— Você pode desacelerar? — Eu gemi, — Minha barriga dói. Você está pressionando os ombros contra ela.
— Não me importa. — Houve uma pausa. — Eu parei de me importar assim que você fez aquele anúncio estúpido.
— Como se você se importasse antes. — Eu rolei os olhos.
Ele chutou a porta aberta com o pé, entrou com firmeza e me jogou, quero dizer, ele me lançou naquela cama enorme.
Eu ressaltei na cama por alguns segundos antes de ficar parada.
— O que diabos! Eu poderia ter caído no chão, batido a cabeça e quem sabe até morrido.
— Talvez isso seria melhor. — Sua voz fez os pelos da minha pele se arrepiarem e eu resisti ao impulso de me encolher diante do olhar que ele me lançou, a expressão de desprezo em seus olhos.
As veias na parte de trás de sua mão estavam salientes, e sua mandíbula estava tensa enquanto ele explodia. — Eu pedi para você vir para a casa e me esperar.
Eu me sentei confortavelmente na cama e demorei para responder para não gaguejar. — Eu não queria. Você não pode simplesmente me dar ordens. Além disso, se eu tivesse vindo, eu teria ido com você e Bella, sentada no banco de trás pegando vela, certo?
Ele riu sarcasticamente. — Você simplesmente odeia a coitadinha, não é? Ela é sua irmã!
Levantei a palma. — Você não precisa gritar isso no meu ouvido, eu sei que ela é minha irmã, Infelizmente, mas você acabou de se referir a ela como uma “coitadinha?” “Coitadinha!” Joguei a cabeça para trás e ri. Eu me perguntei se ele ainda continuaria pensando que ela era uma coitadinha se soubesse…
— Porquê você está tão determinada a se divorciar?
— Porque você é um idiota e eu não quero mais nada com você, — Eu fiz uma careta.
— O que você quer para não mencionar essa palavra irritante de novo?
— Que palavra? Eu bati as pestanas. — Divórcio?
A linha entre as sobrancelhas se aprofundou e ele começou a andar de um lado para o outro na sala, os dedos passando pelo cabelo em frustração. — Isso é uma piada para você? Um jogo? Porque eu não entendo, eu não entendo você. — Ele parou em frente à cama, — Você está brincando comigo, Sydney?
Aquele olhar que eu vislumbrei em seus olhos antes de se transformar novamente em raiva, a leve queda em seu tom e volume quase me fez sentir pena dele. Me fez querer puxar ele para perto de mim, massagear o couro cabeludo dele e prometer que nunca o deixaria.
Balancei a cabeça e engoli em seco. — Não é divertido para mim também. Eu realmente só quero o divórcio. Para ser mais clara, não quero mais ficar casada com você.
Ele me observou por um tempo e então falou, sua voz soava dura, áspera, e sua mandíbula estava tensa. Ele levantou o queixo. — Certo então. Se eu vou assinar os papéis do divórcio, então eu tenho uma condição.
Minhas sobrancelhas se ergueram e eu temi qual seria sua condição.
Os cantos de seus lábios se curvaram em um sorriso sarcástico e seus olhos brilharam de travessura.
— Se você quiser o divórcio, você teria que me dar um milhão de dólares como indenização.

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