Seis da manhã, subúrbios de Paris.
O sino da velha mansão da Casa Aster tinha acabado de tocar quando o celular de Leon vibrou.
Ele abriu os olhos e olhou para o identificador de chamadas — era o número da mansão.
Seu coração apertou.
Ele atendeu o telefone, com a voz ainda razoavelmente firme:
— Alô?
— Jovem mestre Leon — a voz do mordomo veio do outro lado, muito baixa —, o Duque mandou o senhor voltar para a mansão imediatamente.
Leon franziu a testa.
— O que foi?
O mordomo ficou em silêncio por um segundo, e sua voz ficou ainda mais baixa:
— Sobre o que aconteceu ontem à noite, Dona Beatrice voltou muito insatisfeita. O senhor Duque ficou sabendo.
Os dedos de Leon se apertaram lentamente.
Ele se lembrou da frase de Dona Beatrice no salão ontem à noite, "dê o fora", e do sorriso zombeteiro de Louis.
Como esperado, chegou aos ouvidos de seu pai.
— Entendi. — Ele disse. — Estou voltando agora.
Quando estava prestes a desligar, o mordomo falou novamente:
— Jovem mestre...
Leon parou.
A voz do mordomo carregava um traço de complexidade:
— O Duque mandou o senhor ir direto para a Cela de Castigo. Ele está esperando lá.
Cela de Castigo.
Essas três palavras foram como um balde de água fria jogado em sua cabeça.
O rosto de Leon mudou.
— Entendi. — Ele disse, e desligou.
—
Quarenta minutos depois.
Um sedã preto entrou pelos portões da velha mansão da Casa Aster.
A vasta propriedade era ainda mais grandiosa e sombria do que a propriedade da avó de Louis. A arquitetura antiga projetava longas sombras na luz da manhã, como uma fera silenciosa.
Leon desceu do carro, e o mordomo já o esperava na porta.

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