Nanda curvou os lábios em um sorriso e disse:
— Você não precisava se preocupar com isso, fiquei até sem graça.
— Se a Estella gostou, já valeu a pena.
Embora Nanda tivesse organizado o jantar como forma de agradecer a Helena, esta não se sentiu à vontade de ir de mãos vazias e decidiu comprar um par de presilhas.
Crianças adoram essas coisas fofas e brilhantes como as presilhas cor-de-rosa que ela escolheu.
— Helena, vou te levar até lá em cima. — Nanda disse, sorrindo.
— Tudo bem.
A sala reservada ficava no terceiro andar, e Helena seguiu Nanda até o elevador.
Assim que as portas do elevador se fecharam, Estella levantou o rosto e, segurando as presilhas, pediu:
— Mamãe, coloca em mim?
— Você não perde tempo, hein? — Nanda respondeu, rindo com leveza.
Ela pegou as presilhas e prendeu nos cabelos da filha, uma de cada lado.
— Ficou lindo. — Helena elogiou.
Nanda sorriu e disse:
— Muito obrigada, Helena.
— Não precisa agradecer.
Enquanto conversavam, o elevador chegou ao terceiro andar. Nanda conduziu Helena até a sala reservada.
Quando a porta foi aberta, Helena ficou surpresa ao ver quem estava lá dentro. Quatro pessoas já ocupavam os lugares.
Percival se levantou com um sorriso e a cumprimentou:
— Boa noite, minha sócia.
Nanda provocou, rindo:
— Por que tanta formalidade? Vocês já são tão próximos, chamar de Helena soa muito melhor.
Depois, ela se virou para Helena e explicou:
— O Percival estava por aqui resolvendo umas coisas, não tinha jantado ainda, então o chamei para se juntar a nós. Espero que você não se importe.
Helena balançou a cabeça e respondeu com tranquilidade:
— Claro que não, sem problemas.
Além de Percival, havia na sala um casal de idosos com expressões amáveis e um homem de meia-idade, elegante, vestindo um terno.
Nanda lançou um olhar significativo para Percival, sugerindo que ele mudasse de lugar para sentar ao lado de Helena.
Percival suspirou com um leve ar de resignação e balançou a cabeça.
Helena percebeu a interação entre os dois e inclinou a cabeça, perguntando com curiosidade:
— O que foi, Dr. Percival?
Entre os advogados, esse tipo de tratamento formal era comum como sinal de respeito.
Percival ajeitou os óculos com calma e respondeu:
— Nada. Minha tia acha que seria mais conveniente sentarmos juntos para discutirmos assuntos de trabalho. E eu até concordo. Você se importa?
Helena sorriu e disse:
— Como eu poderia me importar? Tenho sorte de ter um sócio tão responsável. Além disso, eu queria mesmo conversar sobre alguns pontos do caso BioVita com você.
Percival levantou-se, caminhou até Helena e sentou-se ao lado dela.
— Tudo bem, vamos conversar com calma.
Nanda, observando a cena, sorriu satisfeita. Seus olhos brilhavam de felicidade ao ver Percival e Helena sentados juntos. Em voz baixa, ela murmurou para si mesma:
— Eles são tão perfeitos juntos.

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