Bela Flor - Romance gay Capítulo vinte e oito

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POV: Yujin

ㅡ Flagrado saindo da casa do dono do famoso restaurante cinco estrelas "Kim's", Kim Yujin mostra-se ser o motivo do fim de um relacionamento de anos entre Kim Noram e Kim Arim. Noram, que atualmente é chefe de Yujin, já havia caído em rumores onde sua esposa via redes sociais mostrava-se triste com uma suposta traição que já vinha acontecendo há algum tempo. Seria esse o caso, então? Kim Noram e Kim Yujin estariam vivendo um romance secreto? Há quem diga que sim, principalmente os paparazzis que contam como foram expulsos e agredidos por Kim Noram logo após perceber a presença da mídia durante essa manhã.

Leio aquilo e sento-me sobre o sofá, perplexo.

Hyun-Suk continua me olhando, mas ele sabe bem que tudo isso é mentira, por isso vejo-o buscar o celular e demonstrar sua insatisfação ao rolar a tela e continuar lendo a notícia.

ㅡ Há quem diga que esse romance secreto seja antigo. As fotos revelam como ambos parecem íntimos. ㅡ ele rir ao ler aquilo, negando. ㅡ quantos anos essas pessoas têm? Treze?! As fotos só tem você saindo da casa dele, não é nada de mais.

ㅡ Nada de mais? Como Noram vai lidar com isso?

ㅡ Vocês não devem nada a ninguém, Yujin, muito menos a mídia que só quer saber das fofocas. Você sabe, quantas vezes o meu nome já saiu nessas coisas? Logo esquecerão, relaxa.

ㅡ Relaxar? E se isso afetar meu trabalho? Eu sou um chef, Hyun-Suk, mas o restaurante Kim's é a minha primeira e sólida experiência. Se eu perdê-lo ainda mais para um rumor de traição, como acha que irei ficar?

ㅡ Vou pedir para Hajun ameaçar eles e forçar para que tirem, ele sempre faz isso.

Respiro fundo e busco meu celular. Percebo como minhas mãos estão trêmulas, mas disco o número de Noram e ouço a chamada ecoar.

ㅡ Yujin?

ㅡ Eu preciso que você venha aqui.

ㅡ Eu já vi. Pode ficar tranquilo, eu vou fazer com que tirem isso e vou processá-los, não podem te difamar assim.

ㅡ Por favor, vem pra cá. Eu... preciso de você.

Ouço o suspiro longo de Noram, mas sua confirmação de que virá em seguida.

Tento voltar a sentar e a relaxar, mas nunca tive meu nome em fofocas, e isso me deixa a ponto de entrar em colapso.

Minutos depois, Noram chega. Eu permito sua subida e suspiro pesadamente quando abro a porta e sinto seus braços me rodearem com força.

Repouso minha cabeça em seu peito e o aperto também.

ㅡ Hajun disse que já está em contato com eles. ㅡ Hyun-Suk diz, fazendo-me despertar e soltar Noram. Ainda olho em seus olhos, ele parece despreocupado quanto aos rumores.

ㅡ Desculpa isso estar acontecendo.

ㅡ Você não tem culpa.

ㅡ Em partes, tenho sim. Descobri que foi Arim que permitiu a entrada dos paparazzis no condomínio hoje pela manhã, ela armou tudo isso.

ㅡ A sua ex-esposa fez isso?

ㅡ Ela quer me destruir.

Deixo que ele enfim entre e Hyun-Suk se apresenta devidamente. Noram senta ao lado dele, eu lhe ofereço algo para beber, mas ele nega.

ㅡ Quem é Hajun? ㅡ Noram pergunta.

ㅡ É um amigo. ㅡ digo. ㅡ ele é advogado.

ㅡ Dono da Jung advocacy. ㅡ Hyun-Suk explica, mas Noram nega.

ㅡ Acho que não conheço.

ㅡ Ele é o melhor dentre todos os advogados, e vai resolver isso logo.

Noram assente e parece um pouco deslocado. Talvez pela presença de Hyun-Suk, mas sento ao seu lado e sinto sua mão tocar meu joelho. Seu sorriso para mim, é terno, mas me conforta de forma que faz tudo parecer pequeno por uns segundos.

ㅡ O que pretendem fazer? ㅡ Hyun-Suk pergunta, rompendo o silêncio. ㅡ depois disso tudo. O que vão fazer?

ㅡ Como assim? ㅡ pergunto.

ㅡ Ele quer saber se vamos continuar juntos ou não.

ㅡ Geralmente, digo por minha experiência, quando coisas assim acontecem, mesmo que logo caia, deixamos com que a poeira baixe para prevenir outra fofoca.

ㅡ Mas eu não me importo com isso. ㅡ Noram diz. ㅡ me importo em como Yujin ficará com toda essa exposição, e também vou conversar com Arim, talvez ela não pense com clareza agora, mas ainda temos um filho, tudo isso também recai sobre ele.

ㅡ Tem razão. ㅡ Hyun-Suk concorda.

No segundo seguinte o celular toca. É Hajun. Hyun-Suk o atende e ouve quieto o que ele diz, segundos depois ele nos dá um sorriso e agradece antes de findar a ligação.

