Assim, a noite de Natal chegou na Vila São Caetano. Dessa vez, a ceia foi preparada na casa de Denise e Saulo, que capricharam em cada detalhe e fizeram um grande banquete para celebrar a família reunida. Em meio a risadas, conversas animadas e piadas que cruzavam a mesa, reinava uma harmonia tão leve e sincera.
— Todos os anos têm sido bons… — disse Denise, com os olhos brilhando enquanto observava as filhas conversando juntas, sorridentes e tranquilas. — Mas este ano… este ano se superou.
— Sim… — Saulo respondeu, passando o braço por seus ombros, orgulhoso da família que construíram. — Esse foi um ano incrível, meu amor.
Noah e Elisa discutiam qual sobremesa iriam repetir, Eloá e Gael trocavam confidências com Henri e Catarina, que exibiam discretamente o anel em seu dedo, e Aurora e Oliver apenas observavam tudo, como dois guardiões satisfeitos que viam, diante de si, o fruto de anos de amor, luta e crescimento.
Henri, de vez em quando, deixava a mão repousar sobre a coxa de Catarina, como se precisasse provar para si mesmo que ela estava ali, que era real. Já ela, ainda emocionada com o pedido de casamento, não conseguia evitar a sensação de que aquele era o início da vida que sempre sonhou, mas nunca ousou acreditar que teria.
— Sabe o que mais me deixa feliz? — comentou Aurora, baixinho, para o marido. — Ver todos eles bem… cada um seguindo o seu caminho, mas sempre voltando para casa.
— Como tem que ser — ele respondeu, beijando-a na têmpora. — Como sempre será.
Do outro lado da mesa, Eloá levantou uma taça.
— Eu proponho um brinde!
As conversas diminuíram, as cabeças se voltaram para ela.
— Ao amor — disse Eloá, com um sorriso doce. — Ao perdão, aos recomeços… e ao fato de que, mesmo quando tudo desanda, a gente sempre encontra o caminho de volta.
— E à família — completou. — Eu amo cada um de vocês. Mal posso esperar para terminar a faculdade e voltar de vez para casa.
— À família — repetiram todos.
E quando as taças se tocaram, o som do cristal pareceu selar aquele momento como algo eterno, precioso, guardado no tipo de memória que aquecia o peito.
Depois do brinde, Alice pediu a palavra em meio a todos.
— Já que estamos em clima de comemoração… — começou, com um sorriso contido e as mãos entrelaçadas às de seu marido, Caio. — Eu e o Caio temos uma notícia para vocês.
Instantaneamente, todas as atenções se voltaram para o casal, os olhares curiosos percorriam cada rosto em volta da mesa.
— Eu estou grávida!
O anúncio explodiu no ambiente como fogos de artifício. Gritos, aplausos e exclamações animadas preencheram a sala. Aurora, que estava mais afastada, levou a mão à boca, incrédula. Em seguida, correu para abraçar a irmã, com os olhos marejados.
Naquele instante, não era uma mulher adulta e forte que Aurora sentia nos braços. Era a irmãzinha pequena que ela um dia teve que deixar para trás quando fugiu, a menina que ficou em suas saudades, e que após tantos sofrimentos, ela conseguiu recuperar. A vida agora devolvia um presente que Aurora jamais imaginou testemunhar.
— Parabéns, minha irmã… — sussurrou, apertando-a com carinho. — Eu nem posso acreditar que vivi para ver isso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...