Leandro bateu na porta.
— Diretor Cesar, o médico chegou.
Cesar acariciou suavemente a nuca de Freya. Havia uma indulgência quase imperceptível em sua voz.
— Deixe o médico te examinar primeiro.
Os fios de cabelo molhados de suor grudavam no rosto de Freya. Ela balançou a cabeça de forma teimosa.
— Eu não quero.
Cesar amparou as costas dela, dando-lhe apoio. Seguiu a deixa.
— E o que você quer fazer?
As pálpebras de Freya tremeram. Ela fez um biquinho de pena. Os lábios cheios se entreabriram, exalando um hálito quente. O rubor em seu rosto estava ainda mais forte, e gotículas de suor cobriam a ponta do seu nariz.
Ela disse, sílaba por sílaba:
— Quero transar com você.
A respiração quente roçou o nariz de Cesar. Freya estava longe de se comportar, esfregando-se contra ele sem qualquer resquício da postura educada e contida de sempre.
Os cantos dos lábios de Cesar se ergueram de leve. Quando ela ficasse sóbria e se lembrasse disso, faria de tudo para fugir dele.
Aquela Freya Nunes mostrava um lado que ele jamais vira.
Cesar reprimiu o desejo avassalador que brilhava em seus olhos. Ele podia controlar seus impulsos.
— Quando você estiver sóbria, eu te acompanho até o fim.
Freya não pareceu ouvir. Esfregou a testa no pescoço dele e murmurou dengosa:
— Eu não quero.
Os olhos amendoados de raposa transbordavam um charme irresistível.
— Me ajuda, por favor?
Sem receber a ordem, Leandro não se atreveu a entrar.
Cesar a pegou nos braços, acomodando-a em seu colo. Seus braços prenderam as mãos inquietas dela, e suas pernas imobilizaram as pernas longas que tentavam se mover.
Freya reclamou, com uma expressão brava.
— O que você tá fazendo?
Cesar achou que precisava lhe dar um pequeno consolo. Inclinou-se e tomou os lábios dela.
A invasão foi feita com uma força irrefutável. A respiração de Freya foi completamente roubada. Ele sugou a ponta da língua dela, provocando uma leve dor que arrepiou seus nervos. Mas Freya achou aquilo estranhamente maravilhoso. O gesto a fez tremer de prazer.
Cesar encostou a testa na dela.
— Seja boazinha.
Freya pareceu ter escutado dessa vez. Fechou os olhos e assentiu obedientemente.

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