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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

A Giovana passou muito tempo me provocando e me instigando desde que começamos a namorar. Suas perguntas sem filtro, suas mãos curiosas e aquela ansiedade em descobrir tudo era fascinante, mas me manteve mais tempo sob o chuveiro frio do que eu suportaria normalmente. No entanto, eu tinha feito uma promessa e eu sabia que era melhor esperar, que apesar de toda a agitação dela, ela ainda não estava pronta.

O curioso é que nos últimos seis meses eu pensei que ela ficaria ainda mais atrevida e provocadora, mas ela foi recuando. Ela continuava com aquelas perguntas que me deixavam sem reação e os comentários públicos que me deixavam sem graça, as saias dela continuavam no limite de se tornarem indecentes, mas ela parecia mais contida nos toques, até recuando muitas vezes quando estávamos à sós. E isso me fez pensar muitas coisas.

Nós não nos víamos mais todos os dias e saíamos muito pouco, geralmente um cinema ou uma visita a minha mãe, porque a Giovana estava muito focada em se preparar para o vestibular, assim como andava passando bastante tempo com os irmãos que ela tanto esperou e simplesmente os adorava, o que era fofo. No entanto eu andava preocupado sobre como estavam as coisas entre nós, preocupado que estivesse tudo esfriando e caindo no comodismo, porque eu amava a minha ferinha, mas ainda tinha medo que ela em algum momento tivesse dúvidas sobre nós dois.

Contudo, hoje tudo parecia que mudaria e o nosso relacionamento estava prestes a ganhar novos contornos. Ela estava completando dezoito anos e era o fim do nosso acordo de espera, assim como era o fim da promessa que eu fiz ao Rafael de esperar e não ceder aos anseios da Giovana. E agora, se ela realmente estivesse pronta, era o fim dos banhos gelados. Só que agora eu estava me perguntando uma coisa: será que ela estava realmente pronta para dar mais um passo no nosso namoro?

Não que eu não quisesse ter relações com ela, eu queria muito e o fato de eu mal conseguir controlar o meu corpo quando estava com ela era prova disso. Mas eu não era um canalha aproveitador que pensava que a minha namorada era obrigada a fazer sexo comigo e eu também jamais reduziria o que existia entre nós a isso ou colocaria o sexo como condição. Eu só queria fazê-la feliz e, por mais que eu quisesse fazer amor com ela, eu saberia esperar o momento dela, mesmo que isso significasse continuar sobrevivento com banhos frios.

Eu estava cansado, tinha sido uma noite bem, agitada no bar e quando eu cheguei em casa o sol já tinha nascido. Foi só o tempo de tomar um banho frio e longo para despertar e um café bem forte para manter a mente ativa e eu saí, passei na floricultura para pegar a minha encomenda e fui tomar o café da manhã com a minha garota.

Mas o jeito que ela olhou para a rosa que eu segurava em frente a ela, a surpresa nos seus olhos, não me deixou dúvida de que ela pensou que eu não estaria com ela essa manhã.

- Eu pensei que você estivesse dormindo? - Ela balbuciou no meu ouvido.

- Eu não conseguiria, eu estava ansioso para te ver. - Eu declarei e dei mais um beijo nela. - Eu sempre tomarei o café da manhã do seu aniversário com você. Não importa o que eu precise fazer ou deixar de fazer, eu sempre estarei com você nesse momento. E eu sempre vou dar um jeito de tornar o seu dia especial. Isso é uma promessa, Ferinha.

- Eu te amo, Anderson! - Ela falou e fungou no meu pescoço. Um sorriso cresceu no meu rosto, eu ainda me surpreendia com as declarações dela.

- Eu também te amo, Gi! Muito mesmo! - Eu retribuí, porque o meu coração transbordava de amor por ela.

- Ah, que lindinhos! Agora entrem porque eu quero tomar o café da manhã antes que os gêmeos precisem de alguma coisa e essas crianças precisam de algo o tempo todo. - O Rafael sorriu, estava de pé alguns passos atrá da Giovana.

- Você fecha a porta, chefe! - Eu estrei com a minha garota pendurada em mim.

- Folgado! - O Rafael brincou e fechou a porta.

Eu coloquei a Giovana na cadeira que ela sempre se sentava, cumprimentei os outros e me sentei ao lado dela. A Hana cada vez caprichava mais naqueles cafés de aniversário, a mesa estava linda e, como sempre, aquela família, da qual eu fazia parte de algum jeito, tornava tudo muito especial.

- E então, Gi, quais são os planos pra hoje? Nós vamos nos acabar no bar do seu pai ou você está ansiosa por um jantar romântico com o seu namorado gracinha. - O Bóris perguntou como se não soubesse que já estava tudo organizado no bar para o aniversário da Giovana.

- Você já sabe, Bóris, hoje nós vamos todos para o bar. - A Giovana respondeu com um grande sorriso.

Ela tinha atormentado a mim e ao Rafael por meses sobre isso, ela queria uma banda específica, uma área VIP enorme que comportasse todos os amigos que ela tinha convidado e um bolo grande que custaria um enorme esforço para ser armazenado na cozinha e depois levado até ela sem sofrer nenhum abalo.

- E por falar nisso, Anderson, você está oficialmente de folga hoje. Para que a Gi não fique reclamando que eu fui um pai mau e não deixei o namorado ficar com ela. O Rubens e eu cuidamos do bar hoje. - O Rafael me surpreendeu, eu não achei que ele fosse me dar essa folga já que eu estaria no bar de qualquer jeito.

- Depende de que planos são esses. - O Rafael me olhou como se esperasse por uma resposta.

- Desculpe, mas é uma surpresa para ela e eu não vou contar para você. - Eu declarei confiante.

- Vem cá, essa confiança toda é porque ele está fazendo dezoito ou você está aprendendo na faculdade? - O Rafal insistiu e o Rubens deu uma risada.

- É agora que esse namoro fica divertido. Se conforme, Rafael, agora quem decide é ela. - O Rubens se recostou na cadeira.

- Sogro, não se preocupe, eu sempre vou cuidar bem da sua filha, ela é importante demais para mim. E essa confiança toda é de quem já te olha nos olhos como namorado dela há mais de um ano e não tem nada a esconder.

- Ah, mas namorando a Gi fica difícil esconder alguma coisa, não é, Anderson?! Ela mesma conta tudo! Até do quanto a parede ao lado da porta tem sido castigada há mais de um ano ela conta. - A Hana falou de repente e a cara que o Rafael fez me deu certeza de que isso ele não sabia. - Ah, e, isso ela não tinha te contado, psicogato. - A Hana riu. - Relaxa, foram só uns amassos, coisas da juventude.

- Anderson? - O Rafael voltou a me encarar.

- É... como a Nana disse, coisas da juventude e eu ainda te oho nos olhos. - Eu o encarei de volta, porque realmente eu não tinha passado do limite que ele impôs.

- Pois é, pai, mas agora eu posso dar muito mais do que amassos! - A Giovana apoiou o queixo sobre a mão e encarou o pai sorridente.

- Giovanaaaa! - A Raíssa chamou a atenção da filha, enquanto o Rafael enterrava o rosto nas mãos, eu escorregava pela cadeira e o resto caía na risada com a Giovana.

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