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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 2

Violet.

Ficamos na cama a manhã inteira, aproveitando o raro momento de paz. Megan e Edgar não deram mais sinal de vida, nem ao menos para justificar a visita inesperada. Tenho quase certeza de que só usaram nossa casa como desculpa para se encontrarem. No fundo, sabiam que seriam expulsos — domingo era sagrado para mim e Damon, um dia que reservamos apenas para nós.

Encolhi-me um pouco mais contra ele, sentindo seu calor e ouvindo sua respiração tranquila. Momentos como esse me faziam perceber o quanto eu precisava desacelerar, simplesmente existir ao lado dele, sem o peso das preocupações diárias.

Damon desenhava círculos preguiçosos nas minhas costas, sua mão quente deslizando de forma distraída. Suspirei, sentindo um conforto que poucas coisas no mundo podiam me proporcionar.

— Você está muito quieta — ele murmurou contra meu cabelo.

— Só estou aproveitando — respondi, fechando os olhos por um instante.

— Tem certeza? Porque essa sua cabecinha vive trabalhando demais — ele apertou minha cintura de leve.

Soltei um riso baixo. Ele me conhecia bem demais.

— Acho que só estou pensando em como as coisas mudaram no último ano.

— Mudaram para melhor? — Ele abaixou o rosto, me encarando com aqueles olhos intensos.

Sorri, passando a mão por sua barba levemente crescida.

— Mudaram para nós.

Ele pareceu satisfeito com minha resposta, porque me puxou para um beijo lento, como se tivesse todo o tempo do mundo para aproveitar. E, naquele momento, tínhamos mesmo.

Nada de trabalho, nada de compromissos, nada além de nós dois e um domingo preguiçoso.

— Quer ajuda com alguma coisa do casamento? — Damon perguntou, me fazendo soltar um resmungo manhoso.

— Podemos fingir que esse assunto não existe? Pelo menos hoje? — pedi, afundando um pouco mais no travesseiro.

Ele me observou em silêncio por alguns segundos, a expressão tensa, como se escolhesse as palavras com cautela. Então, finalmente, perguntou em um tom incerto:

— Você... quer adiar?

Meus olhos se arregalaram, a surpresa me tirando completamente da preguiça matinal.

— O quê? Claro que não! De onde você tirou isso? — retruquei, ofendida, me sentando de vez.

Damon soltou um suspiro aliviado, mas manteve o olhar atento em mim.

— Você parece sobrecarregada. Não quero que sinta que precisa lidar com tudo sozinha.

Minha expressão suavizou, e um sorriso pequeno escapou antes que eu pudesse evitar.

— Eu só... quero um dia sem pensar em listas, convites e prazos. Só um domingo só nosso.

Ele sorriu de volta, se inclinando para um beijo suave em minha testa.

— Pedido aceito. Hoje, nada de casamento. Só nós dois.

Pulga deu um latido ofendido.

— E a Pulga.

— E a Pulga — ele riu, pegando a pequena bola de pelos e a colocando entre nós.

Sorri, sentindo meu coração aquecer. Eu não trocaria aquele momento por nada.

*

O almoço foi delivery. Nem eu, nem Damon estávamos dispostos a sair da cama, então optamos pela solução mais prática: comida entregue na porta, sem esforço algum.

Escolhemos nosso restaurante favorito e, enquanto esperávamos a entrega, ficamos jogados na cama, conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Damon traçava círculos suaves no meu braço, um hábito que ele tinha sempre que estava relaxado.

— O que foi? — perguntei, notando o jeito que ele me observava.

— Só estou aproveitando esse momento. Você, eu, sem distrações... — Ele sorriu de lado. — Pena que logo vão bater na porta e acabar com a nossa paz.

— Você fala como se comida fosse algo ruim.

— Não quando me tira do seu lado.

Ri, rolando os olhos, mas antes que eu pudesse responder, a campainha tocou, anunciando que nossa trégua estava oficialmente encerrada.

Enquanto Damon ia atender a porta, seguido por uma Pulga completamente surtada com o som da campainha, eu me levantei preguiçosamente e fui até a cozinha pegar os pratos e talheres.

— Ei, miniatura de cão, a comida não é para você — ouvi Damon resmungar da porta.

Sorri sozinha, balançando a cabeça. Pulga sempre fazia um escândalo quando alguém chegava, mas bastava sentir o cheiro de comida para esquecer qualquer ódio que nutria pelo visitante.

Quando Damon voltou para a sala, carregando as sacolas, ergueu uma sobrancelha ao me ver organizando a mesa.

— Isso significa que vamos comer como pessoas civilizadas hoje?

— Depende... Você vai usar os talheres ou pretende comer com as mãos de novo?

Ele riu, pousando a comida sobre a mesa antes de me puxar pela cintura.

— Isso foi uma provocação?

— Talvez... — brinquei, mordendo o lábio.

Damon estreitou os olhos para mim, mas antes que pudesse retrucar, Pulga aproveitou o momento de distração para tentar subir na cadeira e roubar nossa comida.

— Pulga! — exclamei, pegando a bolinha de pelos no ar antes que ela afundasse o focinho na sacola.

Damon riu, pegando a cachorrinha e segurando-a no colo.

— Você não tem um pingo de vergonha na cara, né, miniatura?

Pulga apenas balançou o rabinho, nada arrependida, e tentou lamber o rosto dele.

— Ela puxou você — provoquei, sentando-me à mesa.

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