"Gabriele"
Eu estava completamente alheia a tudo a minha volta desde que conversei com a Eva na noite anterior. Eu estava pensando na conversa que tive com a minha amiga, uma conversa que me fez pensar a noite inteira e desde que o dia amanheceu eu tinha a resposta para a pergunta que ela me fez e isso me virou do avesso.
Eu compartilhei com a Eva que eu estava passando tempo demais na casa do Matheus, me esquecendo que eu tinha a minha própria casa e que não demoraria para que ele enjoasse de mim. Claro, eu adorava ficar na casa dele, me sentia em casa lá e adorava estar perto da Eva, mas o melhor de tudo era ter acesso aquele carrapato todo dia, a melhor parte do meu dia era acordar ao lado dele, que sempre acordava sorrindo e bem humorado.
Eu tinha falado com a Eva sobre isso, sobre achar que estava me apegando demais e ela disse que só eu não entendia que era natural e irreversível, que eu deveria pensar se não era hora de assumir logo que o que estava rolando não era só um lance, que nós estávamos tão comprometidos quanto ela e o Rossi. Eu ri, era um absurdo ela pensar isso, afinal, era o Matheus... droga! A Eva estava certa em uma coisa: eu estava completemente apaixonada por aquele homem já tinha bastante tempo e eu estava de corpo e alma naquele lance.
Mas eu tinha medo, porque entre o Matheus e eu tinha química com certeza e nós fizemos um trato, isso não significava que ele estivesse retribuindo os meus sentimentos. Mas a Eva me perguntou se não seria melhor me abrir com ele e perguntar o que ele sentia. Eu não queria perguntar, mas ralvez fosse melhor eu me abrir e resolver isso antes que fosse pior.
O telefone sobre a minha mesa começou a tocar e eu fui arrancada da minha contemplação.
- Gabriele, preciso de toalhas de papel, pegue no armário de limpeza para mim. - A voz autoritária do meu chefe do outro lado da linha me fez estalar a língua. - Esse estalar de língua foi uma ameaça de reclamação, Gabriele? - Ele perguntou parecendo irritado.
- Não, chefe! É que eu deixei derramar café sobre a minha mesa, também vou precisar de toalhas de papel. - Eu emendei depressa, já que não tinha conseguido disfarçar a minha insatisfação com aquele folgado.
- Então vá logo buscar as toalhas. - Ele desligou o telefone sem esperar resposta.
Ele era um folgado mesmo, porque não foi ele mesmo buscar essas toalhas? Mas não, tinha que me dar ordens ridículas. Eu saí da minha pequena sala e dei de cara com um escritório muito calmo e silencioso, o que era atípico para aquele lugar sempre tão agitado. Mas eu não pensei muito nisso e fui em direção ao armário de limpeza. Abri a porta e acendi a luz, mas o que eu vi lá dentro me pegou completamente de surpresa.
- Oi, Peste, procurando um minuto de silêncio no armário de limpeza de novo?
O Matheus estava sentado em uma cadeira no fundo daquele cômodo pequeno e estreito. Ou eu estava alucinando porque não fazia nada mais além de pensar nele. Eu dei uma olha para fora e não vi ninguém, então me virei para dentro de novo e ele estava rindo. Eu não estava alucinando.
- Fecha a porta, Gabriele, a chave está do lado de dentro. - Ele se levantou e deu os passos em minha direção.
- O que você está fazendo aqui, carrapato? - Eu sussurrei depois de trancar a porta.
- Eu vim cumprir uma promessa que te fiz umas semanas atrás, te mostrar o que eu vou fazer com você nesse armário de limpeza, assim, toda vez que você vier aqui pra ter um minuto de silêncio, vai ouvir os meus gemidos na sua orelha. - Ele me segurou pela cintura e me puxou para ele.
- Me solta, Carrapato! Ficou louco? Você está no meu trabalho. Eu preciso levar toalhas de papel para o meu chefe. - Eu sussurrei, temendo que alguém me ouvisse e isso virasse uma grande confusão que terminaria com a minha demissão.
Quando ele me invadiu completamente eu arfei, era como flutuar, sentindo nada mais que ele na minha pele quente e formigando. Ele não teve pressa, seus movimentos eram profundos e ritmados, como se ele realmente gravasse aquele momento em minha memória.
E enquanto me beijava e me mantinha segura contra aquela porta, ele acelerou os movimentos como se fosse mudando a marcha suavemente. Eu gemia na boca dele enquanto sentia uma espiral crescente de prazer se formar em mim, até que o orgasmo varreu o meu corpo e ele engoliu cada gemido de prazer que eu dei. O prazer dele se juntou ao meu, com a mesma intensidade e nós ficamos presos ali, um ao outro, com as nossas respirações descompassadas e os corações acelerados.
- Naquele dia que você disse que estava aqui, você mentiu pra mim, Gabi. Eu tive tanto medo de estar te perdendo. - Ele falou no meu ouvido com a respiração entrecortada e eu pensei que tivesse ouvido errado ou que estivesse interpretando errado.
- Eu não podia dizer onde eu estava indo. - Eu respondi, como se isso justificasse a mentira, mas mentiras não se justificavam, elas eram o que eram, mentiras.
- Você não pode mentir pra mim, Peste. Eu fiquei tão preocupado quando soube que você estava se sentindo mal...
- Como é que é, Carrapato? - Eu tentei me desvencilhar dele, mas ele aumentou o aperto em mim, me mantendo exatamente onde eu estava, presa a ele. - Me solta, Carrapato, e me explica direitinho como você soube que eu disse para o meu chefe que eu não estava me sentindo bem.
Ele me encarou por um momento, estava sério, então passou a mão pelo meu rosto e suspirou, como se pensasse em um milhão de coisas ao mesmo tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Por que o livro da Giovana e do Anderson está ficando em meio ao livro do Jose Miguel e da Eva. Ficou muito bagunçado isso...
Faltou apenas os três últimos capítulos completos, poderiam liberar ne?...
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...