Adilson parou na porta, ainda segurando alguns documentos, e hesitou visivelmente quando seu olhar encontrou Tereza, que estava prestes a ir embora. O assistente atrás dele, Hugo Martins, e os executivos também pararam.
— O que você está fazendo aqui? — Adilson franziu a testa, com uma irritação não disfarçada de quem foi interrompido no tom de voz.
O tempo pareceu se estender naquele momento.
Tereza ouviu a voz e se virou para se explicar...
— Nossa —!!!
Um choro estridente e agudo de criança explodiu de repente!
Todos se assustaram.
Erasmo, que estava nos braços de Berta, havia se soltado da mãe em algum momento e agora corria cambaleando em direção à porta, murmurando vagamente: — Pai... Papai...
Talvez pelo nervosismo de ver uma pessoa estranha, ou pela surpresa de ver o pai de repente, a criança correu rápido demais. Tropeçou na borda do tapete grosso e, junto com o movimento de Tereza se virando...
O corpinho perdeu o equilíbrio e caiu de lado com força!
E na sua frente, à esquerda, estava a quina afiada da mesa de centro de mármore duro!
— Erasmo —!!! — Berta soltou um grito desesperado.
Tudo aconteceu rápido demais, em um piscar de olhos.
Do ponto de vista de Adilson, o que ele viu foi...
Tereza de costas para ele, ao lado do caminho onde a criança caiu. No instante em que Erasmo tropeçou, ela pareceu se virar e alcançá-lo por instinto.
A velocidade da criança foi muito alta.
— Bang!
Um som abafado de batida.
A testa de Erasmo bateu com força na quina afiada da mesa de centro.
O sangue jorrou quase imediatamente, escorrendo pela testa pálida da criança, manchando suas sobrancelhas e cílios, e pingando no tapete claro, espalhando uma mancha vermelha bem visível.
— Nossa —!!! Dói... Mamãe... Dói... — A criança se encolhia de dor, com um choro agudo de partir o coração.

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