Damon
As palavras saíram da minha boca com um peso que eu não sabia que carregava. Quando falei, tudo ao nosso redor pareceu desaparecer. A quietude que se seguiu, aquela tensão no ar, me fez sentir como se estivéssemos sozinhos no mundo. Eu sentia meu coração bater forte, mas algo dentro de mim estava se apertando, um nó na garganta que me deixava sem saber como prosseguir.
Ainda segurava sua mão, seus dedos firmes entre os meus, e senti um impulso de olhar para ela. Ela estava ali, quieta, parecendo querer dizer algo, mas não sabendo o quê. Era como se, naquele momento, ela estivesse esperando mais de mim do que eu realmente sou capaz de oferecer. O que mais ela queria de mim? E o que eu queria dela?
Eu tinha me afastado, não queria que ela sentisse que era só um acordo, mas parecia que toda essa distância havia criado mais confusão do que clareza entre nós.
— Damon... — Ela falou, e a palavra saiu com um suspiro, mais leve do que eu imaginava. Ela parecia tão perdida quanto eu, e isso me fez questionar tudo o que achava que sabia sobre nós.
Eu não queria pressa, não queria mais pressioná-la. Eu só queria saber a verdade, queria saber se, por um momento, ela havia sentido o mesmo. Será que essa era só mais uma obrigação que ela carregava, ou havia algo mais ali? Algo que se tornaria real com o tempo?
Ela tentou começar, mas as palavras não vinham. Fiquei ali, esperando. Esperando que ela me dissesse algo, que a resposta que tanto procurava fosse sincera.
— Eu... — Ela tentou novamente, mas as palavras se perderam, como se tudo estivesse se enredando dentro dela. — Eu não sei. Eu não sei o que quero.
Aquelas palavras me atingiram como uma flecha. Ela não sabia. E eu não sabia como reagir a isso. O que eu queria dela? O que ela queria de mim? Estávamos no meio de um caminho onde não sabíamos o destino.
Ela suspirou, os olhos se desviarão de mim por um instante. A confusão que tomava conta de ambos nos fazia parecer estranhos um para o outro, mesmo depois de todo esse tempo juntos.
— Eu sei que você me faz sentir algo... algo que eu não sei explicar — ela disse, e eu a observei com atenção, tentando compreender o que ela queria dizer. — Mas é confuso. Começamos tão diferentes, tão distantes... e agora, eu... eu não sei o que somos, Damon.
Eu fiquei em silêncio, absorvendo suas palavras. Tudo o que ela dizia fazia sentido, mais do que eu queria admitir. Estávamos em uma encruzilhada, e talvez isso fosse o mais difícil de tudo: saber que ela ainda não sabia o que queria, e eu também não sabia ao certo se sabia o que queria.
— Eu também estou confuso, Violet — falei, sentindo o peso das minhas próprias palavras. Nunca imaginei que estaria aqui, dizendo isso para ela. Mas a verdade era que, desde que ela entrou na minha vida, as coisas tinham se tornado muito mais complicadas, mas de uma maneira que eu não sabia explicar.
Dei mais um passo à frente, aproximando ainda mais nosso espaço. A proximidade do corpo dela me fez sentir um calor diferente, algo que antes eu tinha evitado sentir, mas agora parecia inevitável.

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