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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 92

Damon

Eu não pensei em tudo. Pela primeira vez, um detalhe crucial me escapou. Não que eu esteja reclamando, mas Violet com certeza reclamaria.

Megan e Edgar sabem que nosso relacionamento não passa de um contrato, mas os pais dela não. E é exatamente por isso que, neste exato momento, estamos parados na porta do meu quarto na casa de campo, encarando a única cama disponível.

Uma cama. Para nós dois.

Sinto Violet enrijecer ao meu lado, seus braços cruzados como se estivesse se preparando para uma batalha. Eu, por outro lado, apenas solto um suspiro e passo a mão pelo cabelo, tentando pensar em uma solução antes que ela comece a reclamar.

— Você não pensou nisso, não é? — Ela estreita os olhos para mim.

— Para ser justo, não achei que precisaríamos dormir aqui.

— E onde você pensou que eu dormiria?

— Sei lá, talvez num quarto separado?

Ela solta uma risada incrédula e aponta para dentro do cômodo.

— Ótimo plano, exceto pelo pequeno detalhe de que meus pais nunca entenderiam o motivo de eu não dormir com meu marido!

— É uma cama king-size — argumento, tentando soar despreocupado. — Tenho certeza de que conseguimos dividir sem problemas.

— Ah, claro. Porque dormir na mesma cama que meu marido de mentira é completamente normal.

— Se ajuda, posso colocar um travesseiro entre nós, como uma barreira de segurança.

Violet me olha como se eu fosse um completo idiota.

— Você acha que um travesseiro vai impedir alguma coisa, Damon?

— Você quer dormir no chão?

Ela bufa, revirando os olhos.

— Que cavalheiro! Eu devia te obrigar a dormir no chão.

— Mas você não vai.

Ela estreita os olhos, mas no fundo sei que estou certo. No final das contas, Violet pode resmungar o quanto quiser, mas duvido que vá querer passar a noite toda no chão duro.

— Eu fico do meu lado, você fica do seu, e amanhã seguimos com a vida. Simples assim.

Ela suspira, claramente infeliz com a situação, mas acaba cedendo.

— Se você roncar, eu te mato.

Sorrio.

— Se eu roncar, você pode me sufocar com o travesseiro.

Ela revira os olhos de novo, mas um pequeno sorriso puxa o canto da sua boca. E por algum motivo, isso faz meu peito apertar de um jeito estranho.

Violet segue para o banheiro da suíte, e eu me ocupo em arrumar a cama, trocando os lençóis e ajeitando os travesseiros. Tento manter minha mente ocupada com essa tarefa simples, ignorando o fato de que, em poucos minutos, estaremos dividindo essa cama.

Ouço o barulho da porta do banheiro se abrindo e, logo em seguida, sua voz baixa e carregada de hesitação:

— Isso é uma péssima ideia.

Reviro os olhos, soltando um suspiro enquanto termino de ajeitar o lençol.

— Somos adultos, Violet. Podemos dormir na mesma cama sem nos agarrar — Viro para encará-la.

Ou não.

Minha garganta seca instantaneamente.

— Cadê os dinossauros e astronautas? — A pergunta sai antes que eu possa me controlar, praticamente um gemido de desespero.

Violet pisca, confusa.

— O quê?

Meus olhos percorrem seu corpo, e eu me amaldiçoo mentalmente. Em vez dos pijamas infantis que ela costuma usar — aqueles com estampas bobas que me ajudavam a manter meu autocontrole intacto —, agora ela está diante de mim em um conjunto babydoll de cetim azul claro.

Pequeno demais. Justo demais. Tentação demais.

Eu não estava preparado para isso. Nem de longe.

— Eu... — engulo em seco, tentando encontrar uma maneira de parecer indiferente, mas falho miseravelmente. — Seus pijamas infantis. Cadê eles?

Ela cruza os braços, e o movimento faz o cetim deslizar sobre sua pele de um jeito que me faz querer bater minha cabeça contra a parede.

— Estão na mala. Achei que, por uma vez na vida, eu poderia usar algo normal.

Normal? Isso está muito longe de ser normal. Isso é tortura.

Passo a mão pelo rosto, respirando fundo.

— Péssima ideia — murmuro, mais para mim mesmo do que para ela.

— Você acabou de dizer que somos adultos — Violet rebate com um sorrisinho provocador, claramente se divertindo com minha reação.

Eu fecho os olhos por um segundo. Certo. Eu posso lidar com isso.

*

Não, eu não posso lidar com isso.

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