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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 43

“Eva”

Aquilo só podia ser piada! E uma piada de mal gosto ainda por cima! Estava tudo tão bem, ele estava todo fofo e carinhoso. Eu não entendi aquela mudança brusca. O José Miguel devia ter algum transtorno de personalidade. Não, melhor ainda, ele tinha múltiplas personalidades e no meio de todas elas tinha uma que me queria e uma que me detestava, era isso! Mas uma coisa eu sabia, eu não ia deixá-lo me fazer de palhaça por nem mais um segundo!

Assim que ele parou o carro no semáforo eu desci e saí correndo, eu só precisava de um taxi. Eu precisava fugir dele e, pra isso, eu precisava de um taxi. Para a minha sorte tinha um taxi no meio dos carros e eu corri e entrei. O motorista me olhou assustado.

- Desculpa, moço, mas tinha um homem me seguindo eu fiquei assustada. – Eu me justifiquei.

- É moça, essa cidade está cada vez mais perigosa. – O motorista começou um longo monólogo sobre os perigos da cidade, mas eu estava olhando para trás e vi o José Miguel estacionar a sair do carro. – Mas pra onde nós vamos mesmo? – O homem perguntou e eu passei o endereço a ele.

Meu celular começou a chamar, eu olhei para a tela e era ele. Eu não ia atendê-lo! Não demorou muito para a Gabriele me ligar também, ela eu atendi.

- Evita, cadê você? O Rossi está desesperado e eu também! O que aconteceu?

- Por mim que ele morra! Aconteceu, Gabi, que eu devo ter cara de centro de atenção psicossocial! Ele é louco, completamente louco.

- Evita, calma! Onde você está?

- Num taxi a caminho de casa.

- Olha, vai lá pra casa, como a gente tinha combinado. Eu estou a caminho.

- Eu não quero atrapalhar a sua noite, Gabi!

- Atrapalhar o quê, Eva? O carrapato sabe muito bem que ele vai me deixar na porta de casa e só.

- Mas e se o maluco com transtorno de personalidade aparecer lá?

- Se isso acontecer, eu arranco a língua do carrapato e jogo um balde de água gelada no Rossi! Vai pra minha casa, amiga!

- Tá bom, te encontro lá! – Eu desliguei o celular e me virei para o motorista. – Moço, mudança de rota.

O taxi parou em frente ao prédio onde a Gabi morava. Eu desci e fiquei esperando por ela perto do portão do prédio. Ela morava sozinha e já tinha me convidado muitas vezes para morar com ela, só que eu não queria deixar a minha mãe sozinha, já que os meus irmãos estavam morando fora. Mas eu quase sempre dormia na casa da Gabriele quando saíamos.

Não demorou e o Matheus encostou o carro, mas enquanto ele desceu para abrir a porta dela, ela já havia saído do carro e corrido até mim.

- Amiga, o que aconteceu? – A Gabriele me abraçou e eu comecei a chorar, eu estava me sentindo usada, humilhada, feita de idiota e iludida. Eu apenas a abracei e o Matheus se aproximou.

- Você está bem, Evita? – Ele me perguntou com gentileza e eu fiz que sim, só depois pecerbi que ele estava com o celular na orelha. – Sim, ela está aqui, disse que está bem, mas está chorando. O que você fez, Rossi? Tá bom, eu estou indo!

- Ele está infernizando o carrapato, está desesperado por sua causa. – A Gabriele me explicou, mas eu não estava nem um pouco interessada no desespero dele. – Vamos entrar!

- Evita. – O Matheus me chamou e pegou a minha mão. – Não desiste dele não? Ele precisa de você mais do que você pode imaginar!

- Foi ele quem desistiu, Matheus! – Eu abaixei a cabeça e me virei para o portão já aberto pela Gabriele. – Te espero lá dentro, Gabi!

- Gabi… - O Matheus ia dizer qualquer coisa pra ela, mas ela nem esperou.

- Um sacrifício por mim? Sei! Vamos dormir, amanhã a gente trabalha. Pelo menos eu ainda acho que trabalho. – Eu resmunguei e me levantei.

- Amiga, não estou justificando e nem defendendo o Perfeito, mas você poderia ter conversado com ele ao invés de sair correndo, não é?

- Pra quê, Gabi? Pra ser humilhada? Não, minha amiga, tem coisas que é melhor não saber! Eu vou dormir, obrigada por estar aqui pra mim!

- Sempre! – Ela sorriu e me deu um abraço rápido.

No outro dia de manhã eu fui para o trabalho. Eu tinha certeza de que, ou eu seria demitida, ou o Sr. Rossi fingiria que nada tinha acontecido. Eu estava torcendo para que ele fingisse que nada tinha acontecido e que agora nosso acordo de fingir que nunca havíamos transado finalmente fosse cumprido. Mas era pedir muito, porque nós nos encontramos no elevador.

- Eva, você está bem? – Ele me perguntou sério, parecia até um pouco atormentado.

- Ótima! – Eu respondi secamente e ele suspirou.

- Nós precisamos conversar.

- Você vai me demitir? – Eu perguntei sem me virar para ele.

- Droga! Claro que não! – Ele estava me encarando, mas eu tentava desesperadamente não olhar para ele.

- Então nós podemos cumprir o nosso acordo e fingir que nada nunca aconteceu.

A Porta do elevador se abriu e eu saí em direção a minha sala. Eu não queria falar com ele, então entrei, tranquei a porta e me limitei a falar com ele por mensagens e e-mails o dia todo. Eu até podia estar sendo infantil e intransigente, mas eu já andava cansada das pessoas pensarem que podiam me fazer de idiota sempre e o Sr. Rossi não faria mais.

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