevenido, Anderson Cavalcante. - Eu reclamei, sentindo uma pequena irritação.

- Eu vou ficar mais esperto. Agora esquece aquela garota. O que eu tenho para te falar é sobre o Felipe. Mas a gente conversa daqui a pouco tomando um café. - Ele deixou um beijo rápido na minha testa antes de caminhar em direção ao banheiro.

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