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Caminho traçado: uma babá na fazenda romance Capítulo 86

Peguei o celular da mão da Denise imediatamente, tentei ligá-lo, mas parecia está descarregado.

— Me tragam um carregador agora! — Gritei.

Estava nervoso. O que Liana havia feito com a Aurora? Denise trouxe um carregador, então coloquei o celular na tomada, mas o telefone demorou para ligar.

— Mas que merda! — Meu estresse já havia voltado.

— Calma Oliver. — Saulo falava.

— Como ter calma, Saulo? O celular dela estava com a Liana, o que ela fez com a Aurora? — Perguntei preocupado.

— Vamos perguntar para a Bia.

— Ela está inconsciente, esqueceu?

— Que droga, é verdade! Vamos à polícia denunciar o desaparecimento de Aurora então. — Saulo tentava achar uma solução.

Minha cabeça começou a doer de um jeito desesperador, após checar o celular, vi que as últimas conversas que tive por mensagem com a Aurora, foram, na verdade, respondidas por Liana.

— E se Liana matou a Aurora?

Denise falou e logo uma pontada forte veio em minha cabeça, comecei a ver a casa rodar e senti meu corpo cair no chão.

[…]

— Oliver, Oliver!

Ouvia a voz de Saulo me chamar, meu corpo balançava de um lado para o outro.

— Onde estamos? — Perguntei.

— Dentro do meu carro. — Ele respondeu.

— O que aconteceu? — Não me lembrava de muita coisa.

— Você desmaiou e não consegui te acordar de modo algum.

— Por que estamos em seu carro?

— Estou te levando para o hospital da vila.

— Não precisa, já estou melhor.

— Sei que ia dizer isso, então me adiantei, mas estou te levando por outro motivo.

— A Bia?

— Sim, ela acordou.

— Você é muito eficiente mesmo, hein? — Bati no ombro do meu melhor amigo.

— Minha eficiência te custará caro meu amigo, eu te falei Dubai, não esqueça, Dubai!

— A Denise devia ser castigada por falar que a Aurora está morta, e não ser presenteada com uma viagem.

Falei brincando, mas, no fundo, não gostei dela ter cogitado a ideia da morte de Aurora, não quero pensar numa possibilidade dessas de modo algum.

— Não se preocupe, essa noite eu a castigarei!—Saulo respondeu com malícia.

— Pelo amor de Deus, me poupe disso, Saulo. — Revirei os olhos, enquanto ele gargalhava.

Quando chegamos ao hospital da vila, visitei meu segurança que havia se machucado primeiro.

— Como você está, Morais?

— Melhor, senhor, o médico falou que em menos de 1 mês poderei voltar a andar normalmente, após a fisioterapia.

— Não se preocupe com nada, vamos cuidar de tudo para você.

— Obrigado senhor, nós tentamos de tudo para impedi-la.

— Eu sei, vocês fizeram um ótimo trabalho.

— Não temos conhecimento de nenhum familiar, só descobrimos que ela é a mãe do seu filho e sua ex noiva.

— Como você mesma disse: é ex, permaneço não tendo nada a ver com isso.

— Senhor, se ninguém vier liberar o corpo, ela será enterrada como indigente.

— Que seja, já estão fazendo até demais por ela, lhe dando um sepultamento.

— Mas ela é a mãe do seu filho.

— Liana pode ter sido tudo nessa vida, menos a mãe do meu filho! — Respondia sem paciência alguma.

— Tudo bem, o senhor tem o contato de algum familiar dela?

— Monstros não tem família.

— Entendi senhor. Agradeço a paciência por qualquer incômodo e tenha uma boa noite.

Sei que não devia descontar minha raiva em outra pessoa, mas eu estava tão revoltado com tudo que tinha acontecido. Liana fez tudo tão bem pensado.

Ela não merecia ter um velório ou enterro digno, pois, considerando sua vida, passou a maioria do tempo fazendo mal aos outros. Além disso, quando chegou aqui numa caravana, havia fugido de outra cidade, vai saber o que ela havia aprontado por lá. Se não havia tido contato com sua família todo esse tempo, com certeza, algo grave devia ter feito. Liana não era uma pessoa de confiança, prova disso, foi o que fez com a única amiga que tinha. Ela era o tipo de mulher que, para conseguir o que queria, passava por cima de tudo e de todos. Infelizmente, descobri tarde demais.

— O que vai fazer? — Saulo perguntava enquanto trazia um copo de água para mim.

— Não sei, vou ao aeroporto, tentar descobrir o destino da passagem, alguma imagem da câmera, sei lá.

— Será que ainda consegue? Já se passaram tantos meses. — Disse desanimado.

— É o que tenho como ponto de partida. Coitada da Aurora. O que será que está acontecendo com ela? Me sinto tão culpado.

— Não se sinta mal, cara, você vai encontrá-la e dará tudo certo. O que ela fez foi uma prova de amor por você e pelo Noah.

— Sei disso e vou recompensá-la tanto quando voltar para casa. O que me deixa perturbado é saber que ela saiu daqui, sem rumo e sem a ajuda de ninguém. Além disso, eu, com aquela brincadeira de descontar seu salário, não a pagava direito, ela saiu daqui com pouquíssimo dinheiro.

— Relaxa, ela é esperta, deve estar vendendo lacinhos por aí…

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