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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 242

"Enzo"

Mesmo não tendo encontrado o José Miguel na casa da Marta, eu já sabia o que eu queria, então no dia segunte eu voltei à casa do enfermeiro confeiteiro. Eu toquei o interfone e ele não atendeu, mas eu sabia que ele estava em casa, então eu tentei ligar, enviei mensagem e ele não atendeu ou me respondeu.

Durante os quinze dias seguintes ele simplesmente ignorou qualquer contato que a Marta ou eu tentamos, como se tivesse percebido a nossa intenção. Até que a Marta enviou uma mensagem perguntando sobre o bolo encomendado e que já estava pago, ao que ele respondeu com uma mensagem profissional que providenciaria a entrega na data e que não tínhamos com o que nos preocupar. A Marta acabou se convencendo de que não tiraríamos nada dele e talvez ela tivesse razão.

Mas eu estava preocupado, o José Miguel andava preocupado, a Eva muito estressada e a Carmem e a Cora não davam paz, mesmo o José Miguel se recusando a ir até a casa, elas ligavam para atormentá-lo e já tinham aparecido na recepção da empresa três vezes. Nem a Berta conseguia mais controlar a Carmem que estava muito mais atenta depois de tudo o que aconteceu. A situação era enervante para mim, que dirá para eles.

Evitando sobrecarregar o José Miguel e a Eva com mais coisa e com uma teoria que poderia dar em nada, eu chamei o Matheus na minha sala e expliquei o que a Marta e eu havíamos descoberto.

- Espera! O enfermeiro que não atendeu a Tati e o Elias é casado com a mulher que está na casa do Rossi? É isso que você está dizendo, Enzo? - O Matheus me encarou surpreso.

- É isso aí. Eu confirmei o nome com o Dr. Romeu. O novo nome dela estava nos documentos que ela entregou ao Rossi quando chegou. E também conseguimos uma foto dela, é a mesma mulher, eu comparei com a imagem da câmera de segurança. - Eu confirmei.

- Ele desconfiou, Enzo. Quando você voltou lá, ele com certeza ficou em alerta. - O Matheus concluiu depois de ouvir a mensagem que a Marta havia recebido.

- É, acho que eu fui afoito demais. - Eu lamentei.

- Eu entendo, essa situação já está demorando demais a ser resolvida. E só agora o Romeu conseguiu a ordem do juiz para a suposta Cora fazer o exame datiloscópico. - O Matheus esfregou o rosto com as mãos.

- Você a conheceu antes, Matheus. O que você acha? Você acha que tem mesmo chance de ser a Cora? Porque o meu avô Álvaro está inconformado com isso, ele acha imposssível que seja ela. E eu, não sei o que pensar. - Eu me recostei na cadeira me sentindo derrotado.

- Eu não acho nada, garoto. - A resposta do Matheus me jogou um balde de água fria. - Eu tenho certeza que não é ela!

- Como você tem certeza? Cachorrão, não brinca com isso. - Eu saltei da cadeira e o encarei.

- Não estou brincando. Aquela mulher não é a Cora. Ela está se esforçando muito para parecer a Cora, mas não é ela. Eu só não entendo como a Carmem a convenceu de entrar nessa farsa. - O Matheus ficou de pé.

- E desde quando você tem certeza de que não é ela? - Eu tinha um milhão de perguntas para ele.

- Desde o primeiro momento em que a vi. Eu não sei como o Rossi não percebeu... mas a verdade é que ele nunca percebeu a Cora mesmo. Se casou com ela, mas sempre foi incapaz de ver a maldade nela, por isso ele não percebeu que aquela mulher está se esforçando para ser má, diferente da Cora que a maldade era parte dela. - O Matheus bateu a mão de leve na mesa. - Acho que está na hora de falarmos sobre isso com o Rossi.

- Então vamos rápido, porque o Dimas disse que estava encerrando as atividades e venderia a casa porque ele e a esposa teriam que se mudar para o interior. - Eu me lembrei.

- Eles pretendem fugir! Anda, Enzo, vamos falar com o Rossi. - O Matheus correu para a porta e eu o segui.

A porta do José Miguel estava aberta e nós entramos sem bater, fechando a porta a chave atrás de nós. Ele levantou a cabeça, as olheiras mostravam que ele não andava dormindo bem.

- Dupla dinâmica! Que agitação é essa? - Ela perguntou.

- Você está péssimo! Por onde anda nossa musa Evita? - O Matheus perguntou e se sentou na cadeira em frente a ele.

- Ela não se sentiu bem essa manhã. Eu a deixei na casa da Marta. Tem sido muito estressante para ela. A Cora ligou essa noite... - Ele foi interrompido pelo Matheus.

- Ah, chega! Não é a Cora! - O Matheus falou bruscamente.

- Ainda não sabemos, mas do jeito que as coisas estão indo eu... - O José Miguel acreditava que aquela mulher era a Cora, a certeza estava estampada no rosto dele.

- Eu tenho certeza que essa impostora está apenas muito bem orientada pela Carmem. - O Matheus defendeu sua posição. - Olha, Rossi, não é a Cora.

- O que isso tudo significa? - O José Miguel parecia em choque.

- E o que nós precisamos descobrir e vamos fazer isso agora. Anda, vamos para a casa do confeiteiro, é ele quem vai dar todas as respostas que queremos. - O Matheus ficou de pé.

Em poucos minutos nós três saímos do escritório no carro do Matheus em direção a casa do confeiteiro e quando paramos duas casas antes eu me surpreendi com quem eu vi atravessando a rua.

- Ah, mas aquela ali eu conheço! Anda, vamos depressa. - Eu chamei e saí do carro depressa correndo em direção a mulher no portao do Dimas no momento em que ela o abria. - Mas olha que coincidência, enfermeira Diva! - Eu sorri e vi a mulher perder a cor.

- En-Enzo?! O... o que você está fazendo aqui? - Ela perguntou completamente assustada.

- Depende. o que você está fazendo aqui? - Eu devolvi a pergunta, mas ela não respondeu. - O vô Álvaro não vai gostar de saber que você está enfiada nessa confusão.

- Con-confusão? Que confusão, Enzo? Eu só vim visitar dois amigos.

- Sei, amigos. Não foi você que disse que ainda visitava uma moça vítima daquele incêndio de anos atrás e que tinha ficado desfigurada? - Eu perguntei e ela fez que sim. - E não foi você que disse que não sabia do Dimas? - Ela estava muda. - E agora olha onde eu te encontro.

- Enzo, por favor, eu trabgalho naquele hospital há anos e o Dimas só não queria ser encontrado, é um direito dele. Além do mais a Caridade...

- Entra logo, Diva! - A voz do Dimas veio de dentro.

- Enzo... - A mulher estava trêmula e já tinha começado a chorar.

- Entra, Diva. - Eu fiz um gesto com a cabeça e ela passou pelo portão, assim como eu, o José Miguel e o Matheus. O Dimas estava na porta e quando nos viu praguejou, mas ele não tinha para onde correr. Nós o pegamos!

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