Larissa deixou que ela procurasse. Continuou onde estava, de coluna reta, olhando para Beatriz como quem espera um ônibus que sabe que vai chegar.
Beatriz voltou para cima dela com o rosto colado ao seu, a voz pingando veneno:
— Cadê? Entrega.
— Entregar o quê? Não faço ideia do que a senhora está falando.
— Para de fingir! — Beatriz quase rosnou as palavras entre os dentes. — Você armou tudo isso pra me pegar, não foi? Só agora percebo o quanto você é ardilosa.
Avançou mais um pouco, o rosto contraído de fúria.
— É melhor me entregar o que tem. Ou juro que acabo com você e com o resto da sua família!
Os olhos de Beatriz estavam injetados de sangue. Já não restava nada da mulher que, dias antes, se dispôs a negociar e fazer concessões.
Larissa sustentou sua fúria sem recuar um centímetro.
— É mesmo? Então tenta.
A provocação foi a gota d'água. Beatriz ergueu a mão para esbofeteá-la, mas Larissa foi mais rápida: agarrou seu pulso antes que o golpe chegasse perto do rosto.
— A senhora é mais velha, mas não abuse da minha educação. Não me obrigue a devolver o tapa.
A frieza com que pronunciou aquelas palavras fez a ameaça de Beatriz perder toda a força. Com um movimento firme, Larissa a empurrou para longe.
Um arrepio desagradável percorreu as costas de Beatriz.
Pela primeira vez, aquela jovem que sempre tratou com desprezo lhe pareceu verdadeiramente assustadora.
Foi então que a porta do escritório se abriu.
Arthur entrou à frente de outras pessoas. O rosto de traços marcantes estava fechado, e o corte impecável do terno apenas acentuava a rigidez de sua postura. Não precisou elevar a voz para interromper a tensão na sala.
— O que você pensa que está fazendo?
A pergunta veio seca, cortante.
Ele avançou na direção das duas, os olhos duros, a expressão tão severa que cada passo parecia diminuir o espaço entre elas.
Larissa franziu as sobrancelhas.
Por que ele estava olhando daquele jeito?
Arthur parecia prestes a perder a paciência. Seria com ela? Depois de tudo, ainda pretendia tomar o partido de Beatriz?
Ao ver o filho, Beatriz levou imediatamente a mão ao peito e se aproximou dele, assumindo o ar de uma vítima indefesa.
— Arthur, ainda bem que você chegou! Essa mulher é perigosa!
A voz lhe saiu carregada de indignação.
— Ela armou uma cilada pra mim e ainda tentou me bater!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Por favor! O.livro é excelente mas precisa terminar!!! Chega de esticar tantooooooo!!!+...
Adianta aí!!! Larissa precisa descobrir seu verdadeiro Salvador e eterno amor!Arturrrrrrr!!...
Confesso que é desolador ler um livro em andamento! Comecei esse sem saber se estava finalizado! Logo descobri que não! Muito chato aguardar as migalhas dos capítulos!...
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...