ㅡ Já está fora do ar.

Deixo com que todo o ar dos meus pulmões seja liberado e sorrio, encarando Noram.

ㅡ Eu disse que ele era o melhor.

ㅡ Preciso agradecê-lo. ㅡ Noram diz, mas Hyun-Suk estala a língua, se pondo de pé.

ㅡ Talvez depois. Vamos marcar o tal encontro de amigos e conversas para outro dia. ㅡ ele diz, me olhando. ㅡ você pode ir se quiser. ㅡ e outra vez diz olhando para Noram.

Percebo como o meu chefe fica perdido no assunto, mas sorrio e me ergo, abraçando meu amigo.

ㅡ Obrigado por me ajudar também.

Hyun-Suk não é de receber ou demonstrar carinho, por isso apenas dá de ombros e me afasta, caminhando em direção a porta.

ㅡ Fique bem.

Vejo-o ir e outra vez fecho a porta, respirando fundo quando encaro Noram.

Ele fica de pé, caminhando em minha direção e para a minha frente.

ㅡ Você já vai?

ㅡ Você vai ficar bem?

ㅡ Posso tentar fazer o possível.

ㅡ Sinto muito mesmo pelo que ela está fazendo, Yujin. Sei que você de uma forma ou de outra é o que mais sai machucado nisso tudo porque não merece nada do que aconteceu. ㅡ sua mão se ergue e toca meu rosto, fazendo um carinho leve em minha bochecha.

ㅡ Você está arrependido?

ㅡ Pelo contrário. Estou feliz por ter tido uma noite incrível com você e por estar aqui também. Se eu pudesse cuidaria de você e protegeria você...

ㅡ E quem disse que você não pode? ㅡ sorri o abraçando outra vez e o olhei de baixo. ㅡ fica mais um pouco.

ㅡ Tem certeza? ㅡ assenti e o vi sorrir. ㅡ tudo bem, eu fico.

POV: Hajun

Me sentia cansado.

Com tantos processos, tantas vezes que livrava meus amigos das confusões em que se encaixavam e tantas coisas para resolver da minha própria vida, minha mente começava a borbulhar.

Mas eu não conseguia parar de pensar em um assunto em particular.

Meus pensamentos eram abarrotados por uma coisa.

Ou melhor, duas.

Min JiHo e Kim Taeshin.

Nunca pensei estar no meio de algo assim, até porque Taeshin não era para passar de uma noite. Da noite da boate. Mas não consegui resistir ao seu jeito cafajeste de dançar, junto ao seu sorriso safado e seu corpo cheio de atitude, o que me deixou completamente rendido e fodido.

Já com JiHo sempre foi diferente. JiHo me dominava desde cedo, mesmo sendo ele o submisso, mas ele dominou meus pensamentos adolescentes e atrevo-me a dizer que também o meu coração, e mesmo depois de anos, parecia a mesma intensidade quando nos encontrávamos.

Mas, depois que o mais novo chegou, eu me senti dividido pela primeira vez.

Sentia-me errado por estar ficando com os dois, mas me sentia incapaz de escolher. Então, com o meu celular em mãos eu via as mensagens que ambos haviam acabado de me enviar.

sair àquela noite, mas somente um poderia ir comigo, e não dava para escolher, então minha cabeça fervia para tal decisão.

Droga... ㅡ Xinguei ao ver Taeshin me mandar alguns emojis junto a cobrança de resposta para sua pergunta.

Isso me enlouquecia. Ele era calmo, mas atrevido. E era romântico. Amava beijos e carinhos, diferente de JiHo que na maioria do tempo era fechado e apático.

queria me ver e ir ao meu apartamento só para fodermos, o que ultimamente só fazíamos na realidade, e era o seu modo direto que me fazia cair em tentação à maioria das vezes.

JiHo sempre foi o filho da puta rabugento, mas eu o descobri, e o dominei, e tomei gosto por tal coisa. Não consigo imaginar outra pessoa o dominando ou lhe tocando, isso me dá nos nervos.

Mas com Taeshin eu descobri a forma divertida da coisa, a forma divertida até de namorar, de ficar junto, e até de transar, já que o garoto é um puta brat do caralho que me atiça.

Taeshin é comandado até quando quer me foder, e não que seja constantemente, mas ele debocha, e da forma dele desdenha de minhas ordens, testando-me e me fazendo ir a um nível máximo, onde ele implora por mais, com chicotadas e tapas, deleitando-se ao prazer com a dor.

Um puta masoquista.

Talvez eu esteja me afundando e isso me faça perder as estribeiras com ambos, mas não estou disposto a abrir mão de nenhum, então penso em qual dar uma desculpa plausível a um, mas remoo e demoro, não tendo coragem para responder de

de meia hora depois, é que decido responder a JiHo, mas infelizmente, não da forma em como o quero.

