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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 42

"Anderson"

Eu bati palma três vezes, já que a sala do Flávio não tinha porta. Ele levantou os olhos do inquérito que lia ocm muita atenção e abriu um sorriso quando me viu.

- Mas olha, meus pupilos e amigos se lembraram deste humilde delegado hoje! - Ele se levantou para me dar um abraço. - Você sumiu nos últimos dias.

- Ah, desculpa, Flávio, mas tem acontecido muita coisa nos últimos dias.

- E pelo visto aconteceu alguma coisa hoje que não tem nada a ver com o meu almoço com a Ferinha e o Rui. - A informação do Flávio me pegou de surpresa.

- Ah, eles almoçaram com você?

- É, parece que os dois andam apaixonados pelos irmãos Cavalcante e andam preocupados em serem bons namorados. - O Flávio brincou e me fez sorrir. - Senta, Anderson. Parece que o caso é sério.

- É desconfortável, Flávio. Eu preciso de um conselho sobre o que fazer. Normalmente eu pediria ao Rubens, mas ele vai contar para a Rúbia, que vai contar para a Raíssa, que vai contar para o Bóris, que vai soltar a língua pra Ferinha antes que eu chegue lá. - Eu desabei na cadeira em frente ao Flávio.

- Anderson, nós somos mais que amigos, você é meu pupilo, sabe que pode contar comigo. - O Flávio respondeu, sempre com o coração aberto, cheio de sentimentos nobres.

- Você é um exemplo pra mim. E como você já me contou dos problemas que já teve com a sua família, talvez você entenda o meu dilema.

Eu comecei a contar ao Flávio tudo o que tinha acontecido e ele me ouviu atentamente como sempre fazia. Quando eu terminei, eu me sentia um pouco melhor por ter falado com alguém sobre tudo aquilo e sobre como eu me sentia descartado pela minha família.

- Eu entendo você, Anderson. É muito ruim quando parece que nada que fazemos é suficiente. Mas sabe, acho que o problema da D. Fátima não é falta de amor, é apenas confiar demais em você e na sua capacidade. Você sempre deu tudo de si, Anderson, nunca negou nada, ela não deve ter se dado conta de que a casa é importante para você.

- Acho que ela não se deu conta de que eu ainda precisava de apoio.

- Pode ser. Você é uma fortaleza, Anderson, é responsável, trabalhador, admirável. Você tem o seu futuro traçado de forma cristalina. E o Felipe? Ele sempre dependeu, sempre teve dúvidas, sempre esperou que fizessem por ele. É natural a sua mãe se preocupar com ele.

- Mas e a Bianca? Ela não pensou na Bianca.

- A Bianca tem mais atitude que muito marmanjo que eu conheço, Anderson! - Ele sorriu e estava coberto de razão, minha irmã fazia acontecer.

- É, eu avisei que se viesse comigo teria que trabalhar e ele nem titubeou. E já vai começar no bar do Rafael amanhã. Nem reclamou do hotel onde nós vamos ficar por uns dias.

- Hotel?

- É, eu não vou pra casa da Gi, se é o que você está pensando.

- Não, eu não pensei na casa da Gi porque eu te conheço e sei bem como você é. Mas estou magoado por você não ter ido para a minha casa ainda. Eu tenho uma casa enorme justamente para receber os meus amigos. Aliás, vai ter uma fila de gente reclamando com você por você ter ido para um hotel, inclusive a Gi.

- Eu agradeço, Flávio, mas eu preciso lidar com a minha situação e não levá-la para outra pessoa. - Eu sorri um tanto sem graça. - O que eu quero de você é um conselho. Você sabe que a Hana me deu aquele dinheiro quando descobriu sobre o pai e... enfim.

- Você não vai aceitar de outro jeito. - Ele me encarou e eu fiz que não. - Tá bom, pega as chaves, vai pra lá e depois a gente acerta os detalhes. - Ele colocou as chaves na minha mão e fechou os meus dedos sobre elas. - Você precisa entender, garoto, que eu faço parte da sua vida, eu não estou na arquibancada, eu jogo junto com você!

As palavras dele me deixaram emocionado e sem que eu tivesse tempo respirar as lágrimas que eu estava segurando rolaram pelo meu rosto. Ele se levantou e me deu um abraço, me acolheu, permitiu que eu chorasse e me apoiou. Ao sair da delegacia no fim da tarde eu tinha me dado conta de que a minha vida tinha sofrido um ajuste drástico, mas o objetivo continuava o mesmo, eu tinha o meu trabalho, a minha Ferinha e um futuro pela frente.

Eu voltei para o hotel, peguei a Bianca e nós fomos para o apartamento, eu expliquei tudo para ela e a chamei para irmos ver a Giovana, mas ela me pediu que gostaria de chamar o Rui, queria, assim como eu, o apoio do namorado. Eu a entendia e depois de um banho, quando eu estava prestes a sair, ela me confirmou que o Rui estava a caminho, o que me deixou mais tranquilo. eu dei um beijo na minha irmã e fui para a casa da minha namorada que era bem pertinho dali.

No momento em que a Gi abriu a porta para mim eu notei algo estranho no semblante dela. Ela parecia agitada, preocupada, ansiosa. Ela pulou no meu pescoço com um suspiro e um "até que enfim" que me alarmou.

- O que foi, minha Ferinha linda? O que aconteceu? - Eu perguntei com o coração aos pulos de preocupação.

- Você sumiu. A tarde toda. E o meu pai... ele não me deixou te ligar. O que está acontecendo, Anderson? Porque você não veio pra cá falar comigo mais cedo? O meu pai não me deixou te ligar, disse que você viria quando estivesse pronto para falar... sxei lá o que isso quer dizer. O que aconteceu? Fala comigo!

Ela estava se afogando em ansiedade e preocupação e eu me odiei por deixá-la assim. Mas quando ela falou do pai eu já imaginei que o Rafael a tivesse alertado sobre algo, ele tinha ficado desconfiado.

- Vamos entrar, amor e aí conversamos. - Eu falei abraçado a ela, a segurando pela cintura e tirando os pés dela do chão.

- É bom mesmo, porque a família está aqui pra você! Estamos todos preocupados. - O Rafael surgiu atgrás da Giovana.

Eu deveria saber que o Rafael não ia ficar em casa esperando notícias, ele não esperava, ele se envolvia. Eu dei um sorriso sem graça pra ele e entrei carregando a Gi pela cintura. Ele fechou a porta atrás de mim e eu fiquei sem palavras quando via ali a família esperando por mim. Além do Rafael estavam a Hana com os gêmeos, a Raíssa e o Bóris, a Rúbia e o Rubens. E ali, parado no meio da sala segurando a minha namorada pela cintura eu entendi, eu já era família para a família dela.

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