Restaurante caseiro particular
O local do jantar era outro restaurante particular mais escondido perto do Restaurante Horizon Zenith, onde haviam se encontrado casualmente anteontem. O ambiente era elegante, a sala reservada silenciosa.
Vitor claramente era uma pessoa atenciosa e que sabia como criar um clima. Os pratos pedidos eram requintados e saborosos, sendo que dois deles eram exatamente os sabores que Beatriz mencionou casualmente gostar durante o encontro de anteontem. Ele também havia preparado uma garrafa de vinho branco, suave e intensamente frutado.
— Prove isto; lembro que anteontem você disse que gostava de pratos cozidos no vapor de um jeito parecido. — Vitor colocou um pedaço de carne de peixe macia no pratinho na frente de Beatriz; o movimento foi natural.
Um calor e uma leve palpitação surgiram no coração de Beatriz.
— Sênior, você tem uma memória tão boa... — Ela murmurou, abaixando a cabeça para provar; o sabor era realmente excelente.
Os dois conversaram enquanto comiam, desde histórias engraçadas dos tempos de faculdade de direito até o que tinham visto e aprendido no trabalho ao longo dos anos. Vitor falava com humor, tinha percepções únicas e, ocasionalmente, mencionava alguns casos famosos em que havia trabalhado, deixando Beatriz totalmente fascinada e cheia de admiração. Ele também ouvia seriamente Beatriz compartilhar os desafios e conquistas no trabalho, dando encorajamento ou conselhos no momento certo; aquele olhar focado e suave fazia Beatriz se sentir muito valorizada.
Sem perceberem, a bebida já passava da metade. As bochechas brancas de Vitor mostraram um leve rubor, o olhar também ficou mais suave do que o normal; ele tirou os óculos e esfregou a ponte do nariz, demonstrando uma certa languidez e... sensualidade. Beatriz tinha uma boa resistência para bebidas, mas sob aquela atmosfera e o olhar da pessoa à sua frente, também ficou um pouco alta, com as bochechas quentes e os olhos úmidos.
O tempo passou silenciosamente e, quando pagaram a conta e saíram, a noite já estava escura; as luzes da rua brilhavam.
— Vou chamar um motorista. — Vitor pegou o telefone e deslizou os dedos na tela com a testa levemente franzida, parecendo um pouco lento por causa da embriaguez.
— Sênior, onde você mora? — Beatriz perguntou com preocupação; o vento frio da noite a deixou um pouco mais sóbria.
— Zona sul, Residencial Ginkgo. — Vitor informou o nome de um complexo de apartamentos conhecido por ser luxuoso e privativo.
— Ah? Onde eu moro não fica tão longe daí, basicamente no caminho! — Os olhos de Beatriz brilharam e ela deixou escapar. Depois de falar, sentiu que parecia ativa demais, e rapidamente tentou consertar: — O que quero dizer é... já que tenho que voltar mesmo, por que eu não dirijo para te levar? Bebi pouco hoje, estou bem. — Ela balançou a chave do carro na mão, tentando fazer o tom parecer apenas a preocupação razoável de uma velha colega de turma e nova parceira, mas a expectativa no fundo dos olhos não podia ser escondida.
Vitor levantou os olhos e olhou para ela; o brilho nos olhos por trás dos óculos sob a luz amarela quente da entrada do restaurante parecia um pouco nebuloso; ele suspirou levemente, e o sorriso trazia um pouco de impotência e tolerância:
— Isso... te daria muito trabalho. Mas, parece que não consigo discutir com você. Tudo bem, então... vou te dar trabalho, colega. Da próxima vez, com certeza deixarei você me deixar ser o motorista.

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