Helena franziu a testa, e seu olhar frio recaiu sobre Beatriz, que ainda era forçada a bater a cabeça no chão. Ela então virou-se para Gabriel, cuja expressão permanecia impassível, e perguntou:
— O que você quis dizer com tirou vidas inocentes?
Gabriel não queria contar a Helena sobre os crimes de Beatriz, que havia ajudado Zuriel em assassinatos e na eliminação de testemunhas.
Helena, que já ficava angustiada por causa de pessoas com as quais nem tinha relação, como os irmãos Noah e Felícia, certamente ficaria ainda mais abalada ao saber que algumas vidas inocentes tinham sido brutalmente tiradas pelas mãos de Zuriel, com a ajuda de Beatriz.
Com um tom indiferente, ele respondeu:
— Foi por causa daquele incidente com Susana.
— Entendi. — Helena respondeu enquanto abaixava os olhos, mas não parecia convencida. Tinha a sensação de que as coisas não eram tão simples assim.
Naquele mesmo dia, Beatriz foi oficialmente expulsa da família Costa.
Gabriel entregou Beatriz à polícia, e ela foi formalmente presa.
…
No País A, Valdir, um dos homens de confiança de Zuriel, desligou o celular com o semblante pesado.
— Chefe Zuriel, Beatriz foi entregue à polícia por Gabriel. Ela enviou uma mensagem pedindo que o senhor a resgatasse.
Zuriel deu uma risada desdenhosa e perguntou:
— Você gastaria energia para salvar algo inútil?
Valdir abaixou a cabeça, obediente.
— Entendido, chefe Zuriel.
Zuriel fez uma pausa e perguntou:
— E o Benício? Como está indo?
— Já entregamos a ele tudo o que Beatriz nos passou.
— Ótimo. — Zuriel respondeu, girando levemente a taça de vinho em sua mão. Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios. — O espetáculo está prestes a começar.
…
Na manhã de sábado, Nanda ligou para Helena.
— Helena, eu pedi seu número para o Percival. Você lembra que combinamos de jantar juntas hoje à noite? — Perguntou Nanda em um tom gentil.
— Boa noite, Helena!
Helena retribuiu o sorriso com doçura e entregou a Estella uma sacola rosa com um laço de fita.
— Boa noite, Estella! Isso é um presente para você.
Nanda ficou um pouco surpresa e imediatamente balançou as mãos com um tom de rejeição educada.
— Não precisava, não precisava! Hoje à noite eu já te convidei para jantar como forma de agradecimento. Sua presença já é suficiente. Por que trazer um presente?
Helena sorriu calmamente.
— É só uma lembrancinha para a Estella. Ela é tão adorável. Minha irmã tem mais ou menos a mesma idade, e, quando vejo a Estella, penso nela. Não é nada demais.
Nanda lançou um breve olhar para a sacola que estava agora nas mãos de Estella.
O logotipo da PRADA estava estampado na sacola, e a pequena, curiosa, imediatamente retirou o conteúdo de dentro. Era um par de presilhas de cabelo muito elegantes. Eram rosa, com uma fileira de pequenos cristais brilhantes ao redor.
Os olhos de Estella brilharam ao ver os acessórios. Ela sorriu, com uma voz doce e animada:
— Uau! Obrigada, Helena! As presilhas são tão bonitas. Eu adorei!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir