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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 251

"Matheus"

Claro que eu sabia que a Gabriele ficaria brava quando descobrisse que eu tinha comprado a empresa onde ela trabalhava, mas eu precisava fazê-la entender que era importante para mim que ela estivesse bem e segura, porque ela significava muito para mim, mais do que eu pensei que pudesse significar.

Desde a nossa viagem a Cancun eu tinha uma idéia fixa na cabeça, eu queria a Gabriele morando comigo de vez, sem ter outra casa, outro lugar para ir. Eu queria mais do que ser um evento exclusivo, eu queria ter uma vida exclusiva ao lado dela. E eu me dei conta disso enquanto voávamos para Cancun, quando eu simplesmente esqueci do preservativo e nem me importei, quando eu me dei conta de que eu adoraria ter um filho com ela, quando eu percebi que mesmo em meio a tensão do que estávamos fazendo lá ela era a melhor companhia do mundo.

Quando nós voltamos daquela viagem já não havia nenhuma dúvida em mim, eu amava a Gabriele e queria que ela também me amasse, mas aquela Peste fazia questão de me lembrar o tempo inteiro de que o nosso evento exclusivo era temporário. Só que para mim não era mais. E aí eu soube que quando eu comprei a empresa, pensando em cuidar da Gabriele, eu já a amava, só não tinha me dado conta disso ainda.

- Você precisa saber que eu fiz o que fiz pensando no seu bem e na minha tranquilidade. - Eu comecei a dizer. - Porque eu te quero por perto e quero que você esteja bem. E também porque ninguém merece um chefe babaca.

- O que você fez, Carrapato? - Ela fechou os olhos, como se já prevesse que não era bom o que estava por vir.

- Eu comprei essa empresa, Gabi. - Eu respondi de uma vez.

Ela estava prestes a começar a protestar, sempre tão independente, acostumada a fazer as coisas do jeito dela, claro que ela ia reclamar, até porque ela tinha sido clara comigo e me dito para não me meter com o trabalho dela, mas quando ela falou isso já era tarde demais, eu já estava negociando com o antigo dono e não podia voltar atrás. Só que eu queria que ela me ouvisse antes de brigar comigo, assim eu coloquei um dedo na boca dela e a encarei sério.

- Escuta primeiro, pensa e depois reage. - Eu pedi e ela me olhou de um jeitinho irritado, mas concordou. - Eu comprei essa empresa, porque você gosta de trabalhar aqui, mesmo o seu chefe sendo um babaca com você. E também, porque alguém precisava colocar o otário do seu chefe no lugar dele e o antigo chefe dele não fez isso. Aquele idiota nunca te tratou com respeito e eu descobri que ele era um babaca com todo mundo aqui. Eu comprei a empresa e agora ele continua sendo um babaca, mas um babaca que segue as regras e não é abusivo com ninguém. E ele só tem o cargo dele ainda porque você disse que preferia continuar assim. Eu comprei para te manter segura e feliz, Peste, porque isso me faz feliz.

- Matheus, o que você está dizendo? Você comprou uma empresa só porque eu gosto de trabalhar nela. E se amanhã eu não gostar mais? - Ela estava chateada, mas não estava gritando ou me empurrando, talvez isso fosse um bom sinal.

- Se você não gostar mais, tudo bem, você pode e deve fazer o que quiser. Desde que você esteja bem, Gabi, eu estarei bem. E de mais a mais, não é um negócio ruim, foi um investimento que vai se pagar a longo prazo e vai dar lucro. - Eu expliquei e ela respirou fundo.

- Por isso eu tirei férias de vinte dias? - Ela perguntou com os olhos baixos.

- Não, você tirou férias de vinte dias sem o seu chefe te ligando porque isso é um direito seu! Como é direito de todos os funcionários. E você precisava de descanso. Ou não?

- Tá, isso é verdade. - Ela olhou para cima e eu notei que ela olhava para todos os lados, menos para mim.

- Olha pra mim, Gabi, e fala o que você está pensando. - Eu pedi e ela me encarou, respirou fundo como se fosse muito difícil compartilhar os seus pensamentos.

- Você não deveria ter comprado a empresa. Interferir assim no meu trabalho. Isso soa meio louco. E eu não sei o que fazer ou como agir agora.

- Você vai agir como sempre. Eu não dito as regras aqui, apenas sou o dono e mantenho o seu chefe na linha porque ele é um indisciplinado preguiçoso. Vai, Gabi, eu já comprei esse lugar há meses, tem sido tão ruim assim?

- Não, na verdade ficou melhor porque o meu chefe está se comportando muito melhor e sendo menos babaca. Eu até estranhei ele me pedir toalhas de papel hoje. - Ela deu de ombros e eu sorri.

- Eu pedi a ele que dispensasse todo mundo mais cedo e te mandasse para o armário de limpeza e depois ele poderia ir embora. - Eu revelei com um sorriso e dei um beijo no canto da boca dela. - Não fica brava comigo, Peste, eu comprei essa empresa pensando no seu bem.

- Mas... - Ela parou e pensou. Eu a segurei no colo e fui me sentar na cadeira no canto com ela no meu colo. - E quando você se cansar do nosso evento exclusivo?

- É sério que você está me perguntando isso? - Eu ri. Como ela ainda não tinha percebido que eu estava na palma da mão dela para sempre?

- Matheus, nós temos um acordo e...

- E esse acordo foi superado há muito tempo, Gabi. Você não é só um evento pra mim e você deveria saber, porque eu praticamente te obrigo a passar todas as noites comigo e se eu não consigo te convencer a ir para a minha casa, eu vou para a sua. Só você não percebeu ainda peste que nós estamos juntos.

Eu olhei em volta, o que eu tinha para dizer a ela era grande demais para ser dito no armário de limpeza. Se eu quisesse ter alguma chance com ela, eu precisava dizer aquilo em outro lugar.

- Acho que você não está tão brava assim comigo. - Essa constatação foi um alívio para mim. - Vamos sair daqui? Terminar essa conversa em casa?

Capítulo 251: O que o Matheus fez 1

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