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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 246

"Eva"

Nós paramos em frente ao portão, a Gabriele e eu já tínhamos um plano traçado. Nós nem precisamos tocar o interfone, o segurança me reconheceu e abriu sorridente, me dizendo que a Candinha estava na cozinha.

- Ai, Gabi, se aquela piranha ressuscitada reclamar mais uma vez que não tem mais "a poltrona salto alto estilosa" que ela amava, eu juro que vou jogar um feixe de lenha nela e dizer que são os restos mortais daquela cafonice. - Eu falei enquanto caminhávamos em direção à porta.

- Calma, Evita! Nós temos o kit de sobrevivência: flores de plástico, aromatizador de ambiente e naftalina. - A Gabriele ergueu os dois frascos que eu tinha entregue a ela.

Nós entramos na sala, a Cora estava encolhida em um canto, com os olhos baixos, com aquele ar de mártir. A mãe dedicada não estava por perto, apenas a Beta sentada em frente a ela fazendo tricô.

- Que cara de tédio, piranha ressuscitada! Ainda lamentando a morte do seu troninho do mau gosto? - Eu entrei e parei em frente a ela. - Sabe, eu acho que você deveria mudar de estratégia, ficar lamentando que o José Miguel jogou as suas coisas fora já deu o que tinha que dar e ele não se comoveu com isso.

- Você é tão cruel, Eva. Você não entende o que é estar na minha situação, inválida, deformada. Tudo o que você fez desde que eu cheguei foi proferir palavras duras, não se compadeceu da minha condição. - A Cora respondeu e eu comecei a rir.

- Tem até graça, você me dando lição de moral! Não me diga que com o acidente você também perdeu a memória e se esqueceu a pessoa horrível que você era? Manipuladora, mentirosa, que traía o José Miguel com cada homem que cruzava o seu caminho. Esqueceu disso, Cora? - Eu a encarei em desafio, isso ela não podia negar. - Desculpe se o seu rostinho e a sua cadeira não me fazem esquecer a vadia que você é!

- Essas coisas ficaram no passado. Eu mudei, Eva. Mas você é mesquinha! Cruel até. E ainda vem aqui me ofender. O José Miguel nunca permitiria... - Os olhos da Cora brilhavam de raiva em minha direção.

- Poupe o fôlego, Anabelle de rodinhas! O José Miguel está cansado dos seus dramas tanto quanto a Eva. Você deveria ser mais grata, afinal foi o José Miguel que a sua mãe explorou para pagar às escondidas esse seu tratamento de pele que, pelo visto, foi feito por um estagiário de artes plásticas. - A Gabriele interrompeu a Cora.

- Ah, claro, você trouxe uma amiguinha para me infernizar. - A Cora deu um riso seco. - Vocês não têm nada melhor para fazer?

- Melhor? Deixa eu pensar? - Eu coloquei o dedo no queixo como se pensasse em algo. - Até temos muita coisa melhor para fazer, mas precisamos nos livrar de um certo encosto primeiro.

- Anabelle de rodinhas, conta para a gente, você voltou porque o inferno não te deixou entrar ou porque o wi-fi lá de baixo era ruim e você não conseguia atualizar o seu aplicativo de encontros? - A Gabriele se curvou na altura da Cora com um sorriso no rosto.

- Vocês não têm respeito pela dor de uma mulher que está sofrendo... - Ela começou a falar como uma mártir e eu comecei a rir.

- Sofrendo? Piranha ressuscitada, foi você que ressurgiu das trevas para nos perturbar! Você é o capítulo de uma história que nem deveria ter existido. A única coisa que você trouxe de volta foi essa sua personalidade tóxica e desprezível. - Eu respondi impaciente.

- Chega, Eva! Você não sabe de nada! - Ela gritou.

- Sabe o que nós sabemos, Anabelle de rodinhas? Nós sabemos que você esteve sei lá onde por cinco anos! Sabemos que você estava morta, queridinha! Aliás, você nem está viva, é só uma participante adiantada do apocalipse zumbi. - A Gabriele fungou, como se tentasse sentir algum cheiro. - Está sentindo? O cheiro de defunto? Está vindo de você! Ainda bem que eu vim preparada!

Capítulo 246: Confraternização com a ex defunta 1

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