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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 449

Ouviu-se apenas o Sr. Comandante reclamando do pai dela.

"Pois é! Não se engane com esse jeito de covarde que ele tem agora, na verdade ele é esperto que só, só está acostumado a fingir que não entende nada."

"Antigamente, nós éramos velhos companheiros de batalhão, ele entrou no exército no mesmo ano que eu."

"Naquela época ele já tinha esse jeito meio bobão, tanto que todo mundo achava que ele tinha problema de inteligência. Até o sargento mandava a gente cuidar dele, então muita coisa a gente fazia por ele."

"Só depois que a gente ficou mais próximo é que descobri: era tudo fingimento! Ele não tinha problema nenhum! Enganou todo mundo."

"Mas, vou te dizer, esse jeito dele de fingir de bobo me ajudou muito."

"A família Kairós também achava que ele era um idiota, que só estava onde estava por minha causa, mas não era nada disso."

"Na verdade, ele entrou naquele rolo todo porque ele mesmo armou uma cilada pra família Kairós cair. Até hoje eles acham que foi culpa deles, mas foi ideia do seu pai."

Jennie ficou completamente chocada.

Ganhou uma nova perspectiva sobre o pai.

Ela não sabia o que responder.

Não podia simplesmente ficar falando mal do pai junto com o Sr. Comandante, né?

Mas, se não fosse o Sr. Comandante contar, Jennie teria mesmo caído no truque do Amadeu com aquele jeito de bonachão.

Ela que olhou errado!

Pensando bem, faz sentido: se o pai dela fosse mesmo um bobão, por que o Sr. Comandante ia confiar tanto nele?

Também não é de se estranhar que a família Kairós agora não dê a mínima para a família Jardim, acham que todo mundo lá é tapado.

O jeito meio bobão do pai dela realmente faz qualquer um baixar a guarda.

Jennie contou tudo isso para o Bryan.

Bryan, no entanto, não se surpreendeu muito.

Jennie olhou para ele: "Você sabia que meu pai era desse jeito?"

"Não sabia, mas imaginei."

"... Só eu que fui enganada, então."

Jennie desligou a chamada com Bryan e foi junto com Dona Ema visitar o filho dela.

Desde o problema da Sylvia, Jennie ia toda semana fazer acupuntura no menino, e o mantinha tomando medicina tradicional.

No começo, o filho da Dona Ema não enxergava nada, depois começou a perceber um pouco de luz.

Agora, já conseguia distinguir formas humanas, ainda não era perfeito, mas já tinha melhorado bastante.

Jennie disse: "Daqui a uns vinte dias, os olhos dele vão estar bons."

Dona Ema quase chorou de emoção.

E, de fato, vinte dias depois, o menino da Dona Ema já enxergava normalmente, igual a qualquer pessoa.

Só que, se ficasse muito tempo usando os olhos, sentia um pouco de ardência.

Jennie examinou e disse: "Isso é normal, saia por aí, veja as montanhas, o mar, evite celular e livros por enquanto, vai melhorar aos poucos."

"Ainda precisa tomar remédio?" Dona Ema perguntou.

Jennie respondeu: "Já terminamos os três ciclos, não precisa mais remédio."

Dona Ema entendeu que era hora de ir embora com o filho.

Nem esperou Jennie avisar, no dia seguinte já procurou a Sra. Jardim para pedir licença por um tempo.

Na hora, Cecilia agarrou o braço da Sra. Jardim.

"Tia, está me desprezando? Eu cozinho muito bem, viu!"

Sra. Jardim achou que era brincadeira delas.

Mas, no dia seguinte, acordou e viu que Cecilia já tinha preparado o café da manhã para todo mundo.

Sra. Jardim foi até o quarto da Jennie, em silêncio: "É sério que você vai deixar a Cecilia no lugar da Dona Ema?"

"Claro, mãe! Não te falei ontem?"

"Cecilia é muito nova, e ainda é sua amiga..."

"Pode ficar tranquila, mãe, o temperamento dela é ótimo, e cozinha super bem."

"Fala a verdade para a mãe."

"Tá bom... Quero ela perto da senhora para proteger você. Ultimamente, a situação em Cidade Vitória está ficando complicada, não posso deixar nada acontecer com você. E com o Valentino, o Norberto e o Saulo, também botei gente para proteger."

Sra. Jardim então entendeu.

Cecilia era uma alegria só, toda simpática, Sra. Jardim voltou a ficar animada, e finalmente parou de se entristecer pela partida da Dona Ema.

Na casa dos Jardim era só alegria, enquanto na família Kairós o clima era pesado.

Tudo porque Eder tinha sido transferido por causa do caso da Luana, e em Cidade Vida, o apoio à família Kairós estava visivelmente enfraquecido.

Sr. Kairós perdeu a cabeça e explodiu.

No telefone, deu uma bronca monumental no Orfeu.

"Você faz besteira sozinho, mas por que arrastou a família Carvalho junto? Olha só a bagunça que você fez!"

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