Víctor Rodrigues procurou por toda parte e não achou sinal de Freya. Ele correu na direção de Cecília.
— Cadê a Frey?
— Por que ela não voltou ainda? — Cecília apontou para a direção dos banheiros, sentindo a pálpebra esquerda tremer. — Vou lá ver.
— Eu vou com você.
Cecília se virou e, ao longe, viu Cesar Soares saindo do carro. Arregalou os olhos. Ele não tinha dito que não viria?
— Irmão, por que o Diretor Cesar está aqui?
Um turbilhão de emoções cruzou o fundo dos olhos de Víctor, mas ele disse a verdade.
— A Frey está aqui. Não é normal ele vir?
Cecília ficou levemente animada e deu um empurrãozinho no braço do irmão.
— Sabe, eu começo a shippar o Diretor Cesar e a Frey.
Víctor moveu os lábios com amargura. Parecia que havia cem quilos de algodão presos em sua garganta.
Cecília acelerou o passo.
— Vou procurar a Frey.
Isaque Dourado ouviu o relato do mordomo e seus lábios finos se comprimiram em uma linha afiada.
Ele correu imediatamente.
Foi um péssimo momento.
Deu de cara com Cesar Soares.
Cesar olhou para a atitude ligeiramente afobada de Isaque. Era raro algo fazer o herdeiro dos Dourado perder a postura.
Isaque engoliu a fúria avassaladora nos olhos e disse, mantendo o tom controlado:
— Cesar, aconteceu algo com a sua esposa.
O olhar cortante de Cesar se cravou em Isaque.
— Onde ela está?
Isaque já havia ordenado que arrombassem a porta, mas não quis perder tempo.
— No banheiro da ala leste.
— Feche todas as saídas.
— Já mandei trancar tudo. — Isaque explicou a situação.
Uma urgência abrasadora tomou conta dos olhos negros de Cesar. Seus passos eram tão rápidos que deixavam um rastro pelo ar. Cada movimento transbordava uma impaciência avassaladora.
Isaque tentou acompanhar o ritmo de Cesar.
— Cesar, meus homens perceberam a situação e já agiram. Eu garanto que a cunhada não vai se machucar.
Cesar não parou. Sua voz soou fria e sombria.
— Se acontecer alguma coisa com ela, eu arranco uma das suas pernas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Arranjado com o Magnata Frio