Sinto-me carente, então Taeshin topará com certeza passar um tempo no sofá, assistindo a algo bobo e sem sentindo, se perdendo em beijos roubados, e não somente

seu modo direto em mensagens, é sempre mais fácil falar que não estou afim ou que estou ocupado, e em resposta, eu o digo que ficarei preso na empresa até mais tarde, exausto demais para lhe foder da forma em como ele quer

E ele entende fácil, mandando como resposta apenas um "Tudo bem" e isso faz sentir-me péssimo, porque é somente para isso mesmo que lhe sirvo.

Para foder e nada mais.

Mas então eu mando mensagem para Taeshin, e ele me responde também, e novamente me enche de emojis coloridos e cheios de corações, e diz que não vê a hora de

No fim, marcamos na minha casa.

E eu sou rápido quando chego, caminhando até meu quarto e retirando o terno que uso para

tenho cerca de meia hora até que Taeshin chegue.

Aproveito para passar o óleo que sei que ele adora sentir o cheiro em minha pele e visto uma roupa leve, preparando na tv algo para assistirmos.

E enquanto eu ainda rolo o catálogo de filmes inúteis, a campainha toca, sempre três vezes no mesmo ritmo infantil, mas que me deixa completamente bobo.

Olá. ㅡ digo assim que abro a porta, me encostando no portal.

Taeshin sorri, sendo rápido em me abraça pela cintura, e o seu cheiro parece me acalmar instantaneamente em um dia estressante.

Você está cheiroso. ㅡ ele diz afundando o nariz em meu pescoço, fazendo-me sentir cócegas.

Entre. ㅡ peço buscando-o pela cintura, e é fácil de arrastá-lo, então fecho a porta com o pé, já buscando sua boca para beijar-lhe.

E Taeshin sorri entre o beijo, jogando os braços por meus ombros, me abraçando forte, juntando ainda mais nossos corpos para dar impulso ao nosso encontro.

ㅡ Senti sua falta. ㅡ ouço-o falar, ainda colado

Também senti a sua, anjo. ㅡ falo roubando-lhe outro beijo, sentindo-o sorrir outra

Taeshin faz-me sentir dez anos mais jovem, como um louco adolescente.

ㅡ Conseguiu achar um filme bom para assistirmos? Porque o último me fez dormir. ㅡ fala seguindo para a sala, sentando-se em meu sofá.

tentei, mas falhei. ㅡ digo buscando meu celular. ㅡ o que irá querer

ㅡ Pizza?

ㅡ De queijo?

Com certeza de queijo. ㅡ fala sorrindo, ficando sobre os joelhos no sofá. ㅡ tem aquele

ㅡ Filme, pizza e vinho, Taeshin?

ㅡ Exatamente.

ㅡ sorrio, indo para a adegada. ㅡ só serve aquele? ㅡ pergunto olhando os

ele é docinho e te deixou sorrindo a toa. Você é um doce quando sorri à

nego me sentindo novamente como um adolescente e dedilho as garrafas, buscando enfim o que Taeshin

Copo ou taça? ㅡ pergunto da cozinha, vendo-o escolher

Copo com certeza. Se não for assim eu vou derrubar e manchar todo o seu sofá

Você já o manchou uma vez. ㅡ digo sorrindo e buscando dois copos. ㅡ aliás, foi caro demais para tirar aquela mancha, sabia? E o pior foi explicar o que era a

não tive culpa. ㅡ responde travesso, me olhando e esticando a mão ligeira para buscar um dos copos ㅡ Você que pediu para

próxima colocaremos um plástico antes então. ㅡ falo brincando consigo, vendo o modo em como ele me olha

Falando assim nem parece que você é rico

Até sou. Mas Taeshin, esse sofá custou dez mil dólares, eu preciso cuidar um pouco, uh? ㅡ falo buscando abrindo a garrafa, já que é

porra não vale tanto assim, não é? ㅡ pergunta me olhando do jeitinho que me

disse, um filho da

um filho da puta lindo e que me deixa bobo

é isso meu doce. ㅡ falo abandonando a garrafa junto ao copo que seguro sobre o móvel de centro e o puxo para mim, deixando seu copo ali também. ㅡ você vale muito

posso gozar no seu

Não prefere que seja na minha boca? Ou em qualquer outro lugar. O que você

Você é um safado, Jung Hajun. Apesar de que gozar nessa boquinha deve ser

Eu não falei pra valer. ㅡ digo,

quero saber. Se falou já era, eu vou cobrar

perdido com você, não é? ㅡ pergunto sentindo-o sentar sobre minhas pernas, enquanto por puro costume, levo minhas mãos para seu

muito perdido. ㅡ responde roubando pequenos beijos

um pouco com o beijo desajeitado que Taeshin dá, mas o abraço forte, sentindo-o suspirar a cada vez que minhas mãos o apertam, ou que nossas línguas se

Pede logo a pizza, Hajun. ㅡ diz abafado, ainda me beijando. ㅡ

então sai de meu colo, servindo os copos com o vinho, enquanto eu peço a pizza por

filme que ele também escolheu é iniciado, e seu corpo vem até o meu, aconchegando-se naturalmente, fazendo-me sentir o cheiro de

a acariciá-los devagar e me perco no modo em como Taeshin fica a vontade a cada segundo, não se importando com