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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 254

"Eva"

Eu estava pronta para mais uma consulta com o Dr. Molina. Os dias pareciam voar e rapidamente se tranformavam em semanas e as semanas logo já contavam mais um mês, no entanto o meu bebê continuava se fazendo de difícil, não querendo mostrar se seria menino ou menina.

- Eu estou ansioso. - O José Miguel falou quando eu saí do carro no estacionamento do hospital.

- Jura?! Nem percebi. - Eu brinquei e comecei a rir.

- Eu posso arrancar esse sorrisinho de deboche do seu rosto em dois minutos, amorzinho. - Ele me abraçou e deu um beijo abaixo da minha orelha.

- Vai me fazer chorar, Rossi? - Eu o instiguei.

- Prefiro te fazer gemer.

- Acho que podemos voltar pra casa, eu não estou tão ansiosa assim. - Eu brinquei e ele riu na curva do meu pescoço.

- Ah, não, imagina, falou a futura mamãe que queria fazer um exame de sangue semana passada para descobrir o sexo do bebê e acabar com a magia do ultrassom.

- A magia do ultrassom? Está mais para ciência, amorzinho. E não estragaria nada, mas você empacou, achou que seria mais divertido ver a imagem. - Eu reclamei, mas estava rindo com ele.

- Vamos logo ver se hoje descobrimos de que cor as paredes do quarto serão pintadas. - Ele seguropu a minha mão e nós caminhamos até a recepção do hospital.

- Bom dia, casal. - O Elias apareceu não sei de onde, me deu um beijo e cumprimentou o José Miguel. - Oi, bebê! Você vai contar para o tio hoje quem você é não vai? - Ele se curvou para falar com a minha barriga.

- Você sabe que está ridículo fazendo isso no meio de tanta gente, não sabe?! - Eu perguntei e o meu irmão se ergueu e deu de ombros.

- Eu não me importo com a opinião dos outros. É meu sobrinho e ele me escuta, isso me importa. - O Elias tocou o meu nariz com a ponta do dedo.

- Ah, tá bom. O que você está fazendo aqui? Está doente? - Eu perguntei preocupada, ele odiava hospitais.

- Você não ouviu? Eu vim ver o meu sobrinho ou sobrinha. E eu nunca fico doente. - Ele respondeu como se fossem coisas óbvias que eu deveria saber. - Meu cunhado me convidou, já que a minha irmã não faz questão nenhuma da minha presença. - Ele falou com tom magoado.

- Desde quando você é dramático? - Eu o encarei por um momento e realmente acreditei que ele estivesse chateado porque na última consulta o Érico participou.

- Amorzinho, desde quando você é tão inocente? - O José Miguel me cutucou e indicou na direção dos elevadores.

- Ah... então é isso, Elias Sanchez? Você está usando o meu filho para ver a sua paquerinha? - Eu cruzei os braços e estreitei os olhos para ele.

- Irmãzinha, eu jamais faria isso! - Ele colocou a mão no peito, como se eu o tivesse ofendido. - Até porque eu não tenho paquerinha e se quisesse ver alguém, eu não teria problema nenhum em convidar para um jantar. Eu realmente quero ver o meu sobrinho ou sobrinha.

- Ahãm... como se eu não soubesse que todas as vezes que a Tati apareceu em casa foi porque você atrormentou o Érico ou a mamãe para convidá-la. - Eu joguei na cara dele e ele estalou a língua.

- Aqueles dois linguarudos! - Ele reclamou e o José Miguel e eu começamos a rir.

- Está irritado com quem agora, Zangado? - A Tatiana parou atrás do Elias, com aquele sorriso estonteante.

Eu podia jurar que o meu irmão tremeu quando ouviu a voz dela, os olhos dele se arregalaram e ele engoliu em seco, demorando um segundo mais a se virar, como se tentasse pensar rápido em algo inteligente para dizer.

- Por que você sempre acha que eu estou irritado, Lady Agulha? - O Elias perguntou, tentando esconder um sutil levantar dos cantos dos lábios, o esboço de um pequeno sorriso.

- Eu fui seduzido, Zangado. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Além do mais a Tati me perdoou, não foi, Tatinha?! - O médico sorriu e piscou para a Tatiana.

- É Tatiana para você! - O Elias bufou. - E quer saber, capitão gelatina, ela ter te perdoado não significa que ela vai te dar outra chance, só significa que ela seguiu em frente e não está nem aí para você e as burradas que você faz.

- Não me chama de capitão gelatina! - O médico pareceu se irritar.

- Mas você é o capitão gelatina mesmo, Michel! - A Tatiana respondeu. Aquela conversa estava cada vez mais divertida.

- Tati, foi uma vez... - O médico reclamou, mas a Tatiana olhou para ele como se dissesse que aquilo era uma mentira. - Tá bom, foram algumas vezes, mas eu fazia plantão de trinta e seis horas naquele hospital, às vezes setenta e duas.

- É, setenta e duas horas puxando saco do idiota do "Dr. House da Shopee" e quando ficava perto dessa mulher linda... nem merece comentário. - O Elias deu um sorriso sarcástico para o médico.

- Vai dizer que você nunca dormiu num encontro, Zangado? - O médico respondeu irritado e o meu irmão estava rindo.

- Cara, eu com certeza não diria a um mulher linda como a Tati que precisava chegar cedo em casa. - O Elias respondeu enquanto ria.

- É, capitão gelatina, todas as vezes que o Zangadinho passou a noite comigo ele ficou bem acordado a noite toda e me manteve muito entretida. - A Tatiana respondeu ao médico.

- O Elias está rindo? - Eu perguntei baixinho para o José Miguel.

- Eu diria que ele está quase gargalhando. - O José Miguel confirmou e eu achei aquilo a maior novidade do mundo. - Amorzinho, vamos andando, já perdemos a companhia do seu irmão. - O José Miguel me chamou e eu bufei.

- Como se por algum segundo ele tenha estado aqui realmente para ver esse ultrassom. - Eu conhecia bem demais o meu irmão para saber que ele estava interessado na Tatiana, mas não sabia como se aproximar ou talvez tivesse acabado de descobrir. - Tchau, Tati! - Eu me despedi e ela acenou para mim, com o sorriso de quem estava satisfeita com o que tinha conseguido.

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