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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 2

Violet.

A novidade de Damon apagou qualquer intenção que eu tinha de contar sobre a proposta da diretora. Enquanto ele falava, animado, sobre a nova fase de sua carreira, sobre como finalmente sentia que estava fazendo algo próprio, eu só conseguia pensar em como aquilo mudava tudo.

Eu deveria estar feliz. E eu estava. Era impossível não sorrir ao ver o brilho nos olhos dele, ao ouvir a empolgação em sua voz enquanto descrevia a sala comercial que comprou, o espaço que construiria ao lado de Edgar. Mas, ao mesmo tempo, uma onda de ansiedade tomou conta de mim, pesada e esmagadora.

Minha oportunidade em Washington não se encaixava mais.

Respirei fundo, forçando um sorriso. Quando ele perguntou sobre minha novidade, desviei o olhar, inventei uma desculpa qualquer e insisti para sairmos e comemorarmos. Ele me estudou por um momento, como se tentasse enxergar através de mim, mas no fim apenas assentiu e seguiu meu plano.

Enquanto caminhávamos de mãos dadas até o carro, o nó na minha garganta apertava mais.

Sentamos em um dos nossos restaurantes favoritos, e eu me agarrei à normalidade da situação como uma boia em alto-mar. Falei sobre tudo e nada ao mesmo tempo, tentando ignorar a angústia que crescia dentro de mim. Damon estava relaxado, feliz, e eu não queria estragar aquele momento. Mas, por mais que tentasse fugir dos meus pensamentos, eles continuavam ali, me corroendo.

Quando voltei para casa naquela tarde, cheia de expectativas para contar sobre a proposta da diretora, eu tinha certeza de que Damon entenderia. Ele sempre me apoiou em tudo. Mas agora, sabendo que ele finalmente havia encontrado seu próprio caminho, algo que o fazia feliz, como poderia pedir que ele me acompanhasse para outra cidade? Como poderia sequer cogitar ir sem ele?

Apenas a ideia me fazia sentir como a pior pessoa do mundo.

Eu o amava. Nunca houve dúvida disso. Mas, pela primeira vez, sentia que precisava de algo que não incluía apenas ele. Algo só meu.

Era isso que Damon havia entendido quando decidiu abrir o próprio negócio, não era? Ele finalmente compreendia minha necessidade de descobrir quem eu era além do nosso relacionamento. Mas, ao mesmo tempo, ele fez isso de um jeito que nos mantinha juntos.

E eu? Eu não sabia se conseguiria fazer o mesmo.

Eu não queria abrir mão da minha oportunidade. Mas também não queria abrir mão dele.

— Você está estranhamente quieta. — A voz de Damon me tirou dos meus devaneios. Ele estreitou os olhos, me observando do outro lado da mesa.

— Estou cansada — menti, mexendo no anel em meu dedo. — Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Ele assentiu devagar, ainda me estudando.

— Eu entendo — ele disse, levando um pedaço do hambúrguer à boca. — Mas sabe que pode falar comigo, né? Seja o que for.

Senti meu coração apertar. Eu sabia disso. Mas, naquele momento, não sabia como.

*

Nos dias que seguiram, a dúvida não me deixava em paz.

Cada vez que olhava para Damon, pensava em como seria nossa vida se eu aceitasse o trabalho em Washington. Pensava nas manhãs em que eu acordaria sozinha, sem ele ao meu lado. Nas noites em que ele não estaria para roubar um beijo enquanto cozinhávamos juntos. Nos domingos preguiçosos no sofá, assistindo filmes enquanto Pulga dormia encolhida entre nós.

O simples pensamento fazia meu peito doer.

Mas, ao mesmo tempo, eu me via naquela escola, coordenando um projeto que poderia mudar vidas. Via o impacto que poderia causar. Sentia a empolgação de fazer algo significativo, algo que ia além do que eu já conhecia.

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