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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 218

"Berta"

Desde o dia em que pensou que fugiu de mim a Carmem estava suspirando pelos cantos. Aquele dia tinha sido ótimo, a Candinha e eu até fomos ao cinema, fizemos umas comprinhas no shopping. Eu adorei aquela tarde de folga e depois aquele rapazinho simpático mandou o vídeo do que aconteceu com a Carmem naquele dia para mim e para a Candinha e nós rimos muito. A verdade é que a urtiguinha era uma pessoa terrível, mas era uma safada se fingindo de santa também.

Mas ultimamente ela estava muito quieta, como se estivesse tramando alguma coisa naquela cabeça torta dela. Nem o famoso terço ela queria rezar mais, ao invés de ir para o quarto, passava as tardes perambulando de um lado para o outro pela sala e não aceitava nenhuma bebida. E agora eu tinha uma nova missão e essa seria ainda mais divertida.

- O que você tem, Urtiguinha? Já faz uns dias que está suspirando pela casa, toda tristinha, mal conversando com ninguém. - Eu me aproximei dela na janela da sala.

- Ah, Inútil, eu estou muito sozinha. - Ela estava divagando.

- Mas assim até me ofende, Urtiguinha. Olha eu aqui, o tempo inteiro do seu ladinho. - Eu passei o meu braço no dela só para empertigá-la. - A gente já é que nem unha com cutícula!

- Sai pra lá, encosto! - Ela puxou o braço e se afastou irritada. - Você é só uma funcionária indesejada, uma inútil! - Ela caminhou até o sofá e deu um grande suspiro enquanto se sentava. - O José Miguel nem vem me ver mais. - Ela choramingou.

- Ah, pobrezinha! E você só tem o Dr. Mauro de amigo, Urtiguinha... mas também com esse seu gênio. - Eu comentei e ela bufou.

- Eu tenho muitos amigos, sua intrometida! Inclusive você já conheceu várias das minhas amigas na igreja, afinal vive atrás de mim. Sua chata. - Ela reclamou.

- É verdade, até o padre, não é, Urtiguinha?! - Eu me fiz de boba, puxando assunto para dar o bote.

- É, até o padre. - Ela suspirou outra vez.

- Urtiguinha, com tantos amigos, porque você não dá uma festa? De repente você convida o patrão José Miguel, aquele amigo lindo dele... - Ela nem me deixou terminar.

- Aquele demônio do Matheus não pisa aqui! - Ela reclamou.

- Ah, Urtiguinha, ele pode ser um demônio, mas vai dizer que você não cairia em tentação com ele? Lindo daquele jeito, até eu que sou mais boba. - Eu brinquei e ela ficou irritada.

- Me respeita, Inútil! Eu sou uma mulher respeitável, não sou uma qualquer. - Ela ralhou comigo.

Eu tive que segurar o riso, porque eu estava bem inteirada do tipo de mulher respeitável que ela era, respeitavelmente piranha. Além de falsa, maquiavélica, mentirosa, ardilosa e maldosa, ainda era uma piranha.

- Mas não é uma má idéia, uma festa. Tem, tanto tempo que eu não faço uma pequena reunião. Olha, até que dessa vez você pensou uma coisa boa! - Ela sorriu. - Chame a Candinha, vamos começar os preparativos, fazer a lista de convidados, contratar um buffet, enviar os convites. É, isso é uma ótima idéia!

Ela se iluminou com a idéia da festa, abriu um sorriso largo e os olhos brilharam. A safada gostava de festas! Só que ela nem imaginava a surpresa que o Matheusinho Tentação ia fazer para ela nessa festa.

Eu saí da sala rindo e fui até a cozinha chamar a Candinha, quando voltamos ela já estava com a agenda nas mãos, muito animada.

- Candinha, vamos oferecer um jantar! Algo elegante e sofisticado. - Ela contou empolgada.

- Ah, Urtiguinha, essa coisa de jantar está ultrapassada, fica até parecendo que você é uma senhora sem graça. Bom mesmo é uma recepção com música, as pessoas circulando e conversando, garçons servindo bebidas e comidinhas. - Ela precisava querer algo grande.

- Sabe que você tem razão? Até que quando quer você até pensa. - Ela sorriu. - Senta aí, Inútil, vai anotando a lista de convidados. Cândida, depois você envia os convites e contrata aquele buffet que nós sempre contratamos, aquele que faz os aniversários de morte da Cora.

Capítulo 218: Armando a festa 1

Capítulo 218: Armando a festa 2

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