Pedro sabia, porém, que Arthur não estava blefando.
Ameaças nunca bastaram para dobrá-lo. Na noite do aniversário, se cedeu à chantagem de Pamela, foi porque ela guardava uma verdade capaz de destruir Larissa: a participação involuntária da senhora na morte de Heloísa.
Arthur podia enfrentar qualquer inimigo. O que não suportava era a possibilidade de Larissa sucumbir àquela culpa.
E Pamela descobriu, da pior maneira, o preço de confundir amor com fraqueza.
Seus segredos mais sórdidos vieram à tona, um após o outro. O escândalo arruinou sua reputação, atingiu em cheio os Duarte e fez as ações do grupo oscilarem durante dias.
Pedro conhecia bem o homem a quem servia. Arthur podia ceder uma vez por amor, mas ninguém devia esperar que ele aceitasse perder duas vezes.
De volta ao escritório, Larissa tentava encontrar outro caminho para chegar à verdade sobre a morte do pai. Sem Eduardo e sem o prontuário original, por onde poderia recomeçar?
Antes que encontrasse uma resposta, o celular tocou.
Ciro.
Ele queria vê-la.
Larissa quase não acreditou na oportunidade. Estava justamente procurando uma maneira de investigar o passado de Manuel, e Ciro apareceu por conta própria. Seria um desperdício não aproveitar.
Combinaram de se encontrar às seis da tarde, no café que costumavam frequentar quando ainda estavam juntos.
Ela já estava a caminho quando Arthur ligou.
— Já saiu do trabalho? Posso passar aí pra te buscar.
A voz veio baixa e afetuosa, tão familiar que Larissa quase conseguiu imaginar a expressão dele do outro lado da linha.
Era sempre assim com Arthur.
Podia enfrentar uma sala inteira de executivos sem ceder um centímetro, mas, com ela, parecia possuir uma reserva inesgotável de paciência. Larissa não se lembrava de vê-lo perder a calma consigo, nem mesmo nos momentos em que ela própria não sabia o que fazer com as emoções.
E talvez fosse justamente por isso que a insinuação de Augusto a incomodava tanto.
Enquanto não descobrisse quem levou Eduardo, não deixaria que uma suspeita sem provas se instalasse entre ela e o marido.
— Surgiu uma coisa que preciso resolver. Já saí da empresa.
Do outro lado da linha, Arthur franziu ligeiramente a testa.
— Que coisa? Precisa de ajuda?
— Não, é algo simples. Eu mesma resolvo.
Larissa encerrou a chamada antes que ele pudesse fazer outra pergunta.
Não queria mentir para Arthur. Mas também não estava pronta para contar que ia encontrar Ciro.
E conhecia bem demais a perspicácia do marido.
Arthur identificava uma ameaça nos negócios quando os concorrentes ainda enxergavam apenas números. Com ela, bastava uma hesitação fora do lugar para que começasse a fazer as perguntas certas.
Melhor não lhe dar essa oportunidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Por favor! O.livro é excelente mas precisa terminar!!! Chega de esticar tantooooooo!!!+...
Adianta aí!!! Larissa precisa descobrir seu verdadeiro Salvador e eterno amor!Arturrrrrrr!!...
Confesso que é desolador ler um livro em andamento! Comecei esse sem saber se estava finalizado! Logo descobri que não! Muito chato aguardar as migalhas dos capítulos!...
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...