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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 513

Entre os dois reservados, as portas de correr exibiam cenas de ukiyo-e contornadas a ouro. Pelas aberturas, os olhares de Augusto e Arthur se encontraram, e nenhum dos dois desviou.

Augusto permanecia em pé, enorme, com a provocação estampada no rosto e a imponência de quem estava acostumado a intimidar. Arthur nem precisou se levantar. Sentado do outro lado do pátio, conservava a postura impecável e a expressão quase serena, mas seus olhos tinham uma frieza capaz de fazer frente à ferocidade do outro.

O dourado delicado das pinturas não suavizava em nada aquela guerra muda. O ar parecia carregado de pólvora.

Enquanto isso, a caminho do hospital para buscar Alisa, que receberia alta, Larissa recebeu uma ligação de Arthur.

— Larissa, por onde você andou?

A voz veio grave, com uma rouquidão incomum.

— Tô ocupada.

— Ocupada onde?

No banco de trás do carro, Arthur afundou contra o encosto e massageou a testa, mantendo a cabeça baixa. Pelo telefone, Larissa percebeu que ele respirava mais pesado que o normal.

— Sr. Arthur, agora precisa saber de cada passo meu?

Franziu a testa, irritada com o interrogatório, mas aquela respiração ainda a incomodava.

— Aconteceu alguma coisa com você?

Do outro lado, alguns segundos de silêncio.

— Nada. Só estou preocupado com você. — A voz saiu ainda mais baixa.

Larissa não se convenceu.

— Se não vai me contar o que houve, vou desligar.

Arthur se apressou em pigarrear.

— Meu peito tá doendo.

Ao volante, Pedro sentiu um frio na barriga.

Será que o chefe passou mal de tanta raiva? Desde que viu Larissa com o Sr. Augusto, estava com uma expressão de dar medo.

— Dor no peito? — Larissa ficou séria na mesma hora. — O que aconteceu? Se estiver doendo muito, é melhor ir ao hospital.

— Eu queria te ver. Acho que, se te encontrar, melhora.

O pedido saiu tão baixo que quase se confundiu com uma queixa.

Pedro custou a acreditar no que ouviu.

Arthur Vasconcelos... fazendo manha?

Era a primeira vez que presenciava uma coisa daquelas. Se não ouvisse com os próprios ouvidos, juraria que era impossível.

— Então acho melhor continuar doendo.

Arthur deixou cair a mão que massageava sua testa.

— Larissa, a gente é casado. Custa se preocupar um pouquinho comigo?

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