Entre os dois reservados, as portas de correr exibiam cenas de ukiyo-e contornadas a ouro. Pelas aberturas, os olhares de Augusto e Arthur se encontraram, e nenhum dos dois desviou.
Augusto permanecia em pé, enorme, com a provocação estampada no rosto e a imponência de quem estava acostumado a intimidar. Arthur nem precisou se levantar. Sentado do outro lado do pátio, conservava a postura impecável e a expressão quase serena, mas seus olhos tinham uma frieza capaz de fazer frente à ferocidade do outro.
O dourado delicado das pinturas não suavizava em nada aquela guerra muda. O ar parecia carregado de pólvora.
Enquanto isso, a caminho do hospital para buscar Alisa, que receberia alta, Larissa recebeu uma ligação de Arthur.
— Larissa, por onde você andou?
A voz veio grave, com uma rouquidão incomum.
— Tô ocupada.
— Ocupada onde?
No banco de trás do carro, Arthur afundou contra o encosto e massageou a testa, mantendo a cabeça baixa. Pelo telefone, Larissa percebeu que ele respirava mais pesado que o normal.
— Sr. Arthur, agora precisa saber de cada passo meu?
Franziu a testa, irritada com o interrogatório, mas aquela respiração ainda a incomodava.
— Aconteceu alguma coisa com você?
Do outro lado, alguns segundos de silêncio.
— Nada. Só estou preocupado com você. — A voz saiu ainda mais baixa.
Larissa não se convenceu.
— Se não vai me contar o que houve, vou desligar.
Arthur se apressou em pigarrear.
— Meu peito tá doendo.
Ao volante, Pedro sentiu um frio na barriga.
Será que o chefe passou mal de tanta raiva? Desde que viu Larissa com o Sr. Augusto, estava com uma expressão de dar medo.
— Dor no peito? — Larissa ficou séria na mesma hora. — O que aconteceu? Se estiver doendo muito, é melhor ir ao hospital.
— Eu queria te ver. Acho que, se te encontrar, melhora.
O pedido saiu tão baixo que quase se confundiu com uma queixa.
Pedro custou a acreditar no que ouviu.
Arthur Vasconcelos... fazendo manha?
Era a primeira vez que presenciava uma coisa daquelas. Se não ouvisse com os próprios ouvidos, juraria que era impossível.
— Então acho melhor continuar doendo.
Arthur deixou cair a mão que massageava sua testa.
— Larissa, a gente é casado. Custa se preocupar um pouquinho comigo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Por favor! O.livro é excelente mas precisa terminar!!! Chega de esticar tantooooooo!!!+...
Adianta aí!!! Larissa precisa descobrir seu verdadeiro Salvador e eterno amor!Arturrrrrrr!!...
Confesso que é desolador ler um livro em andamento! Comecei esse sem saber se estava finalizado! Logo descobri que não! Muito chato aguardar as migalhas dos capítulos!...
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...