"José Miguel"
Um sorrisinho cínico se abriu no rosto da Carmem, ela sabia que não havia como sair dessa situação, que sua verdadeira face havia sido revelada e sdua imagem havia sido estilhaçada diante de todos, mesmo assim ela não perdia a empáfia, não descia do pedestal da arrogancia.
A Carmem olhou para todos ao redor. O desprezo no rosto dos que ela enchia a boca para chamar de amigos, a elite que ela lutou para impressionar e fazer parte. A máscara de elegância e boa samaritana se partindo.
- Você acha mesmo que vai se livrar de mim assim tão fácil? - Ela perguntou e, naquele momento, eu dei razão ao Matheus, ela parecia uma alma atormentada saindo do inferno.
- Ah, não, claro que não! Eu sei que você não desiste assim tão fácil. Por isso mesmo o Dr. Romeu já conseguiu uma ordem de restrição. - Eu avisei e o Dr. Romeu se aproximou com um homem que eu não havia notado.
- Sra. Carmem Carvalho, eu sou oficial de justiça e estou aqui para lhe dar ciência da ordem de afastamento expedida. Está cópia é sua e a senhora assina aqui. E se negar a assinar não faz diferença. - O oficial avisou e a Carmem bufou, mas assinou o documento.
- Você armou uma bela armadilha para mim, José Miguel. - Ela falou como se ela fosse a ofendida.
- Não, Carmem, foi você que armou uma armadilha pra mim, você e a Cora. Mas o que realmente importa aqui, Carmem, é que tudo isso, os anos que você e a sua filha estiveram na minha vida, não passou de um teatro. O luto, a caridade que você faz com o meu dinheiro, o falso amor, você sofrendo pela filha morta, tudo não passou de uma grande fraude, uma mentira! Você é uma parasita, Carmem, que não aceitou ser desprezada por um homem de verdade que honrava a esposa e a amava e aí você tentou se vingar no filho dele. O que você ia fazer, Carmem? Porque eu nunca ficaria com você. Você ia me matar para ficar com todo o meu dinheiro? - Eu perguntei por fim, parando diante dela, deixando a raiva que eu sentia finalmente vir à tona.
Eu sentia a raiva pulsar dentro de mim, como se esquentasse o meu sangue e tentasse irromper pela minha pele. A Carmem me encarava com algo que só podia ser ódio no olhar. E então ela explodiu em gritos.
- Ele me amava, José Miguel! Seu pai me amava, ele só teve medo de assumir. E você... você é um fraco, um homem manipulável, fácil de dominar. Sim eu criei a Cora para tirar de você tudo o que o seu pai me negou. Mas eu decidi que você me daria uma coisa que ele não poderia mais me dar, o amor! E a Cora estava me atrapalhando. Eu teria conseguido, você teria se apaixonado por mim se aquela imbecil da Cora não tivesse tomado o remédio para matar os gêmeos. Você teria sido meu! MEEEUUU!
Eu a observei por um momento, ela estava desalinhada, a respiração ofegante, os olhos injetados, como um animal prestes a atacar. E mais uma vez eu me perguntei como eu não percebi as intenções dela antes. Talvez eu realmente tivesse sido um fraco como ela disse. Mas aquilo tinha acabado e ela não veria mais fraqueza em mim.
- Não, Carmem, eu nunca seria seu, porque eu sou da Eva! O nosso encontro foi predestinado e o meu coração foi dela no momento em que eu a vi e teria sido assim em qualquer circunstância. - Eu declarei, caminhei em direção a Eva e segurei a mão dela. - Acabou, Carmem!


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...