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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 48

"José Miguel"

Eu recebi com surpresa a mensagem da Berta avisando que a Carmem ficaria um pouco mais no hospital para fazer um check up. Era curioso isso, a Carmem nunca se afastava de casa por mais do que três dias. Inclusive quando viajava com os amigos, era sempre só por um final de semana e mesmo assim ligava o tempo todo. E nos últimos três dias, a única coisa que eu ouvi dela, foram as mensagens da Berta dizendo que ela estava ótima e era apenas uma mensagem por dia. Eu também já tinha me surpreendido por a Berta dizer, no dia anterior, que eu não precisava buscá-las, mas saber agora que a Carmem decidiu ficar no hospital para um check up foi ainda mais surpreendente. Mas eu não podia negar que gostei daquela notícia, estava sendo bom ter essa distância da Carmem, ela estava cada dia mais irritante.

Eu parei em frente ao espelho grande no meu closet e ajeitei a gravata antes de sair. Eu estava pronto para o casamento da Melissa e pronto para pedir desculpas para a Eva. Eu até tinha ensaiado um pedido de desculpas e estava confiante, festas deixavam as pessoas felizes e pessoas felizes poderiam estar mais propensas a aceitar um pedido de desculpas.

- Como estou, Candinha? - Eu parei no meio da cozinha e ela me olhou com um sorriso no rosto.

- Está comível! - O Matheus saiu detrás da porta aberta da geladeira, vestindo bermuda, camiseta e chinelo, mordendo uma coxa de frango.

- Você está lindíssimo, meu querido! - A Candinha se aproximou e alinhou as lapelas do meu paletó e eu me abaixei para ela me dar um beijo no rosto.

- Você se mudou pra cá, por acaso? - Eu nem sabia que o Matheus estava na minha casa.

- Até a renascida do inferno voltar, sim! - Ele sorriu e fechou a geladeira com o pé, segurando uma vasilha numa das mãos e a coxa de frango na outra.

- Minha casa virou albergue! - Eu comecei a rir.

- República é o termo mais correto. Tipo na época da faculdade. E amanhã vai ter festa! Convida a Evita e diz pra ela convidar a peste. - Ele sorriu.

- Matheus, sem festa! - Eu o encarei sério. - A Eva ainda está chateada comigo e eu não vou trazê-la aqui, ela não combina com essa casa.

- Nem você combina com essa casa, Rossi! Nunca entendi porque você comprou esse lugar, isso aqui parece a tumba do faraó!

Ele tinha razão, a casa era grande demais, uma construção em estilo inglês, paredes pintadas em tons de verde escuro, uma decoração exagerada, cortinas pesadas nas janelas, mais parecia um museu que uma casa. Mas tinha tudo sido escolhido pela Cora e a Carmem não permitia que nada fosse alterado.

- Comprei porque a Cora escolheu. E você conhece a história, ela tinha acabado de perder o bebê, estava depressiva...

- O bebê que ela usou para te obrigar a casar... - Ele comentou com ar aborrecido. - Tá, não vamos estragar a noite, gatão! Vai lá e leva a sua Eva de volta para o paraíso!

- Palhaço! - Eu bufei. - Mas e você, é sábado a noite, vai ficar em casa?

- Tomei um gelo da peste, por sua culpa! Vou ficar aqui sendo consolado nos braços da Candi! E vou postar um monte de fotos sugestivas, já até pensei em uma, meus pezinhos e os da Candi, saindo debaixo das cobertas, na frente da TV, que vai estar congelada na cena clássica de "Gosth", sabe aquela, que eles fazem aquele lance com o barro? Essa! Duvido que a peste não se coce de ciúme! - Ele falou empolgado e eu revirei os olhos.

- Matheus, quantos anos você tem? Quinze?

- Diga o que quiser, mas nada deixa uma mulher mais louca do que achar que está perdendo território para outra. E a Candi vai me ajudar. - Ele jogou um beijo para a Candinha antes de dar outra mordida na coxa de frango.

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