Eduardo começou a tremer ainda mais.
— Sr. Arthur, eu... eu juro que não sei de nada!
Mas havia algo que não conseguia entender.
Os Vasconcelos não sabiam de tudo? A morte de Manuel não foi obra da própria família? Por que Arthur estava investigando o caso agora?
Será que ele realmente não sabia de nada?
— Aaaah!
Antes que conseguisse encontrar uma resposta, Arthur pressionou a ponta acesa do cigarro contra seu rosto.
O grito de Eduardo ecoou pelo galpão. A dor veio tão violenta que parecia cozinhar sua pele, e um cheiro acre de queimado se espalhou pelo ar.
Arthur o encarava sem qualquer traço de piedade. Os olhos negros, imóveis, eram ainda mais assustadores que a brasa que acabava de apagar contra sua carne.
— Minha paciência acabou. Você tem três segundos pra falar. Se continuar escondendo a verdade, vou fazer você sentir na própria pele tudo o que Manuel passou.
Eduardo conhecia a morte de perto. Como médico, convivia com ela diariamente. E, depois de tantos anos fazendo o serviço sujo de Beatriz, até os métodos mais cruéis deixaram de lhe causar qualquer impressão.
Mas Arthur era diferente.
Diante daquela frieza, Eduardo acreditava que o homem seria capaz de jogá-lo em óleo fervente sem sequer piscar.
Já suportava horas de espancamento. Não lhe restavam forças para aguentar mais nada.
— Eu falo... Eu conto tudo...
O suor escorria por seu rosto inchado. Eduardo ergueu os olhos para Arthur, ainda ofegante.
— Isso envolve sua mãe, a Sra. Vasconcelos... Tem certeza de que quer continuar investigando?
Arthur soltou seus cabelos com um movimento brusco, deixando a cabeça dele pender para o lado.
— Você não está em posição de fazer perguntas.
Eduardo não resistiu mais. Vencido pela dor e pelo medo, contou tudo o que aconteceu cinco anos antes, sem omitir nenhum detalhe.
Arthur ouviu até o fim.
Seu rosto não denunciou o que aquelas revelações provocaram. Apenas baixou a cabeça, acendeu outro cigarro e tragou profundamente.
A fumaça subiu devagar, encobrindo seus olhos. Por trás dela, nenhuma emoção se deixava distinguir, mas a frieza que emanava daquele homem parecia ter tomado conta do galpão inteiro.
— Levem esse homem.
...
Pedro não perdeu tempo. Já na manhã seguinte, apareceu no Serenora acompanhado de dona Fátima, a funcionária que escolheu para cuidar da casa e das refeições de Larissa.
Ela estava de saída para o Grupo Moretti. Confiava na competência de Pedro e, depois de uma breve conversa para conhecer a experiência e a rotina de dona Fátima, decidiu contratá-la.
Explicou o funcionamento da casa, passou o código da fechadura e desceu com Pedro.
No elevador, ele comentou:
— Senhora, Pamela já deixou Aurimare.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Por favor! O.livro é excelente mas precisa terminar!!! Chega de esticar tantooooooo!!!+...
Adianta aí!!! Larissa precisa descobrir seu verdadeiro Salvador e eterno amor!Arturrrrrrr!!...
Confesso que é desolador ler um livro em andamento! Comecei esse sem saber se estava finalizado! Logo descobri que não! Muito chato aguardar as migalhas dos capítulos!...
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...