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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 226

"Carmem"

Que humilhação! Nem quando a mãe do José Miguel me arrastou pelos cabelos para fora de uma festa eu me senti tão humilhada, tão rebaixada. Eu fui colocada para fora como se fosse as sete pragas do Egito. E eu não esperava por aquilo.

Eu sabia que a Cora escrevia em um diário e eu sempre disse a ela que aquilo havia se tornado um hábito perigoso, afinal, um único deslize e nossos planos poderiam ser descobertos. E foi o que aconteceu! Mas como aconteceu eu não tinha idéia, porque a Cora tinha me dito, logo que engravidou dos gêmeos que tinha parado de escrever e se desfeito dos diários.

Eu a vigiei e não vi mais o diário, então eu acreditei. E depois daquele acidente eu revirei a casa inteira a procura do tal diário e nunca o encontrei. Eu procurei em todos os lugares e não encontrei. Mas o José Miguel encontrou e como ele encontrou eu não sabia. Mas aqueles diários tinham sido a minha ruína. Só que tinha um detalhe, eu estava destruída, mas ainda não estava acabada, eu ainda tinha um trunfo e eu o usaria. Eu não perderia o meu José Miguel assim. Eu o faria voltar correndo pra mim.

Mas por hora aquele quarto de hotel era o que eu tinha. Foi a única coisa que eu consegui pensar quando saí daquela casa, então eu procurei um hotel e ali estava eu, sozinha, depois de uma noite inteira em claro, pensando em como reverter essa situação, em como me vingar e em como acabar com aquele demônio do Matheus. A culpa era toda dele, ele havia me destruído.

Contudo, ficar sentada naquele quarto me lamentando não me levaria a lugar nenhum, Eu já tinha perdido o domingo inteiro, eu precisava agir e eu precisava ser rápida porque o dinheiro que o José Miguel depositava mensalmente na minha conta me faria falta, já que aqueles irmãos cretinos levaram praticamente toda a minha reserva pessoal. Todo o dinheiro que eu levei anos para conseguir tirar daqueles homens idiotas a Morgana e o irmãozinho dela me chantagearam até praticamente me deixar sem nada.

Pelo menos eu tinha o meu carro, estava um nojo, ainda fedia como se fosse a carcaça de um animal se decompondo mesmo tendo sido lavado, mas pelo menos eu tinha como me deslocar. E na segunda pela manhã, antes de procurar quem me tiraria desse problema, eu procuraria a única pessoa que tinha me restado e a induziria a me convidar para passar uns dias na sua casa, porque o hotel era caríssimo e eu sabia que ia acabar com o meu dinheiro mais rápido do que eu gostaria. Então eu liguei para ela e marcamos um café e quando ela chegou, eu já estava sentada em uma das mesas.

- Melissa, querida, obrigada por ter vindo tão depressa. - Eu me levantei para cumprimentá-la.

- Carminha, claro que eu viria. Disse lá no escritório que não estava me sentindo muito bem, só para poder vir te ver. - Ela deu um grande sorriso para mim.

- É, os privilégios da gravidez. - Eu comentei e nós nos sentamos.

- Ai, Carminha, fiquei arrasada quando você me contou que nossos planos não tinham dado certo. Que sorte aquela Eva tem, não é?!

- Aquilo não é sorte, Melissa. Aquela rouba maridos é muito mais esperta do que pensamos e o rapaz que gosta dela é meio desprovido de inteligência, sabe. - Eu comentei e ela respondeu com um "aahh" de sobrancelhas levantadas.

- Nós precisamos pensar em outra coisa, Carminha. Eu preciso daquela vaga. - Ela choramingou.

- Sim, eu já tenho algo em mente, mas eu estou num momento muito delicado, querida. - Eu enxuguei uma lágrima imaginária no canto do olho.

- O que aconteceu, Carminha? Eu notei suas olheiras, mas você nem deve estar dormindo de tanta preocupação, não é?! - A Melissa falou docemente e me encarou, esperando a história.

- Ah, querida, aquela mulherzinha convenceu o José Miguel a me colocar para fora de casa. Ela colocou na cabeça dele que eu me meto demais na vida dele e o controlo e que estou causando a infelicidade dele. Acredita nisso? Logo eu, que só quero o bem dele e da família, que vivo para cuidar dele e daquela casa, já que a minha filha não consegue. Ah, Melissa, eu sofro tanto! - Eu caprichei no teatro, com direito a cobrir o rosto com as mãos como se estivesse me afogando em lágrimas.

Capítulo 226: Reação 1

Capítulo 226: Reação 2

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