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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 368

"Quando era bem pequeno? Faz quanto tempo?"

"Também não me lembro direito, só sei que eu tinha uns dez e poucos anos."

Dez e poucos anos!

A cronologia batia.

"Você tem irmãos?" Jennie perguntou.

Felipe balançou a cabeça: "Não, sou órfão, sem pai, sem mãe, sem irmãos."

Isso já não batia mais.

Jennie assentiu fingindo naturalidade e perguntou sobre Paulo.

Felipe respondeu: "Ele está sempre com a Srta. Silva, aquela dos dois que você viu naquele dia..."

"Eu sei, a Sylvia."

Felipe não explicou mais, só disse: "O jovem está preocupado que ela venha para Cidade Vida e faça mal ao Sr. Noberto, então mandou ele ficar de olho na Sylvia. Por enquanto ela está tranquila, qualquer novidade avisaremos você na hora."

Jennie agradeceu e foi embora.

Felipe, como precisava falar com Bryan, não a acompanhou, indo direto para o escritório dele.

Assim que entrou, deu de cara com o escritório repleto de orquídeas.

Seu olhar pousou em alguns vasos de orquídea-fantasma caríssimas e ele franziu levemente a testa, perguntando a Bryan: "Senhor, de onde veio isso tudo?"

Bryan estava prestes a ligar para Gilson para perguntar, mas Felipe se adiantou.

"Você também conhece essa flor?"

"Sim, é raríssima, mas acho que não é muito permitido ter tantas em casa assim."

O semblante de Bryan ficou ainda mais sério.

Quando Jennie falou disso pela primeira vez, ele achou que ela estava exagerando no cuidado.

Afinal, tinha vindo do Gilson.

Do Gilson ele nunca desconfiava.

E o Gilson também nunca escondeu nada dele.

Eram como irmãos, parceiros de vida e morte.

Mas quando Jennie comentou que talvez Gilson também tivesse caído numa armadilha, Bryan ficou com aquilo na cabeça.

Agora, com Felipe levantando a mesma questão sobre aquelas plantas, ele deu ainda mais importância ao assunto.

"O que você veio me contar?" Bryan quis saber.

"É o Diretor Carvalho. Ele quer escolher uma empresa-modelo, achou que a nossa é boa e vai vir fazer uma visita hoje à tarde. Vim avisar você logo."

Bryan olhou para todas aquelas orquídeas no escritório e, sem pensar duas vezes, ligou para Gilson.

"Venha aqui agora."

Do outro lado, Gilson resmungou: "Poxa, irmão, por que não falou de manhã? Acabei de marcar um café com uma beldade."

"Venha agora mesmo."

Bryan falou num tom gelado.

"E traz junto aqueles funcionários que você mandou aqui de manhã para carregar as orquídeas."

Gilson finalmente percebeu que tinha algo errado.

"Tô indo."

...

Do outro lado da cidade.

Ao saber que Jennie era filha do homem mais rico de Cidade Vida, ficou pasmo e morrendo de inveja.

Aquela que antes vinha na casa deles quase pedindo esmola, de repente tinha uma família dessas!

Quando ouviu falar que agora o mais rico da cidade tinha mudado e que a Família Jardim tinha falido, a cara dele azedou de novo.

Viu só? Pardal voando alto ainda é pardal.

Não muda de espécie.

Mas Tatiana logo emendou: "Só que a sorte dela é absurda. A família dela, há anos, tinha um casamento arranjado com a Família Silva, e aquele Bryan... ele realmente gostou dela, os dois parecem bem íntimos!"

"Craque!"

Raul parecia ter levado uma pancada na cabeça.

Ele tinha visto Jennie ser chamada pelo assistente do Bryan para subir.

Na hora, achou que Jennie estava se oferecendo descaradamente para o Bryan.

Jamais pensou que fossem noivos de verdade!

"Como pode essa menina ter tanta sorte?!"

Raul falou quase rangendo os dentes.

"Agora faz sentido aquele grupo de capangas que eu contratei pra dar um susto nela ter mudado de lado!"

"Maldita! Essa garota agora realmente virou uma princesa do nada."

Tudo era inveja.

E muita frustração.

No fundo, vendo aquela garota magrela de antes agora tão bonita, Raul já considerava Jennie propriedade dele.

Saber que ela era a noiva do Bryan era demais para ele engolir.

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