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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 241

"José Miguel"

Nós chegamos à sala e a Carmem estava sozinha lá, com um cálice de licor nas mãos e música clássica tocando ao fundo. Eu caminhei até a caixa de som e a desliguei.

- Ai, que chato, José Miguel! - A Carmem reclamou. - O que você e o seu pequeno exército querem? Já te aviso, você não vai me colocar para fora, a minha filha me quer aqui.

- Sei, convenientemente ela te quer aqui. - Eu respondi irritado. - Onde ela está?

- No quarto de hóspedes do primeiro andar, ela não pode subir escadas, o que significa que o segundo andar é só meu e seu. - A Carmem falou em um tom provocador e mal intencionado.

- Eu não moro aqui, Carmem. E já faz tempo. - Eu respondi irritado.

- Eu vou chamá-la. - A Candinha se ofereceu, mas a Carmem se colocou de pé em um pulo.

- Não precisa, incompetente. É o José Miguel quem tem que chamar a esposa. Ele é o marido dela, só ele pode entrar na intimidade do quarto dela. Anda José Miguel, vá buscar a sua esposa. Mas deixa a amante vulgar aí no canto. - A Carmem falou com todo aquele atrevimento.

A Carmem tinha voltado para essa casa e tinha voltado pior do que antes. Ela parecia cheia de confiança, como se tudo o que ela pretendia fosse dar certo, mas não iria, não dessa vez. Essa situação sem sentido não duraria muito.

- Ela não é minha esposa, Carmem! - Eu respondi irritado e ela perdeu a cor. - Desde o dia que ela resolveu se fingir de morta ela deixou de ser a minha esposa.

- Que grosseria! Já que você não vai, eu vou! Não quero essas bruxas perturbando a minha filha. - A Carmem saiu em direção ao quarto.

- Que novidade, hein, Urtiguinha?! Sendo pró-ativa e fazendo alguma coisa ao invés de dar uma ordem? Novidade! - A Berta comentou e acabou chamando a minha atenção para algo que eu não tinha notado.

- Cala a boca, inútil! - A Carmem encarou a Berta. - Eu sei que você está aqui para cuidar da Cora, então não me dirija a palavra. Eu só não entendi, José Miguel, o que a enfermeira louca está fazendo aqui, essa dissimulada!

- Vá chamar a sua filha, Carmem. - Eu falei alto e rispidamente, já estava irritado demais com aquele dia que parecia não chegar ao fim. A Carmem se sobressaltou e depois de me lançar um olhar de surpresa, se retirou para buscar a Cora.

Quando elas voltaram para a sala, a Carmem fez questão de posicionar a Cora ao meu lado e ficou de pé atrás da cadeira dela. Aquela proximidade das duas me deixava nauseado. Eu me afastei, levando a Eva comigo para o outro lado.

- É tão difícil assim ficar do lado da sua esposa, José Miguel? - A Carmem perguntou, havia um tom de cobrança em sua voz, mas isso já não me afetava mais. - Claro que é! Você não consegue lidar com o que você fez. Foi você quem a deixou assim, você causou aquele acidente e...

- CHEGA, CARMEM! - A voz do Matheus reverberou pela sala, uma irritação que quase nunca eu tinha visto no meu amigo. - Cala a sua boca! Vocês nem deveriam estar aqui. Eu não vou repetir as atrocidades que você e a sua filha cometeram, porque todos aqui já conhecem o histórico de vocês. Não se esqueça, foi a Cora que causou aquele acidente, para encobrir que tomou remédio para matar os próprios filhos ainda no ventre dela! Foi ela quem puxou o volante!

No momento em que o Matheus disse isso, a Cora levou a mão ao peito e fechou os olhos e as lágrimas molharam a face dela, ela não esperava que ele falasse disso e, pela reação, eu imaginei que talvez ela tivesse se arrependido do que fez, se arrependido de matar os nossos filhos e não apenas de causar o acidente que a deixou naquele estado. Mas o mais certo é que ela se arrependesse apenas de ter causado o acidente e só porque ficou naquele estado.

Capítulo 241: Um Matheus irritado 1

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