"José Miguel"
Meu coração estava disparado e eu mal continha o sorriso. Beijá-la agora era diferente, porque agora havia algo definitivo entre nós e não era uma promessa, era a consolidação dos nossos sentimentos, como se agora nossos corações estivessem na mesma direção e inseparáveis. Eu a peguei no colo e subi as escadas em direção ao quarto.
Todo o caminho até o quarto estava decorado com aquelas pequenas luzes, pétalas e rosas, muitas rosas para a minha Evita. Nós entramos no quarto e eu fechei a porta, não havia mais ninguém na casa, mas fechar a porta era como nos fechar no nosso próprio mundinho perfeito onde só existia o nosso amor. Então eu a coloquei no chão.
- Quando você fez isso? - Ela olhou pelo quarto.
- Eu contratei um decorador e passei a tarde aqui hoje. É a nossa casa e eu quero muitos momentos especiais aqui, você me disse sim, esse é o mais especial deles, e essa é a primeira noite, do resto das nossas vidas, que vamos passar aqui. Gostou?
Eu tinha contado com a ajuda de um decorador, havia o mesmo padrão de rosas caindo do teto, pequenas luzinhas em cascata, pétalas e arranjos por todos os lados e no meio do quarto uma grande cama cheia de travesseiros e um edredom macio, eu sabia que estava confortável, mas também estava aconchegante.
- Está tudo muito lindo. Perfeito! - Ela respondeu olhando para as rosas penduradas no teto e então pulou no meu pescoço. - Você é perfeito!
- Eu te amo, Evita! - Eu a segurei e a beijei outra vez.
Devagar eu desfiz o laço lateral do vestido dela e ele se abriu, caindo de cada lado do seu corpo. Minhas mãos tocaram a sua cintura e eu a abracei antes de tirar o vestido dos seus ombros, a erguendo do chão para que ficasse na minha altura. Seus braços cruzaram no meu pescoço, como se ela se prendesse a mim.
Sem separar os nossos lábios, eu a coloquei no chão devagar e as suas mãos tiraram o meu paletó, o deixando cair de qualquer jeito e já se precipitando para os botões da minha camisa, que ela abriu de forma afoita, como se precisasse desesperadamente tocar a minha pele. Eu tirei lentamente o vestido dos seus ombros e o deixei cair, eu estava desembrulhando o meu presente, saboreando cada segundo de desnudá-la, enquanto ela puxava a minha camisa de dentro da calça.
Eu a levei até a cam e a fiz se deitar devagar e só então nós paramos de nos beijar e eu me ajoelhei sobre o colchão para tirar a minha camisa e foi aí que o meu coração parou de bater.
- Você quer me matar, Eva? - Eu perguntei e ela se apoiou nos cotovelos me observando confusa. - Que lingerie maravilhosa é essa?
Ela deu uma risada, jogando a cabeça para trás e seus cabelos balançaram lindamente, tornando aquela imagem dela sobre a cama a coisa mais sexy que eu já tinha visto na vida.
Ela usava um conjunto de renda da cor do vestido, duas peças extremamente delicadas, as laterais da calcinha eram dois fios de strass que brilhavam absurdamente na luz do quarto, realçando as curvas dos quadris dela.
O sutiã meia taça tinha um fio de strass que descia pela alça, contornava o bojo e subia junto com um segundo fio, como duas paralelas que passavam sobre os seios dela até os ombros, formando o desenho de duas gotas perfeitas contornando aqueles seios belíssimos. Eu poderia observá-la daquele jeito sobre a cama por horas e não me cansaria.
- A Melissa me indicou uma loja e eles entregam em casa. - Ela sorriu como se falasse de uma coisa simples do cotidiano.
- Se eu sobreviver a isso, me lembre de agradecer a Melissa. - Eu brinquei e ela riu outra vez, aquele som de sininhos que me encantava.
- Que pena que você gostou. Agora não vai nem querer tirar. - Ela brincou e eu ri.
- Vai sonhando! - Eu respondi e acabei de me despir antes de me deitar sobre ela para beijá-la. - Eu só vou tirar mais devagar.
Muito lentamente eu beijei os seus lábios enquanto as minhas mãos deslizavam sobre a pele quente dela, contornando cada curva que eu já tinha decorado. Suas mãos tocavam o meu corpo, tocaram as minhas tatuagens e deslizaram para as minhas costas. O toque dela estimulava cada nervo em mim, causava pequenas sensações que disparavam por todo o meu corpo crescendo como ondas.
Meus lábios vagaram para a sua orelha e depois para o seu pescoço. Devagar eu fui beijando todo o seu corpo e vendo a pele dela se arrepiar como a minha. O corpo dela me reconhecia como o meu a reconhecia. Era uma entrega total e plena, sem reservas, sem medos.
Enquanto eu beijava seu abdomen, meus polegares se engancharam nas laterais daquela calcinha que já estava mexendo com o meu juízo. Lentamente eu a puxei. Cada beijo que eu dava descendo pelo corpo dela, eu deslizava um pouco a calcinha e foi assim até que eu a tirei pelos seus pés e toquei aquelas sandálias que pareciam uma pintura nos pés dela.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...