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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 224

O gerente, com a testa coberta de suor frio, respondeu com cuidado:

— Esses rapazes são apenas acompanhantes de bar, Sr. Mateus. É tudo dentro dos padrões, eles só acompanham para beber, não oferecem nenhum outro tipo de serviço.

Mateus lançou um olhar cortante, sem aliviar a pressão:

— Ah, é? Só acompanham? Então por que, quando minha irmã caiu nos braços desse aí, ele nem tentou se afastar? Pelo contrário, parecia estar aproveitando bem a situação.

— Não, não, o senhor entendeu errado! — Respondeu o gerente, tentando manter a calma. — Ele só segurou a moça porque ela estava prestes a cair. Foi por gentileza, Sr. Mateus. Isso foi um mal-entendido, só isso.

Inês, querendo evitar que a situação piorasse, tentou intervir:

— Eu bebi demais e quase caí. Esse rapaz só foi educado e me segurou. Mateus, para de fazer escândalo!

Mateus estava indignado. Sua expressão era de pura incredulidade.

— Eu? Fazendo escândalo?

Inês massageou as têmporas, tentando manter a paciência.

— Tá bom, eu vou com você pra casa. Mas, pelo amor de Deus, para de agir como um playboy mimado que só sabe arrumar confusão.

Mateus ficou vermelho de raiva. Ele parecia estar à beira de explodir.

— Ah, entendi. Então eu sou o mimado, o irresponsável, o briguento. Tá certo, Inês. Parabéns, você tá de parabéns!

Com um movimento brusco, ele soltou a mão de Inês e saiu andando, furioso.

Inês, claramente constrangida, virou-se para o gerente e tentou amenizar a situação:

— Me desculpe. Meu irmão tem esse temperamento difícil, mas ele não é má pessoa. Vou pagar a conta agora.

Um garçom, vestido com camisa social e colete, aproximou-se com um QR code.

— Sua conta deu sessenta e cinco mil reais, senhora.

Inês escaneou o código e pagou setenta mil.

— Os cinco mil a mais são para cobrir os possíveis danos e como compensação para o rapaz.

— Muito obrigado, senhora. — O gerente curvou-se levemente, aliviado.

Apesar de aparentar tranquilidade, Inês estava querendo sumir. Ela tinha se fingido de bêbada para flertar com o modelo e, justo quando as coisas começavam a ficar interessantes, Mateus apareceu do nada, arruinando tudo e ainda a expondo na frente de todo mundo. Era a maior vergonha que ela já tinha passado em público.

Helena estava completamente fora de si. Seus olhos, meio perdidos, pareciam buscar algo no meio da multidão.

— Gabriel? — Murmurou ela, com a voz embargada.

Júlia tentou acalmá-la como quem consola uma criança.

— Tá tudo bem, Helena. Vamos pra casa, tá?

Helena balançou a cabeça, insistindo:

— Júlia, eu vi ele. Eu vi o Gabriel.

Ela tentou dar alguns passos à frente, mas tropeçou, e Júlia a segurou rapidamente.

— Helena, você tá bêbada.

— Não, eu vi ele. Ele tá aqui.

As lágrimas começaram a encher os olhos de Helena novamente. Sua expressão era de pura tristeza e desespero.

— Gabriel, você tá aqui, né? Por que não aparece? — Gritou ela, a voz tremendo de emoção.

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