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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 223

"José Miguel"

Um sorrisinho cínico se abriu no rosto da Carmem, ela sabia que não havia como sair dessa situação, que sua verdadeira face havia sido revelada e sdua imagem havia sido estilhaçada diante de todos, mesmo assim ela não perdia a empáfia, não descia do pedestal da arrogancia.

A Carmem olhou para todos ao redor. O desprezo no rosto dos que ela enchia a boca para chamar de amigos, a elite que ela lutou para impressionar e fazer parte. A máscara de elegância e boa samaritana se partindo.

- Você acha mesmo que vai se livrar de mim assim tão fácil? - Ela perguntou e, naquele momento, eu dei razão ao Matheus, ela parecia uma alma atormentada saindo do inferno.

- Ah, não, claro que não! Eu sei que você não desiste assim tão fácil. Por isso mesmo o Dr. Romeu já conseguiu uma ordem de restrição. - Eu avisei e o Dr. Romeu se aproximou com um homem que eu não havia notado.

- Sra. Carmem Carvalho, eu sou oficial de justiça e estou aqui para lhe dar ciência da ordem de afastamento expedida. Está cópia é sua e a senhora assina aqui. E se negar a assinar não faz diferença. - O oficial avisou e a Carmem bufou, mas assinou o documento.

- Você armou uma bela armadilha para mim, José Miguel. - Ela falou como se ela fosse a ofendida.

- Não, Carmem, foi você que armou uma armadilha pra mim, você e a Cora. Mas o que realmente importa aqui, Carmem, é que tudo isso, os anos que você e a sua filha estiveram na minha vida, não passou de um teatro. O luto, a caridade que você faz com o meu dinheiro, o falso amor, você sofrendo pela filha morta, tudo não passou de uma grande fraude, uma mentira! Você é uma parasita, Carmem, que não aceitou ser desprezada por um homem de verdade que honrava a esposa e a amava e aí você tentou se vingar no filho dele. O que você ia fazer, Carmem? Porque eu nunca ficaria com você. Você ia me matar para ficar com todo o meu dinheiro? - Eu perguntei por fim, parando diante dela, deixando a raiva que eu sentia finalmente vir à tona.

Eu sentia a raiva pulsar dentro de mim, como se esquentasse o meu sangue e tentasse irromper pela minha pele. A Carmem me encarava com algo que só podia ser ódio no olhar. E então ela explodiu em gritos.

- Ele me amava, José Miguel! Seu pai me amava, ele só teve medo de assumir. E você... você é um fraco, um homem manipulável, fácil de dominar. Sim eu criei a Cora para tirar de você tudo o que o seu pai me negou. Mas eu decidi que você me daria uma coisa que ele não poderia mais me dar, o amor! E a Cora estava me atrapalhando. Eu teria conseguido, você teria se apaixonado por mim se aquela imbecil da Cora não tivesse tomado o remédio para matar os gêmeos. Você teria sido meu! MEEEUUU!

Eu a observei por um momento, ela estava desalinhada, a respiração ofegante, os olhos injetados, como um animal prestes a atacar. E mais uma vez eu me perguntei como eu não percebi as intenções dela antes. Talvez eu realmente tivesse sido um fraco como ela disse. Mas aquilo tinha acabado e ela não veria mais fraqueza em mim.

- Não, Carmem, eu nunca seria seu, porque eu sou da Eva! O nosso encontro foi predestinado e o meu coração foi dela no momento em que eu a vi e teria sido assim em qualquer circunstância. - Eu declarei, caminhei em direção a Eva e segurei a mão dela. - Acabou, Carmem!

Capítulo 223: A máscara se partiu 1

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