Miguel abriu a boca e tentou olhar para Cesar acima dele. Viu uma clara intenção assassina naqueles olhos frios.
— José... José Ferreira é meu cúmplice.
Isaque ordenou de imediato que seus homens fossem atrás de José Ferreira.
Com os olhos injetados de sangue, Cesar dobrou o joelho e desferiu um chute brutal de baixo para cima, acertando a mandíbula e o nariz de Miguel.
As pernas do desgraçado tremeram.
— Dói... Dói demais.
O sangue jorrava de seu nariz.
Cesar lançou um olhar gélido para Isaque.
— Quanto tempo até o médico chegar?
Isaque não sabia nem onde enfiar a cara. Aquela gente tinha perdido o juízo para causar um escândalo desses em sua casa. Ainda bem que o pior não aconteceu, caso contrário, Cesar realmente o aleijaria.
— Em menos de cinco minutos ele está aqui.
Cesar saiu carregando Freya Nunes.
Cecília Rodrigues chegou correndo bem nessa hora. Ao ver a expressão assassina do tirano, parou congelada.
— Frey, o que aconteceu?
Víctor perguntou, preocupado:
— O que está havendo?
O olhar sombrio e cortante de Cesar passou por eles.
Isaque se aproximou dos irmãos e explicou tudo nos mínimos detalhes.
Os olhos de Cecília se encheram de ódio. Ela deu meia-volta.
— Eu vou matar esse Miguel Cruz, porra.
Víctor não ficou para trás.
— Eu vou com você.
Isaque nem se deu ao trabalho de impedi-los. Miguel merecia morrer.
Cesar olhou para Freya em seus braços. As bochechas dela queimavam. O canto dos olhos estava avermelhado, as orelhas rosadas, e suas sobrancelhas franzidas em evidente desconforto.
Ele deveria ter chegado mais cedo.
Colocar Freya em perigo era uma falha sua como marido.
Leandro Serra abriu a porta de um dos quartos de hóspedes no primeiro andar.
— Diretor Cesar, o Diretor Isaque informou que há trânsito na estrada. O médico vai atrasar alguns minutos.
A voz de Cesar soou como gelo.
— E para que ele serve, então?

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