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As Múltiplas Identidades Secretas Da Ex-esposa romance Capítulo 350

As portas do castelo se abriram lentamente.

Caio seguiu Charles e Tereza para dentro daquele edifício comparável a um palácio real.

De ambos os lados da porta, duas fileiras de guardas de preto abaixaram a cabeça em uníssono. Seus movimentos eram sincronizados, como máquinas testadas mil vezes.

Atravessando o saguão, a visão se abriu.

Era um enorme salão principal, com um teto abobadado alto, pintado com afrescos renascentistas: anjos, nuvens, raios de luz dourados que pareciam ganhar vida sob o reflexo de inúmeros lustres de cristal. Nas paredes ao redor, havia grandes pinturas a óleo, cada uma valendo uma fortuna. O chão era coberto por tapetes persas tecidos à mão, com padrões complexos, silenciosos ao pisar.

Um idoso de fraque se aproximou rapidamente.

Ele tinha cerca de sessenta anos, cabelos grisalhos, mas as costas estavam retas. Aquele rosto exibia um sorriso educado, mas os olhos eram afiados como os de uma águia.

— Patrão, Senhorita. — ele fez uma leve reverência, com a voz calma e respeitosa.

Charles assentiu e continuou a andar para dentro.

Tereza sorriu para ele: — Felton.

O olhar do idoso pousou em Caio.

Apenas um olhar, da cabeça aos pés, e dos pés à cabeça.

Aquele olhar parecia um raioX, como se quisesse analisar o Caio por completo, de dentro para fora.

Caio ficou parado, nem humilde nem arrogante.

O canto da boca do idoso se curvou levemente, um sorriso muito sutil, mas que trazia uma pressão inexplicável.

— E este é? — ele perguntou.

Antes que Tereza pudesse falar, Charles já havia respondido.

— Um pretendente desta garota, Caio Mendes. — ele disse, com um tom de brincadeira. — Ele insistiu em vir, então eu o trouxe.

Os olhos do idoso brilharam.

Ele olhou para Caio, e seu olhar ganhou um traço de avaliação.

Aquele olhar era como o de quem avaliava um objeto: para ver se era digno da senhorita da casa.

Então ele fez uma leve reverência, o sorriso ainda educado, mas com um significado mais profundo:

— Bem-vindo.

Caio assentiu: — Desculpe a intromissão.

O idoso sorriu e deu um passo para o lado para abrir caminho.

— Bem na hora do jantar, o Patrão e a Senhorita devem comer. Se o Sr. Mendes não se importar, gostaria de se juntar a nós para uma refeição simples?

Refeição simples?

Caio olhou para a decoração ao redor, comparável a um palácio real, e pensou consigo mesmo.

Isso é uma refeição simples?

Mas ele não demonstrou nada no rosto, apenas assentiu.

— Obrigado.

—

A sala de jantar era ainda mais luxuosa que o salão principal.

Uma mesa longa de dez metros estava coberta por uma toalha branca, com castiçais de prata e flores frescas. Na parede, havia uma grande pintura a óleo de um nobre desconhecido, que olhava para a mesa de jantar com um olhar arrogante.

Charles sentou-se na cabeceira. Tereza sentou-se à sua direita.

O mordomo puxou a cadeira à esquerda e fez um gesto convidando Caio.

Caio sentou-se.

O mordomo bateu palmas levemente.

Uma fila de garçons de uniforme branco entrou em fila, segurando bandejas de prata. Seus movimentos eram elegantes e silenciosos, como dançarinos rigorosamente treinados.

Os pratos foram servidos um a um: entrada, sopa, prato principal, acompanhamentos, cada um tão requintado quanto uma obra de arte.

Caio olhou para a comida, mas sua mente estava em outra coisa.

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