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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 322

Nanda curvou os lábios em um sorriso e disse:

— Você não precisava se preocupar com isso, fiquei até sem graça.

— Se a Estella gostou, já valeu a pena.

Embora Nanda tivesse organizado o jantar como forma de agradecer a Helena, esta não se sentiu à vontade de ir de mãos vazias e decidiu comprar um par de presilhas.

Crianças adoram essas coisas fofas e brilhantes como as presilhas cor-de-rosa que ela escolheu.

— Helena, vou te levar até lá em cima. — Nanda disse, sorrindo.

— Tudo bem.

A sala reservada ficava no terceiro andar, e Helena seguiu Nanda até o elevador.

Assim que as portas do elevador se fecharam, Estella levantou o rosto e, segurando as presilhas, pediu:

— Mamãe, coloca em mim?

— Você não perde tempo, hein? — Nanda respondeu, rindo com leveza.

Ela pegou as presilhas e prendeu nos cabelos da filha, uma de cada lado.

— Ficou lindo. — Helena elogiou.

Nanda sorriu e disse:

— Muito obrigada, Helena.

— Não precisa agradecer.

Enquanto conversavam, o elevador chegou ao terceiro andar. Nanda conduziu Helena até a sala reservada.

Quando a porta foi aberta, Helena ficou surpresa ao ver quem estava lá dentro. Quatro pessoas já ocupavam os lugares.

Percival se levantou com um sorriso e a cumprimentou:

— Boa noite, minha sócia.

Nanda provocou, rindo:

— Por que tanta formalidade? Vocês já são tão próximos, chamar de Helena soa muito melhor.

Depois, ela se virou para Helena e explicou:

— O Percival estava por aqui resolvendo umas coisas, não tinha jantado ainda, então o chamei para se juntar a nós. Espero que você não se importe.

Helena balançou a cabeça e respondeu com tranquilidade:

— Claro que não, sem problemas.

Além de Percival, havia na sala um casal de idosos com expressões amáveis e um homem de meia-idade, elegante, vestindo um terno.

Nanda lançou um olhar significativo para Percival, sugerindo que ele mudasse de lugar para sentar ao lado de Helena.

Percival suspirou com um leve ar de resignação e balançou a cabeça.

Helena percebeu a interação entre os dois e inclinou a cabeça, perguntando com curiosidade:

— O que foi, Dr. Percival?

Entre os advogados, esse tipo de tratamento formal era comum como sinal de respeito.

Percival ajeitou os óculos com calma e respondeu:

— Nada. Minha tia acha que seria mais conveniente sentarmos juntos para discutirmos assuntos de trabalho. E eu até concordo. Você se importa?

Helena sorriu e disse:

— Como eu poderia me importar? Tenho sorte de ter um sócio tão responsável. Além disso, eu queria mesmo conversar sobre alguns pontos do caso BioVita com você.

Percival levantou-se, caminhou até Helena e sentou-se ao lado dela.

— Tudo bem, vamos conversar com calma.

Nanda, observando a cena, sorriu satisfeita. Seus olhos brilhavam de felicidade ao ver Percival e Helena sentados juntos. Em voz baixa, ela murmurou para si mesma:

— Eles são tão perfeitos juntos.

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