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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 2

Damon

Violet topou jogarmos tudo para o alto e fugirmos. Ela ficou responsável por arrumar nossas roupas e eu... por todo o resto. E é exatamente por isso que, neste momento, estou com uma amostra de cachorro com a cara enfiada para fora da janela do meu carro, enquanto envio uma mensagem pedindo, de forma nada carinhosa, a minha demissão.

— Damon, você tem certeza? — Violet me perguntou mais cedo, com a mala quase pronta.

Claro que eu tinha. Por mais que a ideia de mandar tudo para o espaço me parecesse um tanto impulsiva, algo dentro de mim gritava que era a única saída. Estava cansado da vida que eu levava, dos compromissos que nunca pareciam ser meus, de uma rotina que eu não escolhera. Então, quando sugeri que fugíssemos, que abandonássemos o que o mundo espera de nós, não precisei de mais nada além do sorriso dela para decidir.

Demissão enviada. Pronto. Minha vida agora estava oficialmente fora de controle. Mas, ao mesmo tempo, eu não me sentia mais preso.

Pulga, que parecia estar adorando a sensação do vento no rosto, latia como se fosse a coisa mais divertida do mundo. Me distraí por um segundo, admirando a alegria simples da cachorrinha, que não parecia ter a menor preocupação. Se eu fosse sincero comigo mesmo, desejava ter a mesma despreocupação.

Dirigi até um parque próximo de casa, com Pulga saltitando ao meu lado, tentando acompanhar o ritmo, como se estivesse mais empolgada com a fuga do que qualquer um de nós. Estacionei o carro e olhei para ela, que parecia animada demais para ser uma cachorrinha que havia "fugido". Eu não conseguia deixar de rir da situação.

Puxei o celular e, antes que Violet pudesse me olhar com aquele olhar preocupado, enviei a mensagem para Edgar.

"Pulga fugiu, Violet está surtando. Me ajuda a achar aquela pulguenta, procure no parque que eu vou ver pelas ruas."

Eu sabia que a estratégia não seria perfeita, mas era a melhor opção que tínhamos. O plano estava armado: enquanto eles procuravam a "fugitiva" pelas ruas e pelo parque, nós dois pegaríamos o caminho mais tranquilo até o nosso destino, sem ninguém para nos impedir, e então cuidariam dela pelos próximos dias. Ao menos era assim que eu estava visualizando o dia perfeito: longe de todas as obrigações, longe das expectativas.

Violet, ainda atordoada com a ideia, me olhava de dentro do carro enquanto eu à solta no parque, voltei para o carro, e não pude deixar de reparar no seu sorriso nervoso. Eu a puxei para junto de mim e lhe dei um beijo rápido.

— Você está certa de que eles vão comprar essa história? — ela perguntou, com um tom de incerteza na voz.

Olhei para Pulga, que estava mais preocupada em caçar algo no chão do que entender o caos que havíamos armado.

— Eles não têm escolha. Edgar e Megan se importam mais com a cachorrinha do que com qualquer outra coisa — respondi, com uma leve risada.

A espera no carro parecia mais longa do que deveria, a tensão no ar era palpável, mas ao mesmo tempo, era quase impossível não rir da situação. Pulga estava se divertindo como nunca, correndo e pulando nas folhas, completamente alheia à nossa grande fuga. Não podia deixar de pensar como aquela cena era a metáfora perfeita para o que estávamos fazendo: aproveitando a liberdade enquanto podíamos, longe das responsabilidades e expectativas de todos.

Logo, a visão de Megan e Edgar apareceu ao longe, os dois entrando no parque. Megan estava desarrumada, com os cabelos bagunçados, gritando algo incompreensível para Edgar, que estava com uma expressão de desgosto. O que me fez sorrir de forma involuntária foi a cena seguinte: em menos de um minuto, eles localizaram Pulga, que parecia estar se divertindo ainda mais agora, ao perceber que tinha atraído a atenção deles.

Eles correram até a cachorrinha, e eu e Violet nos entreolhamos rapidamente, compartilhando um sorriso cúmplice. Era agora ou nunca. Sem hesitar, acelerei o carro, virando a chave na ignição, sentindo a adrenalina subir enquanto pisava no acelerador. O aeroporto estava à frente.

Enquanto as ruas se estendiam à nossa frente, o som do motor era o único que preenchia o silêncio confortável entre nós. Eu podia ver Violet ao meu lado, a ansiedade em seus olhos se misturando com a excitação. Estávamos fugindo para algo que nos era só nosso. E naquele momento, nada mais importava.

A estrada parecia se abrir à nossa frente, sem obstáculos, sem amarras. Cada quilômetro percorrido parecia afastar mais e mais o peso daquilo que estávamos deixando para trás. Eu olhava para Violet, que agora tinha um sorriso leve, quase como se estivesse começando a perceber que, naquele momento, ela finalmente estava no controle de sua própria vida.

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