DENNIS
Eu bati o punho na mesa de Cole, fazendo tudo que estava em cima tremer.
— O que diabos você quer dizer com não conseguir encontrar ele? Eu ouvi direito ou de repente desenvolvi algum problema no ouvido?
Cole se encolheu. Seus olhos estavam arregalados de medo e remorso.
— Desculpa, cara, eu tentei de tudo. O James simplesmente... Desapareceu sem deixar rastro depois de levar todo o nosso investimento.
A raiva ferveu dentro de mim. Eu agarrei Cole pela gola e o joguei contra a parede.
— Você é o especialista! Foi você quem garantiu por esse cara!
— Eu sei, eu sei. — Cole gaguejou, levantando as mãos defensivamente. — Acredite em mim, eu tô tão arrasado quanto você. Eu perdi cada centavo também!
Eu dei uma risada irônica.
— Sério? Bem, para você é mais fácil ficar tranquilo por perder trocados. Eu investi 6 milhões reais, cara! Você tem ideia do quanto eu sacrifiquei para juntar esse dinheiro?
As lembranças voltaram, de tudo que eu tive que abrir mão para levantar aquele dinheiro. Eu pensei que, se o investimento daquele certo, poderia comprar uma coleção nova e muito mais. Naquele momento, tudo que eu tinha para mostrar era NADA.
Soltei Cole, e minhas mãos trêmulas começaram a puxar meu cabelo de forma desordenada. Comecei a andar de um lado para o outro, minha mente correndo sobre como eu poderia corrigir aquilo.
O bar estava indo bem, mas não o suficiente para absorver uma perda tão grande rapidamente.
— Eu estou arruinado... — Murmurei, então me virei para Cole novamente. — Isso é culpa sua! Foi você quem me convenceu a entrar nessa história com seus grandes sonhos de lucros que iam mudar nossas vidas!
Cole se encolheu com a minha voz estrondosa.
— Eu não sabia que ele ia armar um maldito esquema de Ponzi! Os antecedentes, a documentação, tudo parecia certo!
— Pois claramente não estava certo! — Eu peguei um peso de papel de vidro na mesa e o arremessei pela sala. Ele estourou contra a parede com um estrondo assustador.
A secretária de Cole enfiou a cabeça pela porta, alarmada.
— Está tudo bem, Sr. Taylor?
— SAIA! — Eu rugi, fazendo com que a mulher recuasse em pânico antes de sair correndo.
Com o peito arfando, apoiei as mãos na mesa enquanto lutava para recuperar o controle. Levantei o olhar para o Cole abalado.
— Me diz que ainda tem um jeito de rastrear esse desgraçado e conseguir nosso dinheiro de volta.
Cole só pôde balançar a cabeça com pesar.
— Não tem jeito, cara. Ele cobriu as pistas muito bem.
Aquelas palavras dele detonaram os últimos fios da minha paciência. Virei a mesa com um grito animal, fazendo papéis e materiais de escritório voarem pela sala.
— Eu tô arruinado!
Peguei uma garrafinha de cristal do carrinho de bebidas e a joguei contra a parede, estilhaçando-a em mil pedaços.



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