"Eva"
Eu não podia ficar perto dele, porque eu era uma fraca, uma bobona que cairia naquele papinho mole do Sr. Rossi. Na primeira frasesinha ridícula dele eu já estava me derretendo, se eu ficasse perto dele eu tinha certeza de que esqueceria meu orgulho e meu amor próprio!
- Não, Eva, você é uma nova mulher, uma mulher que se valoriza e não aceita mais esse chove e não molha de homem! Não mesmo! - Eu caminhei entre as cadeiras do outro lado e a Julia, secretária do dono da empresa me chamou.
- Eva, que bom que você veio! - Ela se levantou e me cumprimentou. - Está sozinha?
- Estou, Julia! E você?
- Eu também! Senta aqui.
Eu me sentei ao lado da Julia e nós começamos a conversar sobre como a decoração estava linda. De vez em quando, os meus olhos que eram estúpidos e burros, procuravam pelo José Miguel e o encontravam olhando para mim, com uma carinha meio triste, ou talvez fosse só coisa da minha cabeça.
Felizmente a cerimônia não demorou a começar, estava tudo tão lindo e emocionante, que eu precisei dos lencinhos que o cerimonial estava oferecendo.
Depois da cerimônia, a Julia e eu caminhamos para o salão e fomos direcionadas para a mesa. Eu olhei os cartões marcando os lugares e nem pude acreditar que a Melissa tinha feito isso comigo, ela me colocou bem ao lado do José Miguel! Não tinha jeito, eu teria que me sentar ali pelo menos no início da festa. Felizmente a Julia também estava na mesma mesa e nós continuamos conversando.
- Com licença! - O José Miguel se aproximou com o seu jeito formal, cumprimentou a Julia com um beijo na mão e se sentou em silêncio.
Eu continuei conversando com a Julia, mas percebi a movimentação do cerimonial trocando algumas plaquinhas da mesa e eu quase pedi para trocarem a minha de lugar também, mas eu não queria despertar a atenção da Julia. Eu percebi com certo alívio o Enzo, a Luna, o Vinícius e a Ivy se sentando na mesma mesa que nós e relaxei um pouco. Também se sentou um senhor que eles apresentaram como Orlando, muito bonito e simpático e que logo engatou uma conversa com a Julia, tirando a atenção dela de mim o que me deixou preocupada, eu havia perdido o meu escudo!
Mas os outros quatro se sentaram e nós começamos a conversar e até fluia bem, apesar de eu estar tentando ignorar completamente o José Miguel e me esquivar das conversas que o envolviam. E assim nós passamos pela dança dos noivos, o jantar e já estávamos começando a sobremesa. Eu já tinha planejado a minha fuga, assim que a parte formal da festa terminasse. Mas, de repente, todos ficaram em silêncio olhando pra mim e para o José Miguel.
- E então, quem vai falar do elefante? - O Enzo começou.
- Que elefante? - Eu perguntei sem entender.
- O elefante branco na mesa entre nós! - Ele deu um grande sorriso. - Aprendi essa com a Anabel. - Ele comentou com a Luna.
- Não tem elefante...
- Eu falo! Tem um enorme elefante, porque a Srta. Sanchez não quer ouvir o meu pedido de desculpas, Enzo. E eu estou me perguntando como vai ser no trabalho, porque nós vamos ter que conversar em algum momento. - O José Miguel falou de repente e ele parecia de novo aquele homem irritado do primeiro dia.
- Ah, não! Voltamos para o "Srta. Sanchez"? Não, Perfeito! Evita é muito melhor! - O Enzo sugeriu e eu percebi que seria uma longa noite ali.
- Enzo, ela está com raiva de mim, logo, eu não tenho liberdade para chamá-la de Evita! - O José Miguel explicou, mas seu tom era de reclamação.
- Eu não estou com raiva! - Eu protestei.
E enquanto me beijava, ele me empurrou para aquele pequeno sofá e me deitou ali. O meu corpo parecia tomar decisões por conta própria, sem ouvir a razão, e as minhas pernas se enrolaram na cintura dele. As mãos dele tocaram as minhas pernas, causando um formigamento gostoso e as minhas mãos se enfiaram no cabelo dele. Aquele beijo parecia não ter fim e parecia ser a melhor coisa do mundo.
Eu não queria me perder novamente no joguinho dele de "não posso", mas eu queria muito me perder nele mais uma vez, uma última vez! E enquanto eu sentia tudo em mim gritando por ele e a minha cabeça tentando negá-lo, as mãos dele tateavam em busca da minha calcinha. Ele interrompeu o beijo e me olhou com aquele sorriso sexy.
- Esqueceu a calcinha em casa, Evita? Adoro essa sua falta de memória com as calcinhas! - Ele sorriu e antes que eu pudesse responder seus lábios já estavam grudados aos meus outra vez e nesse momento eu perdi a batalha, a decisão estava tomada, seria nossa última vez.
Eu senti os seus dedos me tocarem primeiro e escorregarem pela minha intimidade molhada. O toque dele era delicioso, firme e gentil ao mesmo tempo, tocando exatamente onde eu precisava, sem pressa, no ritmos dos beijos que ele me dava. E quando eu estava muito perto de gozar, ele tirou os dedos e alinhou a sua ereção na minha entrada.
- Eu senti saudade, Evita! - Ele falou olhando em meus olhos enquanto escorregava para dentrop de mim.
Ele me preeenchia completamente e seus movimentos eram precisos, acertando aquele pontinho delicioso dentro de mim repetidamente. MInhas pernas estavam enroscadas nele, como se o puxassem cada vez mais para mim. Seus lábios beijavam o meu pescoço e desciam até o meu decote. E bem ali na lateral do meu seio exposta pelo vê do decote eu senti a boca dele sugar a minha pele e gemi em apreciação. A boca dele era uma delícia, em qualquer lugar que ela estivesse em mim era uma delícia!
E em meio aqueles beijos e seus movimentos precisos eu senti o mundo girar e o meu corpo estilhaçar em milhões de pedaços, enquanto estrelas piscavam nos meus olhos quase me cegando. O meu corpo foi tomado por espasmos de prazer, enquanto ele investiu contra mim uma última vez e com um gemido rouco ele estava lá comigo, se quebrando na mesma euforia, sendo consumido pelo mesmo prazer.
- Evita! - Ele deu mais um beijo em minha boca e nos virou, para que eu ficasse sobre ele e aquele sofá pareceu ainda menor.
Ele me abraçou e eu me permiti um momento ali, me recuperando do que ele havia acabado de me dar. Suas mãos tocavam o meu cabelo, que devia estar uma confusão e ele salpicava beijos gentis pela minha testa e minhas mãos. Mas eu não podia, eu estava determinada a não me envolver com um homem indeciso.
- Desculpe! - Eu me levantei e arrumei o vestido no lugar, enquanto ele me olhava confuso. Então eu me abaixei e dei um último beijo rápido nele. - Eu não posso! - Eu sussurrei e saí correndo dali, eu fugiria dessa festa imediatamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...