PONTO DE VISTA DA AUTORA
— Você quer que eu entre com você? — Perguntou Dennis, se agachando diante de Amie.
Amie balançou a cabeça, exibindo um sorriso no rosto.
— Estou bem, papai. Eu consigo entrar sozinha.
Embora estivesse assustada, fazia tanto tempo e ela não sabia se seus amigos ainda se lembravam dela. No entanto, não queria que o papai se preocupasse. Além disso, ele precisava ir trabalhar, pois ela sabia que ele não podia ficar na escola com ela.
Dennis notou a incerteza nos olhos de Amie antes que ela a disfarçasse com um sorriso suave. Ele ia a confrontar, mas parou na última hora.
"Provavelmente, ela precisa resolver isso sozinha." Pensou para si mesmo.
Então, pressionou um beijo em sua testa e acrescentou:
— Se certifique de levar sua comida, tá bom?
Amie assentiu, mantendo o sorriso.
— E se precisar de alguma coisa, vá até o diretor e peça para ele me ligar ou ligue para sua mãe, tá?
— Sim, papai. Eu vou.
Dennis retirou um fio de cabelo do rosto dela e, com voz suave, disse:
— Seja uma boa menina, tá?
— Vou, papai.
Ele soltou um suspiro e finalmente se despediu, rezando para que ela ficasse bem.
Amie acenou até que o papai saísse do estacionamento da escola.
Ela permaneceu diante do imponente prédio de sua escola, que agora lhe parecia ameaçador. Se perguntava quantos estudantes estariam ali, o que diriam ao a ver e se ninguém a reconheceria?
Apertou os olhos e, encerrando a enxurrada de perguntas que invadiam sua mente, sussurrou para si mesma:
— Apenas entre e obtenha suas respostas.
Então, caminhou até o prédio.
Ficou parada, de maneira constrangida, na porta, espiando os alunos que se reuniam ao redor dos armários e conversavam entre si.
Suspirou, feliz, pois sentia falta de tudo aquilo: das tarefas, dos armários, da correria para a cafeteria, de segurar as lancheiras e muito mais. Sentia falta de tudo.
Respirou fundo, se preparando para o que quer que acontecesse.
Logo que deu um passo à frente, ouviu um grito.
— Amie! — Exclamou um de seus amigos, extasiado ao a ver na porta, enquanto um grupo de colegas corria em sua direção.
Imediatamente, Amie se sentiu acolhida. Eles não a haviam esquecido e ainda eram seus amigos.
— Amie, você voltou!
— Como você está?
— Faz tanto tempo, sentimos sua falta.
— Eu senti saudade de você, Amie, me dá um abraço.
Os que assistiram à festa perguntaram quando ela faria outra celebração. Conversaram e riram, contando a Amie histórias sobre acontecimentos curiosos ocorridos enquanto ela estava ausente.
Quando o sinal tocou, todos foram para a sala de aula.
Conforme passava de uma aula para outra, Amie ficou feliz por estar aprendendo novamente. Cada professor sorria para ela e a recebia com palavras de incentivo:
— Se houver algo que você não entenda e precisar de ajuda, não hesite em vir falar comigo. — Diziam, cada um à sua maneira.
Ao soar o sinal do almoço, os alunos correram uns contra os outros até a cafeteria, como nos velhos tempos. Experimentaram a comida uns dos outros e comeram até ficarem satisfeitos, para depois saírem para brincar.
Chegou a vez de Amie no balanço. Enquanto ela se impulsionava, sua amiga, que aguardava a sua vez, perguntou:
— Amie, como é ter dois papais?
O balanço diminuiu a velocidade conforme Amie fez o mesmo. Ela franziu o cenho.
— Dois papais? Eu não tenho dois papais. — Respondeu ela.

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