— Presidente Gustavo, percebi que eles começaram a bater tambor de repente, e todos pareciam assustados. Suspeitamos que deve ter acontecido alguma coisa.
— Nos aproximamos para tentar entender e descobrimos que alguém desapareceu da vila. Suspeitamos que seja a Sra. Ferreira.
— Rápido! — exclamou Gustavo Ferreira, tomado pela urgência — Precisamos encontrar Melina Barbosa antes deles.
— Eu mesmo vou procurar Melina Barbosa!
Gustavo Ferreira, tomado pela ansiedade, arrancou a agulha do braço. O sangue começou a escorrer pelo pequeno furo.
— Presidente Gustavo, sua mão está sangrando — alertou o assistente Leonardo.
Gustavo Ferreira olhou de relance para o sangue e respondeu, indiferente:
— Não é nada.
Aquele ferimento não significava nada para ele.
Pegou o lenço que Leonardo lhe entregou, limpou rapidamente a mão e não se preocupou mais.
Eles seguiram de carro em direção à Aldeia M.
Enquanto isso, Melina Barbosa se dirigia a outro poste de luz.
De longe, parecia perto, mas só quando começou a andar percebeu que a distância enganava — o que parecia próximo aos olhos, na verdade estava longe.
Ela caminhou por muito tempo e ainda não havia chegado.
Como o pessoal da vila já estava à sua procura, Melina Barbosa se esforçava para não fazer nenhum movimento brusco, com medo de ser descoberta.
Sara Santos e os outros procuraram por ela em toda a vila, mas não encontraram nenhum sinal de Melina Barbosa.
De repente, alguém achou uma peça de roupa — era de Sara Santos, jogada no meio do mato.
— Aquela garota atrevida! Pegou logo a roupa que eu uso nas festas! Se eu pegar ela, está perdida! — esbravejou Sara Santos.
— Sara Santos, em vez de ficar xingando, por que não ajuda a procurar logo? — alguém retrucou.
— Já entendi, não posso nem ficar brava agora? — respondeu Sara, irritada, recomeçando a busca resmungando para si mesma.
Sara os olhou, sem paciência:
— Usem a cabeça! Apesar de não ser nova, a roupa está inteira. Quem deixaria uma peça dessas jogada à toa? Só pode ter sido aquela minha nora, sempre fazendo besteira.
Agarrou a roupa com força, temendo que alguém quisesse tomá-la.
E não era para menos: todos ali passavam necessidade, e uma roupa em bom estado era usada só em ocasiões especiais.
Com medo de perder a peça, Sara Santos vestiu a roupa imediatamente.
Como estava muito quente, ela ficou parecendo meio desengonçada, andando como um urso, mas se sentiu mais segura assim.
Melina Barbosa, então, ouviu barulhos de passos e folhas se mexendo nas proximidades, como se alguém se aproximasse.
Assustada, procurou um lugar para se esconder.
Ela pensou: “Eles já vieram tão rápido? E agora? Demorei tanto para chegar até aqui, não quero voltar para aquele inferno.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: O Segredo do Presidente