Na Mansão Costa.
No sofá da sala, Cíntia segurava uma pilha de fotos, analisando uma a uma enquanto murmurava:
— A moça da família Moreira tem uma elegância admirável, a segunda filha da família Fagundes tem um rosto tão delicado, e a Emma da família Fonseca... Acabou de se formar no mestrado, tem um ar tão intelectual. Também gostei muito dela.
A senhora levantou o olhar, sorrindo gentilmente para Gabriel.
— Gabriel, dê uma olhada nessas fotos. Veja se gosta de alguma delas.
Os olhos de Gabriel estavam sombrios, e ele parecia distante.
Lembrou-se do breve momento em que seus olhos se encontraram com os de Helena no jardim. Ela parecia pálida, com os lábios sem nenhuma cor.
“Será que ela está doente?”
— Gabriel. — Cíntia elevou o tom de voz, com a expressão levemente irritada. — Estou falando com você, por que está distraído?
Gabriel voltou à realidade e olhou para a avó.
— O que foi, vovó?
Cíntia colocou as fotos sobre a mesa com um suspiro de desaprovação. Ela ajeitou o xale de seda sobre os ombros e disse, em um tom firme e pausado:
— A Emma da família Fonseca acabou de se formar. Conheci ela há alguns dias. É uma moça doce, educada e muito bonita. Depois de amanhã, você e sua mãe vão visitar a família Fonseca. Quero que você passe um tempo com ela.
Gabriel reclinou-se no sofá, o olhar ainda mais frio.
— Não tenho tempo.
Cíntia franziu as sobrancelhas, claramente incomodada com a resposta.
— Como assim não tem tempo? Você está de férias.
Ela insistiu, em um tom quase autoritário:
— Trabalhou o ano inteiro, agora tire um tempo para descansar. Seja obediente. Vá com sua mãe visitar a família Fonseca.
Beatriz, que ouvia a conversa, sentiu um incômodo crescer.
Finalmente haviam conseguido romper o relacionamento de Gabriel com Helena, e agora a avó já queria arranjar outro casamento para ele? Fazia tão pouco tempo desde o rompimento com a família Almeida.
Com um sorriso dócil, Beatriz segurou o braço da avó e suavizou a voz:
Gabriel parou e virou-se lentamente. Seus olhos escureceram, e seu sorriso era carregado de ironia.
— Se a senhora gosta tanto delas, pode casar com todas. Eu não quero nenhuma.
Catherine tentou segurar o riso e, disfarçadamente, mostrou um sinal de positivo com o polegar para Gabriel.
“Aí está meu primo, sempre cheio de atitude.”
Cíntia ficou tão furiosa que seu rosto endureceu.
— Escute o que você está dizendo! Você nunca falou comigo desse jeito antes. O que aconteceu com você? Está cada vez mais rebelde.
Gabriel deu de ombros, o tom de voz tão despreocupado que parecia feito para provocar.
— Vovó, minha sugestão é que se preocupe menos com minha vida. A senhora tem problemas de coração. É melhor cuidar da sua própria saúde.
O peito de Cíntia subia e descia rapidamente. Ela estava tão irritada que sua respiração ficou descompassada.
— Gabriel, você nunca foi assim. Está me desafiando por causa daquela Helena, não é? Ela deve ter te envenenado contra mim. Toda vez que o assunto é Helena, você se transforma em outra pessoa.

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