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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 31

Violet

Eu e Megan estávamos sentadas na imensa sala de estar, observando a paisagem pela janela, quando uma verdadeira invasão aconteceu. Em segundos, uma dúzia de pessoas entrou no apartamento, todas vestindo preto e com carrinhos lotados de maquiagens, sprays, escovas, equipamentos de massagem, e tudo o que você encontraria em um salão de beleza de luxo. Só que aqui, o salão de beleza era a sala de estar de Damon.

Troquei um olhar com Megan, e percebi um brilho de excitação nos olhos dela. Era um cenário surreal: enquanto uma moça começava a preparar um mini spa para os pés, outra ajeitava um secador potente sobre um carrinho ao lado de uma mesa onde alguém já alinhava uma fila de sombras e batons como se fosse uma obra de arte.

Acho que, por um instante, nem consegui assimilar a cena. Eu nunca me vi cercada por tanta gente, tudo para um momento que eu ainda não sei bem como processar.

Ainda processando toda a cena ao meu redor, fui interrompida pelo som ensurdecedor de uma música que explodiu na sala, vibrando nas paredes. Antes que pudesse sequer reagir, três homens entraram de repente, usando "uniformes" de policiais que deixavam bem pouco à imaginação. Fiquei estática, meus olhos piscando na direção de Megan, que começou a rir sem o menor disfarce.

Os "policiais" — se é que posso chamá-los assim — caminharam direto para mim, cada um com um sorriso malicioso. Eu senti meu rosto esquentar. Um deles tirou os óculos escuros, me encarando com aquele olhar convencido que me fez rir, meio incrédula, meio desesperada. Edgar… é claro que ele tinha armado isso.

Um dos "policiais" inclinou-se, me estendendo a mão enquanto os outros dois começavam uma espécie de coreografia improvisada. No meio de toda essa situação bizarra, só consegui pensar que o casamento de mentira estava se tornando mais excêntrico do que eu jamais poderia imaginar.

Antes que eu pudesse perceber, me vi sendo levada para uma cadeira no centro da sala.

— Vamos lá, futura senhorita Whitmore, você tem o direito de ficar em silêncio," brincou um dos "policiais," prendendo meus braços para trás com uma algema de plástico. Megan, do outro lado, gargalhava e fazia questão de gravar cada segundo da cena com o celular, quase caindo no chão de tanto rir.

Dois dos "policiais" começaram a dançar ao meu redor, movendo-se em uma coreografia que parecia ser de algum tipo de espetáculo cômico, com giros exagerados e poses dramáticas. O terceiro se aproximou, inclinando-se para ficar na minha altura, com aquele sorriso de quem leva o trabalho de "entreter" a sério. Minha cabeça pendeu para trás de tanto rir, e eu me sentia quase sem fôlego. Toda a seriedade da manhã tinha desaparecido; por um instante, eu consegui esquecer a tensão, os dramas, e a sensação de ser uma intrusa na vida de Damon.

Ah, Edgar, você realmente pensou em tudo, pensei, com os olhos marejados de tanto rir. Naquele momento, eu só conseguia pensar que talvez tivesse ganhado não apenas um acordo de casamento, mas uma amizade improvável — e um bando de memórias que, por mais constrangedoras que fossem, já estavam gravadas para sempre.

Quando a performance terminou, eles fizeram uma mesura exagerada, como se fossem sair do palco de um grande show, e começaram a servir mimosas para nós, sorrindo enquanto trocávamos brindes. Megan e eu nos olhamos, brindamos e tomamos um gole, ainda sem acreditar na virada cômica que a manhã tinha tomado.

Logo depois, o "show" deu lugar à verdadeira preparação. Era como se eu tivesse sido transportada para outro universo. Pincéis, sprays, mãos cuidadosas trabalhando nos mínimos detalhes. Uma equipe inteira se movia em sincronia, fazendo ajustes e me tratando como se eu fosse a protagonista de um conto de fadas. Cada toque, cada movimento, me fazia esquecer, mesmo que por um momento, das reviravoltas de tudo o que me trouxe até aqui. O apartamento de Damon parecia até menos impessoal com aquela quantidade de vida e movimento.

Por um instante, fechei os olhos, sentindo o calor suave da luz sobre minha pele e o frescor das mãos que estilistas e maquiadores moviam cuidadosamente, e respirei fundo, pensando que talvez isso tudo fosse, de algum jeito, o começo de algo que eu ainda não conseguia imaginar.

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