"Mas... esse meu trabalho... nem pode sair à luz do dia."
"Qual o problema do nosso trabalho? A gente ganha dinheiro com o próprio talento. Tudo bem que tem uns negócios meio cinzentos, mas quando a empresa cresce, qual delas não tem um ou outro lado cinza? E, olha, desde que mudamos pra Cidade Vida, a gente já resolveu tudo isso."
"Mas, oficialmente, ainda não reconhecem a gente."
"Vão reconhecer." Jennie disse: "E não vai demorar muito, não."
Ela acreditava que, assim que o Sr. Comandante vencesse, ele daria reconhecimento ao Véus da Morte.
Marcos ficou um pouco balançado.
Jennie falou, com paciência: "Não desiste assim de cara, seja corajoso. Nenhuma dificuldade é maior do que a vontade de resolver, sempre tem um jeito."
De repente, Marcos apertou o punho.
Respirou fundo e disse: "Valeu, chefe, já sei o que fazer! Não posso ficar me lamentando, vou lutar pelo que quero. Só desisto se a Cecília não gostar de mim, senão, não largo o osso."
Jennie sorriu.
Nesse momento, bateram na porta.
"Pode entrar", Jennie disse.
Cecília entrou, trazendo uma bandeja.
"Chefe, terminaram o papo sério? Fiz um caldo de carne desfiada, querem provar?"
Jennie assentiu e chamou Cecília para comer junto.
"Ótimo."
Cecília serviu um pouco do caldo em cada tigela.
Jennie, atenta, percebeu que na tigela do Marcos não tinha cebolinha.
Marcos não gostava de cebolinha.
Ela curvou os lábios, com um sorriso sutil nos olhos.
Marcos, por outro lado, nem percebeu, ficou só elogiando a comida da Cecília, dizendo que estava deliciosa.
As três tigelas de caldo logo se foram.
De repente, Jennie disse: "Marcos, daqui a um tempo vou ter uma tarefa pra você. Por enquanto, vai treinando culinária comigo e com a Cecília."
Marcos ficou surpreso.
"Culinária? Eu só sei fazer miojo."
"Aprende rapidinho, com nós duas de professoras, você vai dar conta."
Marcos assentiu: "Se você diz, tá dito."
Jennie ainda perguntou sobre os planos do pessoal do Véus da Morte, depois saiu.
No caminho de volta, ela dirigia com a janela aberta, o vento entrava forte, deixando-a mais desperta do que o normal.
As palavras que disse para o Marcos pareciam servir para ela mesma também.
Talvez ela devesse ser mais corajosa com o Bryan.
Ele merecia que ela tentasse mais uma vez.
Se errasse de novo na escolha, paciência, azar o dela. Mas prometeu que nunca mais abriria o coração de novo.
Não podia ser como o Marcos, aceitando o destino antes mesmo de tentar.
Jennie apertou o volante, já decidida por dentro.
Enquanto isso...
Mansão Maple.
Bryan recebeu outra ligação.
Naquele dia, ele e Jennie receberam ligações quase ao mesmo tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....