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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 527

Eduardo começou a tremer ainda mais.

— Sr. Arthur, eu... eu juro que não sei de nada!

Mas havia algo que não conseguia entender.

Os Vasconcelos não sabiam de tudo? A morte de Manuel não foi obra da própria família? Por que Arthur estava investigando o caso agora?

Será que ele realmente não sabia de nada?

— Aaaah!

Antes que conseguisse encontrar uma resposta, Arthur pressionou a ponta acesa do cigarro contra seu rosto.

O grito de Eduardo ecoou pelo galpão. A dor veio tão violenta que parecia cozinhar sua pele, e um cheiro acre de queimado se espalhou pelo ar.

Arthur o encarava sem qualquer traço de piedade. Os olhos negros, imóveis, eram ainda mais assustadores que a brasa que acabava de apagar contra sua carne.

— Minha paciência acabou. Você tem três segundos pra falar. Se continuar escondendo a verdade, vou fazer você sentir na própria pele tudo o que Manuel passou.

Eduardo conhecia a morte de perto. Como médico, convivia com ela diariamente. E, depois de tantos anos fazendo o serviço sujo de Beatriz, até os métodos mais cruéis deixaram de lhe causar qualquer impressão.

Mas Arthur era diferente.

Diante daquela frieza, Eduardo acreditava que o homem seria capaz de jogá-lo em óleo fervente sem sequer piscar.

Já suportava horas de espancamento. Não lhe restavam forças para aguentar mais nada.

— Eu falo... Eu conto tudo...

O suor escorria por seu rosto inchado. Eduardo ergueu os olhos para Arthur, ainda ofegante.

— Isso envolve sua mãe, a Sra. Vasconcelos... Tem certeza de que quer continuar investigando?

Arthur soltou seus cabelos com um movimento brusco, deixando a cabeça dele pender para o lado.

— Você não está em posição de fazer perguntas.

Eduardo não resistiu mais. Vencido pela dor e pelo medo, contou tudo o que aconteceu cinco anos antes, sem omitir nenhum detalhe.

Arthur ouviu até o fim.

Seu rosto não denunciou o que aquelas revelações provocaram. Apenas baixou a cabeça, acendeu outro cigarro e tragou profundamente.

A fumaça subiu devagar, encobrindo seus olhos. Por trás dela, nenhuma emoção se deixava distinguir, mas a frieza que emanava daquele homem parecia ter tomado conta do galpão inteiro.

— Levem esse homem.

...

Pedro não perdeu tempo. Já na manhã seguinte, apareceu no Serenora acompanhado de dona Fátima, a funcionária que escolheu para cuidar da casa e das refeições de Larissa.

Ela estava de saída para o Grupo Moretti. Confiava na competência de Pedro e, depois de uma breve conversa para conhecer a experiência e a rotina de dona Fátima, decidiu contratá-la.

Explicou o funcionamento da casa, passou o código da fechadura e desceu com Pedro.

No elevador, ele comentou:

— Senhora, Pamela já deixou Aurimare.

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