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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 225

"José Miguel"

As pessoas que eu havia convidado para desmascarar a Carmem aos poucos foram se aproximando e se despedindo, agradecendo pelo prazer de ter presenciado a humilhação da Carmem.

- A noite foi animada! - O Dr. Molina se aproximou rindo.

- A noite foi um oferecimento do Matheus e ele não conhece o tédio, Dr. Molina. - Eu declarei rindo. - Obrigado por terem vindo. Obrigado, Sra. Molina, por ter se colocado em evidência para me ajudar. - Eu dei um beijo no dorso da mão dela.

- Ah, querido, eu é que preciso agradecer, você não imagina o prazer que eu senti em colocar aquela qualquer no lugar dela. E ainda reencontrei você e a Marta. Eu não os via há anos! Sua mãe e eu éramos boas amigas. - A Sra. Molina declarou.

- Eu sei, ela sempre falava da senhora com carinho. - Eu respondi com um sorriso.

- Venham nos visitar, sim?! - Ela convidou e me deu um beijo no rosto, depois abraçou a Eva e foi até a Marta. - E você, Marta, não suma de novo! Eu faço umas festinhas sensacionais em casa e você e o Romeu deveriam integrar o nosso grupo. Eu te ligo amanhã. - As duas se abraçaram com mais algumas palavras gentis e o casal Molina foi embora.

Praticamente todos já haviam ido embora, restávamos na sala apenas o Enzo, a Julia, o Heitor, o Brandão, a Marta e os filhos, o Romeu, o Matheus, a Gabriele e a Eva e eu.

- Eu senti falta de uma pessoa... - Eu comentei mas ouvi um "ssshh" sonoro, coletivo e longo.

- Não diz o nome da diva master! Nós estamos preservando a identidade secreta dela. - O Enzo se aproximou e falou baixo para mim olhando em direção a escada. - Ela acha que a Fofura das trevas pode procurá-la de novo. Nós estamos expulsando o demônio mas ainda vamos ficar vigilantes. - Eu não sei porque eu notei o sorrisinho surgir no rosto do Matheus.

- José Miguel, eu estou desolado! - O padre, que eu nem tinha notado que ainda estava ali, se aproximou e colocou a mão no meu ombro. - Como eu me enganei tanto com ela? Essa alma perdida.

- Padre, ela enganou muitos, não se torture. - Eu ofereci consolo, mas ele balançou a cabeça em negativa.

- Eu deixei o lobo entre as minhas ovelhas, José Miguel, deixei o mal se infiltrar e não percebi que ela precisava ser purificada.

- Padre, quem sabe o senhor não exorciza o demônio dela? - O Matheus se aproximou agitado, se balançando entre um pé e outro e eu o olhei em advertência. Eu o conhecia, ele estava tendo uma idéia e ia induzir o padre a ajudá-lo.

- O que você está dizendo, filho? - O padre perguntou confuso e eu balancei a cabeça para um Matheus sorridente.

- Padre, e se a invocação do mal estiver possuída, Padre? O senhor, como representante de Deus precisa fazer alguma coisa. Na igreja vocês não fazem aquele negócio do exorcismo? - O Matheus tinha deixado a compostura de lado, estava até com o dedo pra cima dando ênfase à necessidade de "fazer alguma coisa".

- Sim, filho, mas nem todos nós temos autorização da Santa Sé para isso. É preciso preparo, prudência e discernimento, além de ter autorização para ser um padre exorcista, eu não sou um. E também é preciso um longo estudo para ter certeza da possessão. - O padre explicou e o Matheus estalou a língua.

- Mas o senhor mesmo viu, padre, essa mulher não está bem não. O senhor não viu o mal nela? Não disse que ela precisa ser purificada? - O Matheus insistiu.

- É, ela está carregando muito mal dentro dela. - O padre concordou e coçou a cabeça.

- Então, padre, como representante de Deus o senhor não pode fazer nada? Vai deixar o mal andando sobre a terra, assolando as pobres e inocentes ovelhinhas que homens bons como o senhor pastoreiam? - O Matheus tinha argumento, isso era inegável.

- Meu Deus, o que esse maluco vai fazer agora? - O Brandão perguntou baixinho e eu queria só que o Matheus parasse de aliciar o padre.

- Padre, como o senhor pode deixar o demônio destruir aquela mulher assim, padre, depois pode ser tarde demais. - O Matheus insistiu e eu vi o exato momento em que o padre cedeu, para o meu total desespero.

- Meu Deus, eu só queria comer uns salgadinhos. - O padre lamentou. - Mas tem razão, filho, é minha responsabilidade ajudar essa alma. Olha, eu não posso fazer o exorcirmo completo, mas nós podemos fazer uma oração de libertação.

- Padre, não adianta só rezar o terço! O caso aqui é grave. O espírito da luxúria e da falsidade criou raízes nessa criatura! - O Matheus não queria uma cena, ele queria um roteiro de cinema.

- Vai filho, pega um pouco de água, vamos nos preparar. - O padre orientou e o Matheus saiu em disparada em direção à cozinha.

- Padre, talvez seja melhor deixar isso quieto. - Eu sugeri e o padre sorriu.

- Ah, filho, às vezes um bom susto resolve algumas coisas. Não se preocupe. - O padre deu dois tapinhas leves no meu ombro.

- Aqui, padre, o senhor acha que dá? Eu também encontrei arruda no quintal. - O Matheus voltou para a sala arrastando um balde de água de uns vinte litros, com uma réstia de alho pendurada no pescoço e um pacote de sal grosso na outra mão. Eu já não sabia se aquilo era exorcismo, espantar fantasma ou expulsão do drácula,mas euachei melhor não perguntar.

- Ah, dá. Precisamos de algo para aspergir a água e os galhos de arruda vão servir perfeitamente. E você vai carregar o balde eu não dou conta. - O padre deu uma risadinha e tirou um terço grande do bolso.

Capítulo 225: Expulsando o demônio 1

Capítulo 225: Expulsando o demônio 2

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