Ele puxou o cobertor para cobrir os ombros de Freya Nunes.
Cesar Soares abriu a porta por dentro, e seu olhar recaiu sobre Cecília Rodrigues.
Cecília sentiu o coração acelerar e se apressou em pedir desculpas.
— Diretor Cesar, a culpa foi minha. Pode me bater, me xingar, eu aceito tudo.
O olhar de Cesar era denso e sombrio.
— Entre e faça companhia a ela. Não saia de lá até eu voltar.
Cecília concordou prontamente.
— Diretor Cesar, pode deixar comigo. Eu garanto que cumpro a missão.
Cesar caminhou em direção à sala principal.
Isaque Dourado e Víctor Rodrigues o seguiram.
A expressão de Cesar estava nublada de ódio.
— A informação foi bloqueada?
Isaque respondeu rápido:
— Tudo bloqueado. Todos os seguranças que viram a cena assinaram termos de confidencialidade. Ninguém lá fora vai saber de nada.
Cesar olhou com frieza para Isaque e soltou um aviso ameaçador.
— Os seguranças da família Dourado são todos uns inúteis? Não conseguem nem proteger uma pessoa!
Isaque não tentou se justificar e assumiu a culpa.
— Cesar, a falha foi toda minha. Amanhã irei pedir desculpas à cunhada pessoalmente.
A fúria vazou pelo rosto impassível de Cesar.
— E para que servem as suas desculpas?
Isaque quis dizer que, por mais que a situação fosse inesperada, por sorte a cunhada estava a salvo, mas sabia que era melhor ficar calado.
Cesar se lembrou de como Freya estremeceu instintivamente ao ouvir as palavras imundas de Miguel. Cada palavra sua soou como gelo.
— Minha esposa sofreu um trauma.
Isaque pensou consigo mesmo: O cara mandou mensagem ensinando como flertar, e agora está agindo assim. Cesar realmente sabia mimar uma mulher.
Embora isso não parecesse muito a cara de Cesar Soares.
Isaque engoliu o orgulho.
— A responsabilidade é minha.
Cesar mudou de assunto.

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