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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 184

Francine ergueu o queixo assim que viu a mão estendida.

A ponta dos lábios curvou-se num sorriso enviesado, carregado de ironia.

— Está um pouco tarde para cavalheirismos, não acha? — murmurou, sem disfarçar a provocação.

Dorian inclinou levemente a cabeça, um brilho de desafio passando por seus olhos.

— Para dançar com você, nunca é tarde. — A voz saiu baixa, firme, quase um convite impossível de recusar.

Francine suspirou, revirou os olhos de leve, mas por fim pousou a mão na dele.

— Está bem… mas só uma música.

Ele sorriu satisfeito, e a conduziu com naturalidade para o centro do salão.

Assim que chegaram, o quarteto de cordas iniciou uma melodia suave, quase hipnótica.

A pista estava vazia, e por isso todos os olhares os seguiram, atraídos pelo contraste: ela, radiante no vestido que cintilava sob a luz, e ele, de uma elegância impecável, seguro de cada gesto.

Os primeiros passos foram silenciosos.

Francine, acostumada a multidões, sentiu-se estranhamente exposta naquele espaço aberto, com todos observando e com aquele homem segurando-a com tanta firmeza e, ao mesmo tempo, cuidado.

Incomodada com o peso do silêncio, ergueu os olhos para ele.

— E então, o que significa tudo isso? — perguntou, num tom leve, mas com a ponta de sarcasmo que usava sempre que queria manter distância.

Dorian soltou um leve suspiro, desviando por um instante o olhar como se buscasse as palavras certas.

— Eu sabia que você viria ao baile — disse ele, a voz baixa, grave, carregada de algo entre orgulho e alívio. Seus olhos percorreram o rosto dela, demorando um pouco mais nos lábios delicadamente maqueados, descendo até a curva da cintura e voltando aos olhos dela, como se quisesse memorizar cada detalhe. — Só não imaginava que viria… assim.

Francine ergueu uma sobrancelha, a elegância intacta apesar do coração acelerado.

O tom que usou tinha um fio de ferro que tentava esconder o tremor que sentia por dentro:

— Não vim por você, Dorian.

O canto da boca dele tremeu, quase um sorriso, mas não chegou a se formar.

Ele inclinou-se um pouco mais, mantendo a cadência dos passos.

— Eu sei que não. Mas não muda o fato de que finalmente nos encontramos. E já se passaram dois meses desde a última vez. — Aproximou-se do ouvido dela, e a voz rouca desceu num murmúrio que arrepiou a nuca dela. — Você não tem ideia de como esses meses foram… longos.

Por um instante, Francine sentiu a muralha que construíra começar a ceder.

Ela percebeu o nervosismo por trás da fachada imponente dele, o modo como os dedos firmes nas costas dela pareciam reprimir um tremor.

Ainda assim, não quis ceder tão fácil.

— Você também não faz ideia, Dorian, de como esses meses foram difíceis pra mim. — A voz saiu suave, mas havia ali um toque de mágoa. — Longe de amigos, magoada, com medo de não ter dinheiro pra pagar um café no dia seguinte…

Dorian inclinou o rosto até quase roçar o dela, e a gravidade de seu tom fez a música ao redor parecer mais distante.

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